A adoção acelerada de agentes autônomos de IA transforma a defesa cibernética no país e impõe novos desafios de governança, dados e conformidade, avalia a Delfia
A segurança digital corporativa entrou em uma nova fase no Brasil. Sistemas que antes apenas alertavam agora agem, tomam decisões, corrigem falhas e operam de forma contínua. Esse movimento, impulsionado pelos chamados agentes autônomos de inteligência artificial, já começa a redesenhar a forma como empresas protegem dados, acessos e operações críticas — e coloca a curadoria de jornadas digitais como elemento central dessa transformação.
Dados do State of IT, da Salesforce, indicam que quase metade das equipes de segurança no país já utiliza agentes de IA para automatizar tarefas, detectar ameaças e auditar desempenho. A expectativa é que essa adoção se torne majoritária em um intervalo curto de tempo, ao mesmo tempo em que cresce a preocupação com a qualidade dos dados e os riscos associados ao uso intensivo da tecnologia.
Quando a IA deixa de apoiar e passa a decidir

O salto conceitual trazido pelos agentes autônomos está no grau de independência. Diferentemente das soluções tradicionais de IA, eles operam de forma persistente, aprendem com o ambiente e executam ações sem depender de comandos humanos constantes.
Na avaliação de Leonardo Santos, CTO da Delfia, essa autonomia representa um ponto de inflexão para a segurança digital no país. O executivo observa que a adoção cresce em ritmo acelerado, mas ainda encontra limites importantes relacionados à maturidade dos dados e às exigências de compliance. Para ele, a tecnologia só se sustenta quando aplicada com governança clara e alinhamento regulatório desde o início.
Curadoria de jornadas digitais como eixo da segurança
À medida que os agentes ganham poder de decisão, cresce também a necessidade de curadoria. Para a Delfia, não se trata apenas de implementar inteligência artificial, mas de orquestrar dados, acessos, fluxos e respostas ao longo de toda a jornada digital das organizações.
Essa abordagem torna-se ainda mais relevante diante do fato de que a maioria das empresas planeja ampliar investimentos em segurança justamente para proteger os dados utilizados pelos sistemas de IA. Dados inconsistentes, incompletos ou fora de conformidade não apenas reduzem a eficácia dos agentes — eles ampliam riscos operacionais, jurídicos e reputacionais.
Na visão da Delfia, a curadoria atua como um mecanismo de controle e qualidade, garantindo que cada agente opere dentro de limites bem definidos, com rastreabilidade, transparência e aderência à legislação.
Aplicações práticas e uso contínuo de agentes
Internamente, a Delfia já utiliza agentes autônomos como parte estruturante de sua operação de segurança. Eles atuam de forma contínua no monitoramento de endpoints, na revisão de acessos, na identificação de vulnerabilidades e na automação de auditorias, reduzindo significativamente o tempo de resposta a incidentes e aumentando a eficiência dos controles internos.
Para o mercado, a empresa oferece SOC como serviço e consultorias especializadas em Governança, Risco e Compliance (GRC), integrando agentes de IA a diagnósticos, relatórios e planos de correção. O objetivo é acelerar decisões sem abrir mão da curadoria técnica e regulatória das jornadas digitais dos clientes.
O paradoxo da automação: agentes também no crime digital
O avanço dos agentes autônomos não se limita ao campo defensivo. A mesma lógica de automação e aprendizado vem sendo explorada por agentes maliciosos, capazes de escalar ataques de phishing, adaptar golpes em tempo real e operar de forma ininterrupta.
Segundo Leonardo Santos, esse cenário exige que as empresas abandonem modelos reativos e adotem estratégias baseadas em automação defensiva, análise comportamental e resposta imediata. Ele ressalta que, apesar do avanço tecnológico, o fator humano continua sendo um dos principais pontos de vulnerabilidade, o que torna a conscientização dos colaboradores um componente indispensável da segurança.
Maturidade de dados e regulação ainda são entraves
Embora o interesse e os investimentos estejam em alta, o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais. A integração com sistemas legados, a qualidade dos dados, a conformidade com a LGPD e a escassez de profissionais capazes de unir competências em IA, segurança e governança limitam a velocidade de evolução.
Para o CTO da Delfia, o país vive um estágio intermediário: os agentes ainda são, em muitos casos, experimentais, mas a tendência é que deixem rapidamente o papel de pilotos para se tornarem parte central da defesa cibernética corporativa.
Da reação à estratégia: o papel da IA defensiva
A resposta a esse novo cenário, segundo a Delfia, passa pela consolidação de uma IA defensiva mais madura, capaz de integrar detecção comportamental avançada, inteligência de ameaças atualizada continuamente e orquestração automática de respostas.
Mais do que bloquear ataques, essa abordagem busca proteger toda a cadeia de dados e sistemas, conectando segurança, compliance e governança em uma estratégia única e contínua.
Leonardo Santos resume esse momento como uma verdadeira “virada” na segurança digital. Para ele, o embate contra o crime cibernético se assemelha a um jogo de xadrez em constante evolução — e, nesse tabuleiro, a inteligência artificial, quando bem curada, torna-se a principal aliada das organizações.
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