2026 Liferay Broken Trust Report Revela Como Segurança, Criptografia e Autenticação Segura Determinam a Fidelidade Online

O estudo aponta que 75% dos usuários abandonam um site quando percebem sinais de insegurança ou comportamentos inesperados, migrando para um concorrente para concluir a mesma tarefa. Não se trata, na maioria das vezes, de um incidente real, mas de percepção de risco.
Pequenas inconsistências visuais, alertas técnicos, mudanças abruptas de layout ou interrupções durante a navegação são suficientes para ativar o instinto de fuga. Em um ambiente marcado por fraudes recorrentes, a segurança precisa ser não apenas robusta, mas claramente reconhecível.
Certificados SSL/TLS como base da confiança digital

A camada de criptografia é o primeiro ponto de contato entre segurança técnica e confiança percebida. Certificados digitais SSL/TLS garantem a confidencialidade e a integridade da comunicação entre navegador e servidor, protegendo dados sensíveis contra interceptação e manipulação.
Mais do que isso, eles estabelecem quem está do outro lado da conexão. O TLS cumpre duas funções centrais: assegurar o sigilo da informação em trânsito e identificar, de forma verificável, o proprietário do site, a partir da validação realizada por uma autoridade certificadora.

Como destaca Regina Tupinambá, publicitária e cofundadora do Crypto ID que começou a trabalhar com SSL em 1999, “Só se constroem relações de confiança no meio digital com a identificação precisa e inquestionável seja identificação de pessoas, empresas, aplicações ou máquinas. E, em relação aos sites, o maior símbolo de confiança na Internet ainda é a representação do TLS – Transport Layer Security , nome das versões mais atualizadas do protocolo SSL.
Historicamente, essa função de identificação era comunicada de maneira direta ao usuário. Na década de 1990, no contexto clássico da criptografia ilustrada por “Alice e Bob”, os certificados SSL eram acompanhados por selos amplamente reconhecidos, como o Selo de Site Seguro da VeriSign, com a indicação explícita: “Clique e Verifique”.

Esses selos permitiam confirmar a identidade do site e funcionavam como um mecanismo efetivo de educação e tranquilização do usuário.
Embora os navegadores modernos tenham simplificado essa visualização, o princípio permanece atual. Indicadores claros de verificação, selos de site seguro e transparência sobre a identidade validada continuam sendo elementos essenciais para transformar criptografia em confiança percebida.
Gestão de Identidade e Acesso do Cliente: proteção que gera confiança
O relatório da Liferay revela que 71% dos usuários associam diretamente a confiabilidade técnica de um site à credibilidade da marca. Nesse cenário, a autenticação assume um papel estratégico na experiência digital.
A gestão de identidade e acesso do cliente, conhecida pela sigla CIAM (Customer Identity and Access Management), vai além do controle de login.
Esse conceito envolve sistemas e processos que garantem que apenas usuários autorizados possam acessar determinados recursos digitais, protegendo dados sensíveis e proporcionando uma experiência segura e personalizada. Trata-se de uma arquitetura voltada à proteção da identidade do usuário ao longo de toda a jornada digital, equilibrando segurança, privacidade e usabilidade.

Como afirma Sérgio Muniz, Diretor de Vendas para Gestão de Identidade e Acesso para a América Latina da Thales, em entrevista publicada no Crypto ID: “Identidade digital não é apenas um login. É o elo de confiança entre empresa e cliente. E hoje, esse elo está sob ataque constante.”
Modelos modernos de CIAM incorporam autenticação multifator (MFA), single sign-on (SSO) e mecanismos de avaliação de risco em tempo real. Essas camadas adicionais não apenas reduzem a exposição a credenciais comprometidas, como reforçam a percepção de cuidado com a identidade do usuário.
Ainda segundo Muniz, “As ameaças evoluíram, e os modelos tradicionais de login com usuário e senha simplesmente não são mais suficientes. O CIAM moderno integra diferentes fatores de autenticação e traz inteligência de risco em tempo real.”
Quando previsível, consistente e bem comunicada, a autenticação deixa de ser vista como fricção e passa a atuar como sinal de legitimidade e confiança.
Pop-ups, instabilidade visual e o gatilho de desconfiança

