As empresas precisam fazer a escolha certa na hora de proteger seus acessos digitais, recomenda o Especialista da Teltec Data
Proteger o acesso aos sistemas corporativos virou uma das principais prioridades quando o assunto é estratégia de tecnologia das empresas. Não porque as senhas deixaram de existir, mas porque elas nunca foram suficientes para segurar o que está em jogo, dados financeiros, informações de clientes, acessos administrativos e toda a infraestrutura que mantém um negócio funcionando.
O problema é que, diante de tantas siglas e soluções disponíveis no mercado, muitas organizações ainda não sabem por onde começar, o que contratar e, principalmente, o que cada ferramenta realmente é capaz de fazer.
MFA, SSO e Passwordless são três abordagens que frequentemente aparecem juntas nas conversas sobre identidade e acesso, mas que têm funções e contextos de uso bem diferentes entre si. Entender essa diferença é o primeiro passo para montar uma estratégia que funcione de verdade, sem pagar mais do que o necessário e sem deixar brechas abertas por falta de conhecimento.
Quando uma senha não é mais o suficiente
A Autenticação Multifator, o famoso MFA, resolve um problema específico e bastante concreto. Mesmo que uma senha seja roubada, comprometida por phishing ou vazada em algum incidente, o invasor ainda vai precisar de um segundo fator para entrar no sistema.
Esse segundo fator pode ser um código gerado por um aplicativo autenticador, uma biometria ou um token físico, uma camada que se encaixa em cima da autenticação tradicional sem precisar substituí-la por completo.

“O MFA é, hoje, a medida mais eficiente e acessível para bloquear acessos não autorizados em sistemas críticos. Empresas que ainda dependem exclusivamente de senhas estão assumindo um risco desnecessário, especialmente em um cenário onde ataques de credential stuffing e phishing se tornam cada vez mais sofisticados”, afirma Luciano Rocha, Diretor de Serviços Cloud na Teltec Data.
A recomendação é que o MFA seja aplicado prioritariamente em contas administrativas, acesso a servidores, VPN, sistemas que concentram informações sensíveis ou financeiras e, de forma igualmente importante, em integrações SSO com serviços de terceiros, já que um único ponto de autenticação comprometido pode abrir caminho para múltiplas plataformas simultaneamente.
O problema de gerenciar muitas senhas ao mesmo tempo
Empresas que operam com múltiplos sistemas ERP, CRM, ferramentas de colaboração e intranets enfrentam um desafio diferente. Colaboradores precisam entrar e sair de plataformas diversas ao longo do dia, e cada senha adicional representa uma nova oportunidade para erros, esquecimentos e vulnerabilidades. Para o time de TI, gerenciar esse volume é custoso e pouco eficiente.
É nesse cenário que o SSO, o Single Sign-On, faz mais sentido. Com ele, o usuário se autentica uma única vez e acessa todos os sistemas integrados sem precisar repetir o processo. Um vendedor que começa o dia no portal da empresa consegue acessar o CRM, o e-mail corporativo e a plataforma de vendas sem um novo login sequer. A experiência melhora, a produtividade aumenta e o controle de acessos fica centralizado, o que facilita a gestão de permissões e o atendimento a exigências de compliance.
“Ainda existe o mito de que SSO é algo restrito a grandes empresas, mas a realidade é outra. Qualquer organização que convive com dezenas de senhas diferentes já está pagando um preço, seja em horas perdidas de equipe, seja em brechas de segurança que poderiam ser evitadas com um único ponto de autenticação bem protegido“, afirma Rocha.
Quando a senha em si é o problema
Para ambientes em que a experiência do usuário precisa ser simples e a superfície de ataque ainda menor, entra o Passwordless. Esse modelo elimina completamente as senhas da equação, permitindo que o acesso aconteça por biometria, PIN vinculado ao dispositivo, chave física ou notificação no celular. Um colaborador que acessa o sistema da empresa pelo smartphone e se autentica com a impressão digital não precisa memorizar nada nem corre o risco de usar uma senha fraca.
Além de reduzir a fricção para o usuário, o Passwordless elimina toda uma categoria de ataques baseados em credenciais, incluindo phishing e vazamento de senhas. O custo com suporte técnico também cai de forma visível, já que a redefinição de senhas esquecidas é um dos principais chamados em help desks corporativos, e com o Passwordless, esse problema simplesmente deixa de existir.
A combinação certa para cada realidade
O erro mais comum que as empresas cometem ao avaliar essas soluções é tratá-las como concorrentes entre si, quando na prática elas são complementares. Um modelo maduro de segurança de identidade combina as três abordagens de acordo com o perfil de cada usuário, o nível de criticidade do sistema e os dispositivos usados para o acesso.
Plataformas como o Microsoft Entra ID foram desenvolvidas para operar exatamente com essa lógica integrada, permitindo que as empresas construam uma camada de identidade unificada que usa SSO para centralizar acessos, MFA para reforçar a segurança em pontos críticos e Passwordless para os cenários em que experiência e proteção precisam caminhar juntas.
“Não existe bala de prata em segurança da informação, mas existe uma arquitetura certa para cada empresa. A combinação de SSO, MFA e Passwordless, quando bem implementada, endereça a maior parte das vulnerabilidades de acesso que encontramos no mercado e são justamente essas brechas que respondem pela maioria dos incidentes“, conta o executivo.
Por onde começar
Para empresas que estão iniciando esse processo, organizar as prioridades é mais importante do que sair contratando tudo de uma vez. O primeiro movimento é mapear os sistemas mais críticos e garantir que o MFA esteja ativo para todos os acessos administrativos e de alto risco.
Em seguida, vale avaliar quais aplicações fazem parte do dia a dia dos colaboradores e se faz sentido centralizar esses acessos via SSO. O Passwordless pode ser introduzido de forma progressiva, começando pelos contextos em que o uso de dispositivos móveis já é a norma.
Treinar os usuários para reconhecer tentativas de phishing e manter métodos seguros de recuperação de conta são etapas que precisam caminhar junto com a implementação técnica. A tecnologia protege, mas o comportamento humano continua sendo uma das principais portas de entrada para incidentes de segurança.
A decisão sobre qual caminho seguir depende do tamanho da empresa, do nível atual de maturidade em segurança e dos sistemas em uso. O que não muda é a necessidade de agir antes que o próximo incidente aconteça.
Sobre a Teltec Data
A Teltec Data é especialista na criação de ecossistemas digitais que aceleram a transformação tecnológica das empresas. Integrante do grupo Teltec, traz a solidez de mais de 34 anos de atuação no mercado brasileiro de Tecnologia da Informação, aliando expertise técnica, visão estratégica e parcerias com grandes players globais.
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