Signifyd explica que o e-commerce também precisa se proteger durante o carnaval, e que o investimento correto pode ajudar a evitar prejuízos
O Carnaval segue como uma das maiores celebrações populares do Brasil, reunindo milhões de pessoas nas ruas e movimentando bilhões de reais na economia. Ao mesmo tempo, o período continua sendo um dos mais sensíveis do ano em termos de fraudes e golpes digitais, especialmente após roubos de celulares, cartões e dados pessoais durante a folia das multidões.
A conexão entre a folia nas ruas e o crime digital é quase instantânea. Assim que um aparelho ou cartão é subtraído em um bloco, redes organizadas de criminosos tentam converter esses dados em compras no comércio eletrônico antes que a vítima perceba o furto.
A Signifyd, empresa global em proteção antifraude, indica que o e-commerce também precisa se proteger durante o período, e que o investimento correto em tecnologia ainda pode ajudar a evitar prejuízos também para os clientes lesados.
Segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Carnaval irá alcançar uma injeção recorde de R$ 14,48 bilhões na economia nacional, indicando o aquecimento da economia no período.
Mas apesar dos consumidores já estarem cientes dos golpes tradicionais com cartão, como máquinas com visor danificado, troca de cartão e clonagem, novas formas de passar pelas barreiras de segurança surgem todos os anos, exigindo que o varejo atue como uma linha de frente na proteção.

“Períodos de mercado aquecido aumentam a pressão sobre o varejista, que quer aproveitar o fluxo de vendas, mas se torna um alvo visado. Os fraudadores estão extremamente organizados e aproveitam a distração das festas para agir em tempo real: enquanto um comparsa realiza o furto do aparelho ou cartão na rua, outros membros do grupo já estão inserindo os dados em um site de e-commerce. A agilidade do crime exige que o lojista tenha uma resposta tecnológica à altura, capaz de analisar milhares de dados em milissegundos para não barrar o cliente bom e nem deixar passar o ataque”, alerta Gabriel Vecchia, Country Manager da Signifyd.
Compras fraudulentas durante o Carnaval
O aumento da pressão de fraude nas lojas durante o período é claro. Dados da rede da Signifyd revelam que, em 2025, o mês do Carnaval consolidou-se como o segundo mais crítico do ano para o varejo brasileiro em termos de volume de tentativas de pedidos fraudulentos, com picos de quase 3 vezes em relação ao mês anterior, evidenciando como a vulnerabilidade dos foliões nas ruas se converte rapidamente em pressão sobre os checkouts do e-commerce.
Embora o número de tentativas de fraude tenha disparado, o ticket médio desses pedidos apresentou uma queda comparado ao ano anterior e se manteve baixo em 2025. Isso sugere que os fraudadores optaram por compras de menor valor unitário, tentando burlar os sistemas de segurança tradicionais sendo menos chamativos ou ainda utilizando esses roubos para realizar o que é chamado de “testagem de cartões”. São estratégias de ataque em massa: muitas transações pequenas que, somadas, geram um prejuízo enorme ao varejo e são mais difíceis de serem detectadas pelo consumidor em um primeiro momento.
E assim, a pressão do risco leva muitos lojistas a reagirem de forma defensiva, rejeitando mais de 10% de seus pedidos com medo da fraude, erro que resulta na perda de vendas e clientes legítimos, por falta de sistemas mais inteligentes. Uma falha que custa caro o ano inteiro e, no período de mercado energizado do Carnaval 2026, significa perder ainda faturamento adicional motivado pelas celebrações da data.
“Muitas vezes, o e-commerce é a linha de frente na proteção do folião. Quando um sistema inteligente identifica que aquela compra foge ao padrão do cliente, possivelmente usando dados de um celular recém-furtado, o lojista evita um prejuízo que o consumidor só perceberia dias depois. Isso não só protege o caixa, mas transforma a segurança em uma poderosa ferramenta de fidelização duradoura”, acrescenta Gabriel.
Carnaval mais seguro pro folião e para o comércio
Os números oficiais consolidados do Carnaval 2025 mostram avanços importantes na segurança pública, com quedas expressivas nos índices de roubos e furtos em grandes capitais, como São Paulo (-36%) e Salvador (-41%), segundo dados dos governos.
Ainda assim, o ambiente de alta circulação de pessoas, consumo intensificado e uso massivo de meios de pagamento digitais durante as festas e blocos mantém o alerta ligado para consumidores, varejistas e empresas de e-commerce.
Para a folia não virar prejuízo, sair apenas com dinheiro físico e o celular do ladrão ou deixar somente a cargo dos bancos e lojistas não é uma proteção suficiente para os foliões. Veja algumas dicas para desfrutar do Carnaval sem golpes:
- Priorize o uso de cartões virtuais temporários para compras de última hora em aplicativos, facilitando o bloqueio sem comprometer seu cartão físico;
- Alternativamente, prefira cartões de débito, e após o Carnaval, cancele e peça outro. Se possível, deixe disponível na conta somente o valor que pretende gastar naquele dia;
- Ative notificações push de bancos e cartões para ficar atento a atividades suspeitas em tempo real pelo smartphone ou smartwatch;
- Cuidado onde guarda o cartão. Ele precisa estar bem escondido e seguro, sem visibilidade dos dados, nem fácil acesso para outras pessoas;
- Jamais permita que o vendedor manuseie seu cartão diretamente. Faça você a aproximação ou inserir na maquininha;
- Atenção ao visor das maquininhas, a valores indevidos digitados “sem querer” e esconda bem na hora de digitar a senha;
- Desconfie se disserem que a operação não deu certo e pedirem para repeti-la;
- Fique de olho quando for digitar a senha para ver se está aparecendo o número. Golpistas podem entregar a maquininha na etapa de digitar o valor da compra, deixando a senha do cartão visível.
Investir em soluções robustas, escaláveis, e em tempo real, permite detectar e prevenir compras fraudulentas na mesma velocidade em que as redes de criminosos tentam aplicar golpes. Atuando de forma consciente e intencional para segurança com a tecnologia antifraude da Signifyd, os e-commerces podem proteger os seus negócios e as contas dos clientes, que podem aproveitar a festa com tranquilidade e segurança.
Sobre a Signifyd
A Signifyd oferece uma plataforma completa de proteção anti-fraudes para o e-commerce. Com o uso de machine learning e inteligência artificial, analisa dados, rastreia transações fraudulentas e falsos positivos em tempo real e maximiza as taxas de conversão de transações, gerando ganho de receitas, eliminando as perdas financeiras por chargebacks. A empresa atende grandes players no Brasil como Daki, Lenovo, Zee.Dog, B.Blend, entre outros. Além deles, os clientes são companhias listadas na Fortune 1000 e na Internet Top 500. Há mais de 10 anos no mercado, a empresa tem como Co-Founder e CEO, Rajesh Ramanand, ex-executivo da Paypal.
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