Entre os chamados “momentos estranhos” mapeados pelo estudo da Liferay, os pop-ups inesperados ocupam posição de destaque. 40% dos usuários passam a questionar imediatamente a segurança quando uma página parece diferente do esperado, e 28% abandonam o site sem tentar continuar a navegação.
Do ponto de vista da segurança da informação, interrupções abruptas durante processos críticos — como login, checkout ou leitura de conteúdo — são frequentemente associadas a scripts maliciosos, malware ou ambientes comprometidos.
Em e-commerce, esse comportamento se traduz em abandono de carrinho. Em sites de conteúdo e notícias, afeta diretamente a credibilidade editorial. O relatório reforça que reduzir mudanças de layout, evitar interrupções desnecessárias e monitorar falhas visuais são medidas tão relevantes quanto controles técnicos de segurança.
A economia da confiança em números
O 2026 Liferay Broken Trust Report, realizado em dezembro de 2025 com 1.000 adultos nos Estados Unidos, evidencia a fragilidade da confiança digital:
- 75% abandonam um site ao perceber sinais de insegurança
- 61% afirmam que um único momento estranho altera permanentemente a confiança na marca
- 71% associam confiabilidade técnica à credibilidade
- 91% acreditam que até grandes marcas podem ser vítimas de sites falsos ou comprometidos
Sinais críticos de alerta:
- 39% citam avisos do navegador (certificados inválidos, scripts bloqueados).
- 19% percebem URLs ligeiramente diferentes (problema de continuidade de domínio).
- 18% reagem a pop-ups inesperados.
Autenticação e checkout: interrupções ou redirecionamentos durante login e pagamento aumentam a percepção de risco. A pesquisa recomenda mensagens explícitas de segurança (“Secure sign in”, “Your data is protected”) junto a botões de ação. Isso significa que, ao utilizar frases claras como “Login seguro” ou “Seus dados estão protegidos” próximas aos botões de login ou de confirmação de ações, o usuário sente-se mais confiante de que suas informações estarão realmente seguras, o que contribui para aumentar a confiança na navegação e nas transações online.
Criptografia e certificados: falhas temporárias em certificados SSL/TLS ou ausência de HSTS geram quedas abruptas de sessões.
Percepção de risco externo: 64% dos usuários estão mais cautelosos devido a phishing, 36% por sites falsos de compras. Isso reforça a necessidade de criptografia ponta a ponta e autenticação forte para diferenciar sites legítimos.
Esses dados mostram que a confiança não é construída apenas por reputação, mas pela coerência entre segurança técnica, identidade verificada e experiência consistente.
Uma decisão estratégica baseada em confiança
Essa lógica não é apenas teórica. Ela também orientou decisões estruturais do próprio Crypto ID desde sua fundação.

Como afirma Susana Taboas, economista e cofundadora do Crypto ID: “Há 11 anos, quando criamos o Crypto ID, modelamos a monetização do negócio renunciando a banners, pop-ups e redes de display justamente porque sempre acreditamos no que revela essa pesquisa do 2026 Liferay Broken Trust Report. O ambiente para receber, seja leitores, pesquisadores ou compradores, deve ser o mais limpo e tranquilo possível, porque isso retornará em tempo de permanência no site. Após 11 anos, isso é medido justamente pela qualificação do nosso público e pelo tempo de permanência dos leitores no site.”
“Os clientes são cautelosos por um bom motivo”, disse Bryan Cheung, CMO da Liferay. “Eles encontram golpes em todos os lugares, então pequenos erros de correspondência são lidos como um risco. A confiança é decidida em segundos pelo que a página faz e pelos sinais que ela exibe.”

Trazendo estas descobertas para o contexto da América Latina, onde a exigência do usuário digital cresce exponencialmente, Flavio Moitinho, General Manager da Liferay, reflete:
“O consumidor na América Latina está hoje mais cauteloso do que nunca, e com razão. Se o relatório global indica que 75% dos usuários abandonam um site diante de sinais estranhos, em nossa região essa exigência é ainda maior. As marcas devem entender que a estabilidade e a coerência de suas plataformas digitais são hoje tão determinantes para sua reputação quanto a própria qualidade de seus produtos”, destacou Moitinho.
A mensagem é clara: segurança que gera confiança é aquela que o usuário reconhece. Certificados SSL/TLS válidos, criptografia bem configurada, autenticação baseada em gestão de identidade e acesso do cliente e uso criterioso de elementos de interface não são componentes isolados, mas partes de uma mesma estrutura de credibilidade.
Em um ambiente onde a decisão de permanecer ou sair acontece em segundos, a confiança digital depende da capacidade das organizações de unir sigilo, identificação e experiência previsível. Não basta proteger. É preciso demonstrar, de forma clara, quem você é e por que pode ser confiável.
Metodologia: O relatório 2026 Liferay Broken Trust Report foi realizado em dezembro de 2025 com 1.000 adultos nos EUA, via Pollfish, analisando percepções de confiança digital diante de falhas visuais, problemas de segurança e inconsistências de navegação.
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IAM: Segurança que vai além do acesso
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