Brasscom apresenta propostas para ampliar a transformação digital e a competitividade do Brasil no ciclo 2027–2030
A Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais lançou nesta quarta-feira (12) a Agenda Digital – Propostas para o Ciclo 2027–2030, durante debate realizado em parceria com o JOTA, que reuniu representantes de campanhas à Presidência da República para discutir o papel da transformação digital nas prioridades do próximo governo.
Participaram do evento Ricardo Bimbo, coordenador do Setorial Nacional de Ciência e Tecnologia da Informação do PT, e Adriano da Rocha Lima, ex-secretário do governo de Ronaldo Caiado (PSD) e coordenador setorial na campanha, além da presença de lideranças empresariais, especialistas e formuladores de políticas públicas.
Ao longo do encontro, os coordenadores destacaram o potencial do Brasil para transformar ativos como sua matriz energética renovável, capacidade de produção de conhecimento e amplo mercado consumidor em investimentos, empregos qualificados e maior competitividade na economia digital.
Elaborada pela Brasscom, a Agenda Digital – Propostas para o Ciclo 2027–2030 reúne propostas em áreas estratégicas como infraestrutura digital, inovação, formação de talentos, conectividade e modernização do Estado.
A agenda busca contribuir para a construção dos programas de governo do próximo ciclo e para o debate sobre as prioridades do país, com a transformação digital como vetor de desenvolvimento econômico e social, atração de investimentos e geração de oportunidades.

Na abertura do evento, o presidente da Brasscom, Affonso Nina, defendeu que o propósito da instituição é fazer com que o Brasil se desenvolva digitalmente.“Nós acreditamos que o desenvolvimento digital impulsiona o crescimento da economia de uma forma sustentável e melhora a nossa inclusão social. A gente entende que o Brasil precisa ter mais inclusão digital para melhorar a inclusão social”.
Em um cenário de rápida expansão de tecnologias como inteligência artificial, dados, computação em nuvem e cibersegurança, a Brasscom defende que a transformação digital seja incorporada à estratégia de desenvolvimento econômico do país.
A agenda busca criar condições para elevar a produtividade, atrair investimentos, ampliar a competitividade das empresas, estimular novos negócios e gerar empregos qualificados em diferentes regiões do Brasil.
Energia e infraestrutura para a economia digital
A infraestrutura energética é um dos pilares da estratégia para ampliar a competitividade brasileira na economia digital. O crescimento de data centers e de outras operações intensivas em processamento exige um fornecimento contínuo, estável e sustentável. Ao mesmo tempo, a forte participação de fontes renováveis na matriz brasileira pode representar um diferencial para atrair investimentos e inserir o país em novas cadeias globais de valor.
“O Brasil tem enormes vantagens competitivas quando a gente fala de recursos como a nossa matriz energética, que é fundamental para a instalação de data centers, uma matriz limpa e sustentável. O que não pode acontecer é que o data center compita com o consumidor de energia”, afirma Adriano da Rocha Lima, ex-secretário do governo de Ronaldo Caiado (PSD) e coordenador setorial na campanha para presidente.
O avanço da geração solar e eólica traz, porém, o desafio de ampliar a capacidade de armazenamento. Nesse contexto, a Agenda Digital propõe uma estratégia nacional para fortalecer a autonomia tecnológica e produtiva do país na cadeia de armazenamento de energia, promovendo a sustentabilidade da infraestrutura energética e digital. A medida busca fortalecer a segurança energética, reduzir dependências tecnológicas e criar oportunidades para que o Brasil desenvolva uma cadeia produtiva de maior valor agregado.
Talentos para as profissões do futuro
A agenda também aponta que a competitividade do país depende da capacidade de formar e qualificar profissionais para a economia digital. A escassez de mão de obra preparada é apresentada como um dos obstáculos à expansão do setor de tecnologia e à capacidade de inovação das empresas.
Nesse contexto, a formação de pesquisadores, desenvolvedores e engenheiros, aliada ao fortalecimento da pesquisa, aparece como condição para que o Brasil avance de consumidor a produtor de tecnologia. Como destacou Ricardo Bimbo, coordenador do Setorial Nacional de Ciência e Tecnologia da Informação do PT, “nós precisamos formar pesquisadores, desenvolvedores e engenheiros. Nós temos que investir na pesquisa. Com essa infraestrutura e esse arcabouço é que nós vamos ter competitividade. Nós nunca teremos competitividade sendo apenas usuários de tecnologia”.
Nesse cenário, a formação para a economia digital ganha papel estratégico, com propostas de ampliação da qualificação profissional e fortalecimento do letramento digital. Mais do que formar especialistas em tecnologia, a agenda busca ampliar a capacidade da população de participar de uma economia cada vez mais digitalizada, fazendo da inclusão digital também um instrumento de empregabilidade, produtividade, geração de renda e desenvolvimento econômico.
Conhecimento convertido em negócios
Outro eixo da Agenda Digital é a criação de um ambiente de negócios mais moderno e competitivo, capaz de transformar capacidade tecnológica em investimentos, empresas inovadoras, empregos qualificados e maior inserção do Brasil no mercado internacional.
Para isso, o documento defende uma abordagem integrada que combine segurança jurídica, regulação adequada, simplificação tributária, acesso a capital, digitalização das pequenas e médias empresas, atração de investimentos e estímulo às exportações de produtos e serviços digitais.
A Agenda também propõe aproximar conhecimento, pesquisa, desenvolvimento, inovação e mercado, criando condições para que a produção científica e a capacidade criativa brasileiras se convertam em produtos, serviços, empresas e novas oportunidades de negócio.
O objetivo é reduzir a distância entre a geração de conhecimento e a criação de valor econômico, fortalecendo o ecossistema de inovação e ampliando a capacidade das empresas de desenvolver, testar e incorporar tecnologias estratégicas.
Conectividade e modernização do Estado
A qualidade e o alcance da conectividade também aparecem como condições para o desenvolvimento da economia digital. A ampliação do acesso à internet, acompanhada da melhoria da qualidade dos serviços, é necessária para que empresas de diferentes regiões possam acessar mercados, incorporar tecnologia e elevar sua produtividade.
A conectividade também é essencial para ampliar o acesso dos trabalhadores às novas oportunidades profissionais. Nesse sentido, a agenda relaciona infraestrutura digital, inclusão, qualificação e desenvolvimento regional.
A modernização do Estado é outro componente central da proposta. A Brasscom defende um Poder Público mais simples, integrado, eficiente e transparente, capaz de utilizar dados e tecnologias digitais para aprimorar políticas públicas, reduzir burocracias e melhorar a prestação de serviços à população e às empresas.
Para a entidade, o desafio do próximo ciclo de governo é fazer com que o avanço tecnológico se traduza em crescimento econômico, empregos qualificados e maior inserção do Brasil nas cadeias globais de valor.
Conheça a Brasscom

A Brasscom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais – é uma entidade sem fins lucrativos de representatividade nacional que congrega dezenas das maiores, mais dinâmicas e inovadoras empresas de TIC alinhadas com a Era Digital. A entidade atua para defender e promover o desenvolvimento do Macrossetor de TIC e de tecnologias digitais, em prol de um País Digital, Conectado e Inovador.
Acesse a coluna da Brasscom aqui!
Setor de TIC no Brasil projeta 33 mil novas vagas CLT até 2026, aponta relatório da Brasscom
Empresa públicas e privadas estão utilizando muitas das tecnologias que falamos aqui no Crypto ID, então, criamos a coluna Tech para apresentar casos de uso e soluções inovadoras. Explore esse conteúdo!










