Para implementar o CNPJ alfanumérico em 2026 com eficiência, a inteligência artificial pode ser usada para automatizar a análise de sistemas legados, identificar pontos de impacto, corrigir códigos e bancos de dados, e monitorar continuamente a conformidade fiscal. Isso reduz drasticamente o tempo e o risco de falhas em obrigações tributárias
No ano passado, o Brasil ultrapassou a marca de 64 milhões de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJs) registrados, com aumento de 7,72% em relação ao ano anterior. Considerando apenas empresas ativas, o crescimento foi ainda maior: 16,11%, totalizando 25,3 milhões de entidades em operação.
Esse crescimento acelerado esgotou a capacidade de geração de números no modelo atual, motivado especialmente pelo avanço das microempresas individuais (MEIs) e pela “pejotização” da força de trabalho.
Para ampliar a capacidade do sistema, a Receita Federal publicou a Instrução Normativa RFB nº 2.229, de 15 de outubro de 2024, determinando que o CNPJ adotará formato alfanumérico de 14 posições a partir de julho de 2026. O CNPJ alfanumérico será atribuído apenas às novas inscrições de empresas a partir de julho de 2026. Os números de CNPJ já existentes não sofrerão nenhuma alteração.
Embora a mudança afete diretamente apenas novos registros, todas as empresas precisarão se preparar tecnologicamente para lidar com os dois formatos de CNPJ simultaneamente. Isso exige revisão completa de bancos de dados, códigos-fonte e integrações com sistemas fiscais, mão de obra capacitada e horas para as modificações.
Adiar a adequação traz impactos operacionais e regulatórios graves: impossibilidade de cadastrar novos CNPJs após julho de 2026; falhas em obrigações fiscais, como Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), NF-e, eSocial, Escrituração Contábil Fiscal (ECF) e bloqueio no faturamento e paralisação de sistemas de emissão de notas, dentre outros.
Em resposta a esse desafio do setor, a CTC – empresa especializada em soluções tecnológicas – desenvolveu o Alpha Sense, uma plataforma inovadora equipada com o Fix.AI. Trata-se de um agente autônomo de IA que assegura conformidade tributária ao implementar, de forma ágil e precisa.
A solução realiza análise do código-fonte, identificando funções, variáveis e dependências ligadas ao CNPJ; mapeamento do banco de dados, detectando colunas que precisam de adequação; geração de relatórios de impacto técnico, priorizando os ajustes necessários; execução de correções automáticas e seguras, com logs e possibilidade de reversão e entrega de relatório de conformidade, pronto para auditoria interna e externa.

“Como existem muitos sistemas legados nas empresas, sistemas antigos que não têm documentação, eventualmente a empresa ou a pessoa que desenvolveu esse sistema não está nem mais disponível. É aí que a ferramenta desenvolvida pela CTC visa ajudar. Mapeamos todo o sistema de forma automatizada com o auxílio de inteligência artificial e mostramos esses pontos de correção para o cliente. Isso vai evitar que ele tenha problema com todas as obrigações fiscais que dependem do CNPJ”, explica o diretor de Inovação e Produtos na CTC, André Cripa.
“Nossa solução reduz em 95% o tempo de uma mudança tradicional, com programador abrindo código, lendo o sistema e fazendo as adaptações manualmente. Essa é a diferença grande de realizar isso com inteligência artificial embarcada versus o modelo tradicional de hora-homem”, destaca Cripa.

Diferentemente das soluções disponíveis no mercado, que se limitam a analisar dados cadastrais básicos como CNPJ, a ferramenta da CTC investiga profundamente as vulnerabilidades do sistema. “Identificamos falhas em campos não preenchidos, inconsistências em dados alterados e problemas de performance que passam despercebidos na análise convencional. É algo pioneiro no mercado. A tecnologia que oferecemos abre um leque amplo de possibilidades, permitindo que o cliente adquira a solução completa ou apenas os módulos que façam sentido para sua realidade. O diferencial da CTC está justamente na abrangência e personalização do atendimento”, ressalta Robson Miguel, diretor Comercial e de Marketing da CTC.
A metodologia da Fix.AI se estrutura em três etapas integradas: diagnóstico completo do sistema, adequação inteligente via IA e monitoramento contínuo. “Entregamos relatórios detalhados de performance que auxiliam toda a equipe técnica a identificar gargalos, corrigir falhas e otimizar processos. É uma jornada completa de transformação”, complementa o diretor comercial e de Marketing.
Quando comparada aos métodos tradicionais, a vantagem se torna ainda mais evidente. “O custo-benefício supera em muito a alocação de um profissional sênior exclusivo para essa função. Ganhamos em tempo, assertividade e cobertura. Problemas que um programador humano poderia deixar escapar ou levaria dias para identificar são detectados instantaneamente pelo sistema. A redução no tempo de identificação e resolução de problemas é exponencial”, finaliza.
A CTC planeja investir R$ 3 milhões em inteligência artificial durante 2026, com foco em soluções que antecipem demandas regulatórias. A área de inovação já estrutura novos projetos alinhados a essas normativas, transformando compliance em vantagem competitiva para os clientes.
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