Empresas que integram a IA aos seus sistemas e processos registram ganhos de produtividade, além de reduções médias de custos operacionais
Por Fábio Soto

Hoje, praticamente toda organização relevante já testa, implementa ou discute aplicações de inteligência artificial em alguma frente do seu negócio.
O entusiasmo é compreensível, afinal, poucas tecnologias na história recente demonstraram potencial tão imediato de impacto sobre produtividade e eficiência operacional.
Algumas pesquisas recentes, como Superagency in the Workplace e Seizing the Agentic AI Advantage, ambas da McKinsey, apontam que empresas que integram a IA aos seus sistemas e processos registram ganhos de produtividade entre 25% e 40%, além de reduções médias de custos operacionais entre 20% e 30%.
O que ainda não recebe a mesma atenção é o fato de que esses resultados não vêm apenas da adoção tecnológica, mas da forma como ela é conduzida dentro das organizações. Em muitos casos, a velocidade da implementação superou a capacidade das empresas de estabelecer regras claras, responsabilidades e limites para o uso da IA.
Entramos em um momento em que experimentar deixou de ser suficiente. Agora, é preciso administrar.
O ponto é que, quando a governança não acompanha a inovação, a empresa perde visibilidade sobre como decisões estão sendo apoiadas por algoritmos, quais informações estão sendo compartilhadas e quais riscos passam a existir, especialmente, reputacionais e regulatórios.
Todo esse avanço das ferramentas orientadas por IA, sem dúvida alguma, amplia as responsabilidades. É preciso governança. Sem ela, decisões automatizadas podem carecer de accountability clara e processos críticos passam a depender de sistemas cujo funcionamento nem sempre é plenamente compreendido pelos gestores.
Por isso, defendo que chegou o momento de profissionalizar a adoção da inteligência artificial nas empresas, superando o improviso que marcou a fase inicial dessa revolução. O que vemos hoje são iniciativas individuais e experimentações legítimas, mas ainda desconectadas de uma visão organizacional.
Não dá mais para termos funcionários utilizando ferramentas abertas sem diretrizes corporativas, áreas distintas avançando com soluções próprias e o mais preocupante: dados sensíveis que acabam circulando fora dos ambientes controlados da organização. A IA deve ser tratada como uma capacidade corporativa, gerida com o mesmo rigor aplicado a finanças, compliance ou segurança da informação.
Uma dúvida recorrente entre executivos é quem, no fim das contas, deve governar a IA dentro das empresas. E a resposta não está em uma única área. A experiência mostra que a governança eficaz surge da convergência entre tecnologia, negócio e gestão de riscos.
Dessa forma, CIOs e CTOs lideram a integração técnica; CISOs garantem a proteção da informação; áreas jurídicas e de compliance estruturam princípios éticos e aderência regulatória; enquanto o RH assume papel crescente na formação de uma cultura de responsabilidade digital. No fim, porém, a agenda se consolida apenas quando chega ao nível estratégico, tendo o envolvimento direto da alta liderança e dos conselhos.
E, nesse contexto, também é fundamental lembrar que governar IA não tem nada a ver com frear inovação. O foco é em criar um ambiente de confiança para que ela possa, de fato, escalar. Dessa forma, deve-se priorizar alguns controles objetivos como políticas bem definidas sobre quais ferramentas podem ser utilizadas; classificação e proteção de dados sensíveis; rastreabilidade das aplicações baseadas em IA; supervisão humana em decisões críticas e monitoramento contínuo da qualidade e da segurança dos modelos.
Não que seja uma tarefa simples, mas tão importante quanto a tecnologia adotada, é garantir o preparo das pessoas para utilizá-la com consciência, responsabilidade e sob quais princípios.
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A Agility é especialista em Arquitetura de Missão Crítica para instituições que operam no topo da pirâmide de complexidade. Sustentamos ambientes essenciais ao país com foco em resiliência, escala e eficiência operacional. Não entregamos apenas tecnologia; entregamos a tranquilidade de que os sistemas mais importantes continuarão operando com alta disponibilidade, independentemente do volume de tráfego ou da sofisticação das ameaças.
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