Assinatura digital garante integridade e autoria com criptografia e blockchain reforça auditabilidade ao registrar provas independentes do evento
A assinatura digital cria evidências técnicas de integridade e autoria usando criptografia, e o blockchain pode reforçar a auditabilidade ao registrar uma prova independente do evento. Quando falamos em blockchain na assinatura digital, a ideia é ancorar em blockchain o hash do documento e alguns metadados mínimos, para demonstrar que uma versão específica existia em determinado momento e permaneceu íntegra.
Na operação, isso tende a reduzir disputa de versões, acelerar auditorias e facilitar a validação em processos que dependem de coleta de assinaturas em escala
Fatos rápidos
- No Artigo 25 do eIDAS, a assinatura eletrônica não deve ser negada como prova apenas por estar em formato eletrônico.
- O ITI sobre a MP 2.200-2 refere-se à base normativa da ICP-Brasil para autenticidade e integridade.
- Uma explicação sobre registros em blockchain descreve imutabilidade e carimbos de tempo aplicados a auditorias e verificações.
O que o blockchain adiciona no fluxo de blockchain assinatura digital
Assinaturas digitais, no sentido criptográfico, ajudam a detectar modificações não autorizadas e a autenticar o signatário, apoiando não repúdio. Já o blockchain é tratada como um ledger distribuído e resistente a adulterações, adequado para registrar evidências verificáveis de eventos e dados e fortalecer trilhas de auditoria, conforme o NIST define no NISTIR 8202.
A combinação não “assina por blockchain”, ela cria uma evidência externa de que um identificador do documento foi registrado em certo instante.
Passo a passo do registro de evidência e validação
O processo costuma seguir quatro etapas. Primeiro, calcula-se o hash do arquivo e aplica-se a assinatura sobre esse hash, alinhado ao conceito técnico descrito em função hash.
Depois, cria-se um registro de evidência com hash e metadados mínimos (ID interno, versão, tipo de documento, referência de processo e data). Em seguida, ancora-se o registro em blockchain (pública ou permissionada).
Por fim, na validação, o auditor recalcula o hash do arquivo apresentado, verifica a assinatura e compara com o hash ancorado, reduzindo discussão sobre versão e integridade.
Privacidade, chaves, conformidade e carimbo do tempo
Um ponto central é não armazenar o documento completo em cadeia, evitando exposição de conteúdo e complicações de retenção. Em vez disso, registra-se apenas o hash e mantém-se o arquivo em repositório controlado. A governança precisa tratar gestão de chaves (armazenamento, rotação e revogação) e permissões de acesso, com rotinas padronizadas de validação de assinatura.
Quando for necessário provar que um dado existia antes de um horário específico, um serviço de carimbo do tempo oferece prova temporal, como define o IETF no RFC 3161, e isso deve andar junto de políticas de conformidade.
Exemplos e KPIs para acompanhar
Em operações corporativas, a trilha de evidência é útil em ordens de serviço, laudos e contratos com versões frequentes. Uma OS assinada e vinculada a um contrato digital tende a reduzir retrabalho em auditorias e a facilitar rastreabilidade de versões; quando aplicável, o processo pode seguir requisitos e práticas relacionadas à ICP-Brasil.
Para acompanhar o efeito na rotina, vale medir KPIs que traduzem auditabilidade em tempo, contestação e estabilidade do processo.
| KPI | Definição objetiva | Como usar na gestão |
| Tempo de auditoria | Horas para localizar evidências e validar | Priorizar gargalos e padronizar checklist |
| Taxa de contestação | % de documentos questionados | Reduzir disputas de versão e autoria |
| Incidentes de integridade | Casos de divergência entre versões | Revisar pontos de captura, armazenamento e acesso |
| SLA de validação | Tempo para validar assinatura e evidência | Estabilizar prazos internos e reduzir retrabalho |
Um processo mais auditável, com melhoria contínua
Quando o fluxo é bem governado, o blockchain atua como camada de evidência para reforçar integridade, autoria e data, sem expor o conteúdo do documento. O ganho aparece ao tratar chaves, permissões e retenção como parte do processo, reduzindo contestação e encurtando auditorias.
Assim, blockchain na assinatura digital funciona como complemento operacional da assinatura criptográfica, apoiando auditoria e validação em rotinas de vendas e operação. Ao conhecer a solução de assinatura digital da ZapSign, veja como o fluxo pode ser estruturado na prática.
Perguntas frequentes (FAQ)
Blockchain substitui o certificado digital?
Não. O blockchain registra evidências e histórico, mas a assinatura criptográfica depende de chaves e, em muitos cenários, de certificados para vincular a chave a uma identidade. Em processos formais, a validação segue políticas de certificação e verificação.
O que vai para o blockchain: o documento ou só o hash?
Na prática, registra-se apenas o hash e metadados mínimos. Colocar o documento completo em cadeia pode expor dados e dificultar retenção. O hash permite comparar a versão apresentada com a evidência registrada, sem publicar o conteúdo.
Como comprovar o momento em que um documento existia?
Um carimbo do tempo vincula data e hora ao hash, e a ancoragem em blockchain registra o evento no ledger. A combinação cria prova técnica de existência e integridade, quando aplicada junto de políticas de retenção e auditoria.
Quais riscos operacionais merecem atenção?
Gestão de chaves é o risco mais sensível: perda, acesso indevido ou falta de rotação fragilizam a segurança do ato. Outro risco é registrar metadados demais e expor informações. Controles de acesso e retenção ajudam a reduzir problemas.
Quais documentos industriais costumam se beneficiar mais?
Ordens de serviço, laudos, relatórios e contratos com muitas versões. O benefício aparece quando há auditoria e necessidade de rastrear alterações com rapidez, reduzindo divergência de versão e retrabalho no processo de validação.
Sobre a ZapSign

Criada em 2020, a startup brasileira ZapSign permite às empresas enviar documentos para serem assinados por meio de aplicativos de mensagens, como WhatsApp, e-mail ou qualquer outro canal de comunicação.
Com mais de 2 milhões de usuários ativos e mais de 40 milhões de documentos assinados, a plataforma apresenta interface simples e intuitiva, além de excelente custo-benefício.
Dentre os clientes, estão algumas das maiores empresas do país, como Itaú, Grupo GPA, Greenpeace, L’Oréal Brasil, Unimed e Rappi. Iniciou seu processo de internacionalização em 2021 e, atualmente, conta com clientes em 21 países. Faz parte da Truora, eleita a quarta melhor startup para jovens trabalharem no Brasil, segundo o ranking Employer for Youth (EFY).
ZapSign faz parte do Grupo Truora, uma empresa com mais de 6 anos de experiência na geração de soluções tecnológicas que simplificam a comunicação entre clientes, usuários, fornecedores ou colaboradores.
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