JP Morgan afirma que pagamentos em tempo real, blockchain, biometria e autenticação adaptativa não são tendências isoladas
Em análise publicada em janeiro de 2026 em seu site institucional, o JP Morgan avalia que as tecnologias de pagamento estão remodelando a forma como as empresas gerenciam o fluxo de caixa, atendem clientes e se mantêm competitivas.
Segundo o banco, as organizações que obtêm melhores resultados não são apenas aquelas que adotam novas soluções, mas as que implementam estrategicamente tecnologias capazes de gerar impactos mensuráveis nos negócios.
Entre os principais vetores dessa transformação estão os pagamentos em tempo real, o uso de blockchain para simplificação de processos financeiros, o fortalecimento da biometria como mecanismo de confiança e a consolidação das carteiras digitais nos ecossistemas B2B e B2C.

De acordo com Teresa Walker, diretora executiva e chefe de Vendas de Serviços para Comerciantes do JP Morgan Commercial Banking, a inovação em pagamentos vai além da adoção da tecnologia mais recente. “Trata-se de permitir que as empresas se movam mais rapidamente, atendam melhor os clientes e descubram novas oportunidades.”
Pagamentos em tempo real: velocidade como diferencial competitivo
Os pagamentos em tempo real (RTP, na sigla em inglês) ocupam papel central nessa evolução. Ao permitir a liquidação de transações em segundos, em vez de dias, essa modalidade contribui diretamente para a melhoria do fluxo de caixa e da experiência do cliente, com impactos em áreas como tesouraria, cadeia de suprimentos e operações comerciais.
Na avaliação de Walker, o RTP tende a se consolidar como a base das operações comerciais modernas, especialmente à medida que as empresas buscam otimizar o capital de giro e oferecer experiências mais eficientes. A executiva observa que, no ambiente corporativo, essa forma de pagamento já começa a substituir mecanismos tradicionais, como o ACH – Automated Clearing House, sistema americano de compensação bancária em lote, no qual as liquidações podem levar dias.
Os casos de uso incluem pagamentos just-in-time a fornecedores, folha de pagamento instantânea e reembolsos mais rápidos aos clientes. Ao mesmo tempo, o banco ressalta que a adoção do RTP exige atenção à gestão de riscos e à conformidade regulatória, já que as transações são irreversíveis após a liquidação.
Blockchain: eficiência e transparência além das criptomoedas
No material publicado pelo JP Morgan, a tecnologia blockchain é apresentada como uma ferramenta prática para resolver desafios reais de pagamentos e liquidações, indo além da associação com criptoativos. O uso de registros distribuídos permite simplificar processos de conciliação, reduzir fraudes e aumentar a transparência em operações financeiras.
Para Teresa Walker, o principal valor do blockchain está na capacidade de simplificar processos complexos e criar uma fonte única de verdade entre as partes envolvidas. “Trata-se de acelerar o fluxo de recursos e oferecer a transparência que as empresas buscam.”
Entre as aplicações destacadas estão contratos inteligentes para liquidação automatizada, pagamentos tokenizados e o rastreamento de recursos em tempo real. O banco ressalta, no entanto, que a adoção da tecnologia exige atenção a desafios regulatórios, interoperabilidade entre sistemas e padrões de conformidade em constante evolução.
Biometria e autenticação adaptativa: segurança como experiência
Com o aumento do volume de pagamentos digitais, crescem também os riscos de fraude e as ameaças cibernéticas. Nesse cenário, a biometria — incluindo impressão digital, reconhecimento facial, de íris e de voz — assume papel central como mecanismo de autenticação e prevenção de fraudes.
Segundo o JP Morgan, a ampla familiaridade dos consumidores com a biometria em smartphones criou um ambiente de aceitação que favorece sua aplicação nos pagamentos. A instituição avalia que a combinação entre biometria, inteligência artificial e aprendizado de máquina permitirá modelos de autenticação adaptativa, nos quais o nível de verificação se ajusta dinamicamente ao risco da transação.
O desafio, aponta o banco, está em equilibrar experiência do usuário, privacidade e conformidade regulatória, garantindo que os dados biométricos sejam armazenados e utilizados de forma segura e responsável.
Carteiras digitais e diferenciação nos ecossistemas de pagamento
As carteiras digitais deixaram de ser apenas um recurso de conveniência e passaram a ocupar um papel estratégico nos pagamentos B2B e B2C. Para o JP Morgan, elas respondem diretamente às expectativas por velocidade, simplicidade e personalização, ao mesmo tempo em que abrem espaço para diferenciação por meio de programas de fidelidade e serviços personalizados.
Apesar das oportunidades, o banco ressalta que a integração bem-sucedida exige alinhamento com sistemas existentes, protocolos de segurança robustos e uma estratégia clara, considerando interoperabilidade, conformidade regulatória e gestão de dados do cliente.
Uma transformação estrutural nos pagamentos
A leitura do JP Morgan é clara: pagamentos em tempo real, blockchain, biometria e autenticação adaptativa não são tendências isoladas, mas componentes de uma transformação estrutural que redefine eficiência, segurança e confiança no sistema global de pagamentos.
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