Presidente Lula, ministros e mais de 140 empresas brasileiras marcaram presença oficial na maior feira de tecnologia industrial do mundo, reforçando a estratégia de neoindustrialização e transição energética.
A participação do Brasil na Hannover Messe 2026 marcou um dos momentos mais expressivos da presença internacional do país no setor industrial nos últimos anos. Com uma delegação liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o país levou ministros, representantes institucionais e mais de 140 empresas, consolidando uma atuação alinhada à estratégia de neoindustrialização e transição energética.
Realizada de 20 a 24 de abril de 2026 na Alemanha, a feira considerada a maior do mundo em tecnologia industrial teve o Brasil como país parceiro oficial, condição que elevou o nível de protagonismo nacional entre os participantes. Enquanto outras nações latino-americanas tiveram presença mais discreta, o Brasil se destacou com uma delegação robusta.
A presença institucional foi um dos pilares dessa participação. Além de Lula, estiveram presentes o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Geraldo Alckmin, além de representantes da Confederação Nacional da Indústria e da ApexBrasil, reforçando a articulação entre governo e setor produtivo.
Na cerimônia de abertura, o presidente brasileiro dividiu o palco com o chanceler alemão Friedrich Merz e destacou o papel do Brasil como potência verde e inovadora. Em seu discurso, ressaltou a ambição do país em assumir protagonismo global na transição energética, além de reconhecer o trabalho institucional que garantiu ao Brasil o status de parceiro oficial do evento.

O presidente fez questão de reconhecer o trabalho da ApexBrasil e de Jorge Viana na articulação que garantiu ao país o status de parceiro oficial. Em seu discurso, Lula afirmou que o Brasil “cansou de ser tratado como pequeno” e quer assumir protagonismo global na transição energética.
Os números da edição de 2026 reforçam a relevância da feira no cenário global. Foram mais de 5.000 empresas expositoras de cerca de 70 países e um público superior a 200 mil visitantes ao longo dos dias de evento, consolidando a Hannover Messe como um dos principais fóruns internacionais de negócios, inovação e cooperação industrial.
Brasil apresentou um portfólio diversificado de soluções, com foco em sustentabilidade, digitalização e segurança para equipamentos conectados
Entre os destaques estiveram tecnologias como as bombas de combustível inteligentes com sistemas antifraude, desenvolvidas pela Cermob, voltadas a identificação de equipamentos e aumento da confiabilidade na cadeia logística.
A solução ganha relevância adicional por incorporar um robusto sistema de criptografia e identificação segura de equipamentos conectados, baseado em certificados digitais da ICP-Brasil.
Esse modelo permite autenticar dispositivos de forma inequívoca, garantindo integridade, autenticidade e rastreabilidade das operações. Na prática, trata-se de uma arquitetura que aplica princípios de Public Key Infrastructure à gestão de ativos industriais, elevando o padrão de confiança digital em ambientes cada vez mais conectados.
O case da Cermob Tecnologia despertou interesse em autoridades públicas e visitantes do evento ao evidenciar uma solução baseada em criptografia e identificação segura de equipamentos industriais conectados, uma preocupação crescente no setor, impulsionada tanto pela necessidade de preservação ambiental quanto pelo aumento de ataques hackers a operações críticas, especialmente em infraestruturas de medição e controle.

A digitalização industrial também ganhou espaço com iniciativas como os gêmeos digitais da Infinite Foundry, que permitem simulações em tempo real para treinamento e manutenção, contribuindo para ganhos de eficiência e redução de custos operacionais.
No campo da transição energética, a Be8 apresentou soluções em biocombustíveis com foco na descarbonização do transporte pesado, um dos principais desafios da agenda climática global.
As aplicações incluem o uso de biodiesel em veículos de carga, em parceria com a Mercedes-Benz, evidenciando a integração entre tecnologia brasileira e indústria europeia. A iniciativa demonstra, na prática, a viabilidade de alternativas energéticas mais limpas sem ruptura imediata da infraestrutura existente, além de reforçar o papel do Brasil como referência internacional em bioenergia e combustíveis renováveis

Já a Embraer levou projetos de mobilidade aérea urbana, com destaque para os eVTOLs, veículos elétricos de decolagem vertical que apontam para novas soluções de transporte sustentável em centros urbanos.
A agenda de descarbonização também foi reforçada pela WEG, com soluções em motores elétricos e eficiência energética, enquanto a Fundação CERTI apresentou aplicações de inteligência artificial para inspeção industrial, em parceria com a Lenovo, fortalecendo o avanço da Indústria 4.0.
O conjunto dessas iniciativas posiciona o Brasil não apenas como participante, mas como agente ativo na construção de soluções para desafios globais.
Neoindustrialização: a estratégia por trás do protagonismo brasileiro
A estratégia de neoindustrialização tem orientado a atuação do Brasil no cenário internacional ao propor a retomada da indústria em novas bases, mais alinhadas às demandas contemporâneas de tecnologia, sustentabilidade e competitividade global. Diferente dos ciclos industriais anteriores, o foco não está apenas em expandir a produção, mas em reconstruir o parque industrial com maior sofisticação tecnológica e integração às cadeias globais de valor.
No centro dessa estratégia está a digitalização da indústria. O avanço de tecnologias como inteligência artificial, Internet das Coisas e automação industrial redefine processos produtivos e posiciona o país dentro dos padrões da chamada Indústria 4.0. Esse movimento busca elevar produtividade, eficiência e capacidade de inovação.
Outro eixo relevante é a transição energética. O Brasil procura consolidar sua posição como potência em economia de baixo carbono, apoiado em uma matriz energética mais limpa e na liderança em biocombustíveis. A proposta é combinar crescimento industrial com sustentabilidade, atendendo às exigências de mercados internacionais cada vez mais regulados.
A agregação de valor também aparece como prioridade. A estratégia busca reduzir a dependência da exportação de commodities e ampliar a participação de produtos industriais com maior conteúdo tecnológico, capazes de gerar mais competitividade e sofisticação econômica.
Nesse contexto, ganha destaque o papel da segurança e da confiança digital. Soluções baseadas em criptografia e Public Key Infrastructure permitem autenticar equipamentos conectados, proteger dados e garantir a integridade das operações em ambientes industriais cada vez mais digitalizados. Esse elemento se torna essencial para cadeias produtivas que dependem de conectividade e interoperabilidade.
Há ainda um componente geopolítico relevante. A neoindustrialização busca reposicionar o Brasil nas cadeias globais de valor, atraindo investimentos, ampliando parcerias internacionais e reduzindo vulnerabilidades tecnológicas em setores estratégicos.
A participação brasileira na Hannover Messe 2026 materializa essa agenda. Ao apresentar soluções que combinam inovação, sustentabilidade e segurança digital, o país sinaliza uma mudança de posicionamento. Mais do que presença institucional, trata-se de uma demonstração prática de um novo perfil industrial, orientado por tecnologia, confiança e competitividade.
Nesse cenário, o Brasil se projeta como um dos principais atores da América Latina no debate sobre o futuro da indústria, reforçando sua ambição de protagonismo na economia industrial do século XXI.
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