Em visita ao Brasil para o Blockchain.RIO, cofundador Tobias Kleitman discutirá no dia 12 de agosto como stablecoins podem avançar para pagamentos utilizados por pessoas e empresas; experiência do usuário, interoperabilidade e aplicações reais estão entre os desafios para ampliar a adoção.
Levar stablecoins da infraestrutura financeira ao pagamento cotidiano de pessoas e empresas será a discussão que Tobias Kleitman, cofundador da LiberPay, levará ao Blockchain.RIO 2026. No dia 12 de agosto, o executivo vem ao Brasil para discutir o que ainda separa stablecoins que já movimentam recursos globalmente de uma adoção efetiva no cotidiano.
A discussão ocorre em uma edição do evento que aproxima instituições financeiras, reguladores e provedores de infraestrutura em uma agenda que inclui stablecoins, pagamentos digitais, interoperabilidade, liquidação e novas arquiteturas financeiras. Para a LiberPay, essa convergência evidencia uma mudança de desafio: mais do que demonstrar que ativos digitais podem circular em blockchain, o setor precisa transformar essa infraestrutura em aplicações simples para quem paga e recebe.
É nessa passagem da capacidade tecnológica para o uso real que Kleitman pretende concentrar sua participação. A tese é que experiência do usuário e interoperabilidade passam a ser tão determinantes para a adoção quanto a própria infraestrutura que permite movimentar os ativos.
“O Blockchain.RIO se consolidou como um dos principais pontos de encontro do ecossistema de ativos digitais na América Latina. Para a LiberPay, estar presente significa participar das discussões que estão moldando o futuro dos pagamentos e da infraestrutura financeira. Esperamos encontrar um mercado cada vez mais focado em aplicações reais da tecnologia, com debates sobre experiência do usuário, interoperabilidade e soluções que aproximem a blockchain do dia a dia das pessoas e das empresas. Mais do que apresentar nossa tecnologia, queremos ouvir o mercado, fortalecer parcerias e contribuir para acelerar essa adoção”, diz Tobias Kleitman.
Da infraestrutura financeira para o pagamento cotidiano
A discussão que Kleitman levará ao Blockchain.RIO parte de uma questão central para a LiberPay: como aproximar a infraestrutura blockchain do dia a dia de pessoas e empresas por meio de aplicações reais, com uma experiência mais simples para o usuário e maior interoperabilidade.
É nessa frente que atua a LiberPay. A empresa norte-americana, fundada em 2025 e que escolheu o Brasil para sua estreia global, desenvolveu uma infraestrutura para que pessoas e empresas paguem e recebam em criptomoedas e stablecoins por meio de QR Code e links de pagamento. A arquitetura é nativa em blockchain e foi desenhada para que os recursos sejam transferidos diretamente entre as partes, sem que a LiberPay assuma a custódia dos ativos envolvidos na operação.
Durante o Blockchain.RIO, a empresa demonstrará sua plataforma aos participantes. A presença no estande leva para a prática parte do debate que Kleitman desenvolverá no palco: aplicações reais da tecnologia e soluções capazes de aproximar a blockchain do cotidiano de pessoas e empresas.
Brasil eleva a régua para novos meios de pagamento
A escolha do Brasil como primeiro mercado global da LiberPay acrescenta uma dimensão local à discussão que Kleitman levará ao Blockchain.RIO. A disseminação de pagamentos instantâneos, QR Codes e serviços financeiros pelo celular criou no país uma experiência em que simplicidade e velocidade passaram a fazer parte da expectativa do usuário.
Para Nicolas Carreiro, country manager da LiberPay no Brasil, esse ambiente também eleva a régua para novas formas de pagamento baseadas em ativos digitais.
“O Pix elevou a régua do consumidor brasileiro. Hoje, as pessoas esperam que um pagamento seja simples, instantâneo e funcione sem que elas precisem entender a infraestrutura que existe por trás. O desafio das stablecoins é chegar a esse mesmo padrão de experiência. Quando uma pessoa consegue pagar ou uma empresa receber sem precisar pensar em blockchain, rede ou liquidação, a tecnologia deixa de ser uma barreira e passa a funcionar como infraestrutura de verdade”, afirma Carreiro.
A proposta da LiberPay não é substituir ou competir com o Pix, mas atuar na infraestrutura para pagamentos com ativos digitais. Na plataforma, transações podem ser realizadas com stablecoins como USDC e USDT, com os recursos transferidos diretamente para a estrutura definida pelo recebedor, preservando o modelo de autocustódia.
Blockchain.RIO reúne as diferentes pontas dessa discussão
A agenda do Blockchain.RIO reforça a conexão entre a tese levada pela LiberPay e os debates que avançam no setor. Em 11 de agosto, o Financial Infrastructure Forum – LATAM, no Museu do Amanhã, reúne instituições financeiras, reguladores e provedores de infraestrutura para discutir tokenização, stablecoins e novos trilhos globais de pagamentos. Nos dias 12 e 13, no ExpoRio, o evento principal amplia a discussão para aplicações, interoperabilidade e adoção.
Para a LiberPay, transformar stablecoins em uma forma de pagamento cotidiano depende da capacidade de aproximar infraestrutura, serviços financeiros, empresas e usuários em uma experiência cada vez mais integrada. É nessa interseção que a participação de Kleitman se conecta à agenda do Blockchain.RIO: as stablecoins já avançaram como infraestrutura financeira; a próxima fronteira é fazê-las funcionar para pessoas e empresas na economia real.
Sobre a LiberPay
A LiberPay é uma fintech norte-americana que escolheu o Brasil, o mercado com maior adoção de criptoativos na América Latina, para sua estreia global. A plataforma adota uma arquitetura descentralizada, garantindo a autocustódia total dos ativos digitais (USDC, USDT e POL) pelo próprio usuário, sem intermediários financeiros. Seu sistema P2P permite transações diretas entre pessoas, cobrando apenas o gas fee da rede Polygon. O modelo de negócios é sustentado por investimento próprio (bootstrapping) e pela credibilidade dos cofundadores, como Rob Valleau, que vendeu sua empresa anterior por US$ 93 milhões. A tecnologia da LiberPay, que inclui smart contracts auditados pela CertiK, oferece uma experiência simples e intuitiva, semelhante ao Pix, mas com liquidez em dólar digital. O objetivo é reduzir a lacuna dos 85% dos brasileiros que desejam, mas ainda não conseguem, usar criptoativos no dia a dia.
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