Intelbras demonstra biometria facial, autenticação multifator e análise inteligente para identificar riscos em operações financeiras
A Intelbras levará ao Febraban Tech 2026 uma demonstração de como diferentes tecnologias podem atuar de forma integrada na segurança de ambientes de autoatendimento financeiro. Em sua terceira participação no evento, a companhia vai simular uma operação que reúne biometria facial, autenticação multifator, videomonitoramento, controle de acesso e conectividade.
A proposta é reproduzir situações próximas às encontradas no dia a dia das instituições financeiras, acompanhando a jornada desde a identificação e autenticação do usuário até o monitoramento do ambiente e a geração de alertas.
Entre os cenários previstos está a identificação de comportamentos associados à chamada falsa ajuda, golpe no qual criminosos se aproximam de clientes em caixas eletrônicos ou outros pontos de atendimento para obter senhas, cartões, informações ou interferir em uma transação.
Esse tipo de abordagem faz parte das estratégias de engenharia social, nas quais o criminoso explora a confiança ou o desconhecimento da vítima em vez de necessariamente tentar invadir um sistema. Segundo levantamentos citados pela Intelbras e atribuídos à Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a engenharia social estaria relacionada a cerca de 70% das perdas com fraudes bancárias no país.
Tecnologias que compartilham informações
Na demonstração, o videomonitoramento será responsável pela captura e análise das informações do ambiente, enquanto o controle de acesso atuará na autenticação e circulação das pessoas. A infraestrutura de redes conectará os dispositivos, e a gestão será centralizada pelo Defense, software da Intelbras.
A ideia é que os diferentes sistemas possam correlacionar informações em vez de gerar alertas isoladamente. Uma pessoa pode, por exemplo, estar devidamente autenticada enquanto o videomonitoramento identifica uma movimentação considerada suspeita ao seu redor. A combinação desses sinais pode apoiar uma resposta mais rápida da equipe responsável pela segurança.

“Em ambientes críticos, não basta ter diferentes tecnologias funcionando de maneira independente. O ganho está na capacidade de fazer essas soluções compartilharem informações e oferecerem uma visão centralizada da operação”, afirma Marco Santoro, gerente de projetos integrados da Intelbras.
A companhia informa que, em um projeto já desenvolvido para o setor financeiro, a adoção de reconhecimento facial com inteligência artificial contribuiu para uma redução de quase 90% nas perdas financeiras relacionadas a ocorrências em ambientes críticos.
O material divulgado, porém, não identifica a instituição, o período analisado nem detalha a metodologia utilizada para chegar ao percentual.
Biometria também estará no palco principal
Além da demonstração no estande, a Intelbras participará de um painel no palco principal do Febraban Tech 2026 ao lado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
As empresas apresentarão aspectos da solução de biometria utilizada no próprio evento e sua integração com o controle de acesso.
A discussão reforça uma mudança importante na segurança de ambientes críticos: câmeras, biometria e sistemas de acesso deixam de atuar apenas como recursos independentes e passam a compor uma mesma camada de informação, permitindo relacionar identidade, comportamento e contexto para identificar situações que merecem atenção.
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