Estudo revela que uso de IA generativa redefine migração, operação e automação em nuvem, enquanto empresas aceleram estratégias multicloud e ampliam dependência da infraestrutura pública
A nova edição do estudo ISG Provider Lens® Multi Public Cloud Services 2025 para o Brasil, distribuído pela TGT ISG, mostra que o último ano consolidou uma das viradas mais importantes da computação em nuvem no Brasil: a nuvem pública se firmou como infraestrutura permanente, a estratégia multicloud deixou de ser tendência para se tornar realidade cotidiana e a inteligência artificial generativa passou ao centro das decisões de migração, operação e automação em serviços gerenciados.
Segundo Pedro L. Bicudo Maschio, distinguished analyst da ISG e autor do estudo da TGT ISG, o cenário atual é marcado por maturidade tecnológica, integração expandida e novas exigências de escala. Para ele, 2024 e 2025 representam um ponto de não retorno na relação entre empresas com tecnologias de IA e cloud.
“A gente continua com uma tendência forte de multicloud; agora todos os clientes operam em mais do que uma nuvem. E isso não se trata apenas de AWS, Microsoft, Google e Oracle, mas de todo o ecossistema SaaS que entrou na rotina corporativa, como ERPs e CRMs”.
Além de reduzir barreiras de adoção, a interconexão brasileira entre datacenters dos grandes hyperscalers tornou-se um diferencial competitivo, com baixa latência, alta velocidade e links privados. Essa estrutura reforça a ideia de que a migração deixou de ser movida apenas por custos.
A tendência híbrida também permanece em expansão à medida que empresas conectam fábricas, lojas e operações que exigem edge computing e processamento local. Como resume o analista: “As empresas migram para a nuvem porque é onde estão seus fornecedores, seus clientes e seus recursos, além de oferecer mais capacidade computacional e mais serviços na nuvem pública. Mesmo assim, continuam existindo workloads que precisam rodar em nuvem privada. Também surge a demanda por edge computing: é preciso conectar fábricas, conectar lojas. Nem sempre é possível colocar todos os recursos computacionais dentro da nuvem”.
A grande mudança do ano está no uso da IA generativa, que passou a acelerar diagnósticos de ambiente, sugerir arquiteturas e apoiar decisões de migração. Na operação, a tecnologia amplia a evolução do AIOps e fortalece aplicações como chatbots, autosserviço e algoritmos que recomendam a nuvem ideal para cada carga de trabalho.
Um ponto crítico, entretanto, permanece: automação só se justifica quando existe escala. Enquanto fornecedores menores têm menor retorno sobre investimento, grandes players globais ampliam sua aposta em agentes autônomos e IA generativa. “Os grandes estão buscando esse alto nível de automação com IA generativa para ter um melhor nível de serviço e, ao mesmo tempo, reduzir o custo por atendimento”, destaca o autor.
Com o avanço desse modelo, surge um alerta importante sobre dependência operacional. O analista ressalta que falhas em infraestrutura pública podem gerar impactos significativos.
“A gente passa a ter uma dependência muito alta da disponibilidade da nuvem pública. Blackouts, falhas de rede e indisponibilidades de LLM podem paralisar operações inteiras. Se você tem um processo de negócio que depende do agente e você não tem pessoas como backup, você passa a ter um impacto comercial na sua operação. O risco não elimina a tendência, mas obriga empresas a manterem reservas operacionais”.
Para organizações clientes, a recomendação é direta: priorizar parceiros que investem em capacitação, certificações e cultura de modernização. Segundo Pedro, “o ponto de atenção é buscar fornecedores que estão mais comprometidos com certificação, com educação, com mudança cultural e com adoção da modernidade”. Ele complementa que esses fornecedores serão essenciais para orientar o uso correto da IA generativa e acelerar jornadas de modernização.
O relatório ISG Provider Lens® Multi Public Cloud Services 2025 para o Brasil avalia as capacidades de 40 fornecedores em sete quadrantes: Consulting and Transformation Services — Large Accounts, Consulting and Transformation Services — Midmarket, Managed Services — Large Accounts, Managed Services — Midmarket, FinOps Services and AI-driven Optimization, Hyperscale Infrastructure and Platform Services e SAP HANA Infrastructure Services.
O relatório nomeia a Dedalus como líder em cinco quadrantes. Nomeia a Accenture, AI/R, Capgemini, Claro Empresas, Kyndryl, Skyone e TIVIT como líderes em três quadrantes cada. Nomeia a AWS, Claranet, Microsoft, V8.TECH e Wipro como líderes em dois quadrantes cada. Também nomeia a Oracle, T-Systems e Unisys como líderes em um quadrante cada.
Além disso, a Deal é reconhecida como Rising Star — uma empresa com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro”, segundo a definição da ISG — em dois quadrantes. A FCamara e a Stefanini são reconhecidas como Rising Stars em um quadrante cada.
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