Casos recentes de furtos de criptomoedas, como o da CoinDCX, na Índia, mostram a importância de boas práticas de proteção para consumidores e empresas
O avanço do mercado de criptomoedas tem atraído não apenas investidores, mas também criminosos. Dados da empresa de inteligência blockchain Chainalysis mostram que os furtos e invasões em plataformas de cripto atingiram o valor recorde de US$ 2,17 bilhões ao redor do mundo em 2025. Um dos casos mais recentes foi o da exchange indiana CoinDCX, que sofreu um vazamento estimado em US$ 44 milhões.
Para o Cleverson Pereira, head educacional da OnilX, exchange brasileira especializada em soluções de pagamento, assessoria e educação financeira, o cenário reforça a importância da educação e da prevenção. “A principal linha de defesa é o próprio usuário. Verificar a autenticidade das plataformas, ativar a autenticação em dois fatores e desconfiar de promessas de retorno rápido são medidas essenciais para evitar perdas”, afirma.
O especialista lembra que a segurança deve ser tratada como parte fundamental da estrutura de qualquer operação com ativos digitais. Boas práticas de governança e compliance, segundo ele, são tão importantes quanto a tecnologia empregada. “A segurança em cripto vai além da tecnologia: envolve cultura, governança e transparência”, ressalta.
Entre as medidas preventivas mais recomendadas, estão a proteção das chaves privadas, o uso de carteiras frias (offline) e a ativação de autenticação em dois fatores (2FA). “Também é essencial verificar endereços de envio de criptoativos antes de confirmar transações, já que malwares especializados podem alterar os dados do destinatário. Além disso, manter softwares e aplicativos sempre atualizados reduz vulnerabilidades exploradas por hackers”, destaca Pereira.
Outra recomendação é desconfiar de promessas de lucro rápido e garantido, uma das estratégias mais usadas por golpistas para atrair vítimas. Casos de phishing e engenharia social continuam entre os ataques mais comuns, explorando a desatenção e a falta de conhecimento técnico dos usuários. Por isso, tanto consumidores quanto empresas devem priorizar a educação digital como uma camada adicional de segurança.
Empresas do setor devem redobrar a atenção. Investir em auditorias independentes, treinamento de equipes e políticas contínuas de compliance ajuda a mitigar riscos operacionais e de reputação. Pereira também alerta para a importância de realizar backups criptografados e evitar o armazenamento de dados sensíveis em nuvem sem proteção adequada.
“Procurar por opções de mercado sérias é fundamental na hora de investir. Mas também é nosso papel cuidar da segurança; por isso, é importante que estejamos atentos, bem treinados e de olho nas melhores soluções para evitar riscos e prejuízos aos nossos investidores. O mercado cripto é seguro, mas, como qualquer outro investimento, é preciso estar vigilante”, complementa o especialista.
Educação como aliada da segurança digital
Lançada em 2025, a AVO Educacional nasceu com o objetivo de suprir uma lacuna no mercado brasileiro de criptoativos: ampliar o conhecimento sobre ativos digitais e seu ecossistema de operação.
Em um ambiente que cresce em ritmo acelerado, mas ainda cercado por dúvidas e complexidade, a missão da AVO é democratizar o aprendizado, oferecendo uma jornada de capacitação acessível, dinâmica e prática.
Atualmente, a plataforma oferece cinco cursos sobre temas como introdução aos criptoativos, Bitcoin e Ethereum, tecnologia blockchain e tokenização de ativos. Até o fim do ano, a meta é chegar a dez formações, com novos conteúdos voltados a quem deseja compreender os fundamentos e a segurança do mercado digital.
A AVO aposta em uma metodologia de ensino ágil e envolvente, com videoaulas de curta duração — entre 8 e 15 minutos, desenhadas para otimizar a retenção de conteúdo. “Mais do que conversar com nossos clientes e assessores, buscamos oferecer uma linguagem democrática e acessível para todos que desejam aprender mais sobre o tema”, explica Pereira.
Com operação intuitiva e flexível, semelhante às plataformas de streaming, a AVO Educacional permite que o aluno estude onde e quando quiser. “A empresa já planeja certificações e parcerias acadêmicas para fortalecer sua presença no setor de educação em criptoativos e consolidar-se como referência nacional em formação digital”, completa Cleverson Pereira.
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