Maurício Fernandes, da Mastercard Brasil, analisa os próximos passos do Open Finance e o avanço da IA no setor financeiro
O Open Finance brasileiro chega a uma nova etapa, marcada pela busca por experiências mais personalizadas, pagamentos mais fluidos e maior integração com a inteligência artificial. Para a Mastercard, o próximo desafio é transformar o avanço da infraestrutura em benefícios concretos para consumidores e empresas.
Em um ecossistema que já reúne milhões de consentimentos e bilhões de chamadas de API, a discussão agora vai além do compartilhamento de dados. Segurança, conveniência, automação e confiança passam a ocupar o centro da evolução do Open Finance.

No ID Talk, Maurício Fernandes, Vice-Presidente Sênior de Estratégia, Excelência e Operações da Mastercard Brasil, fala sobre os caminhos dessa transformação, do avanço do Pix por Biometria à chegada dos agentes de inteligência artificial capazes de atuar em nome dos usuários.
A entrevista também aborda os desafios de governança, consentimento e rastreabilidade que acompanham essa nova fase.
Leia entrevista completa!
Crypto ID: Depois de vários anos dedicados à construção da infraestrutura e à adesão das instituições, em que estágio de maturidade o Open Finance brasileiro está hoje? Na visão da Mastercard, quais são os principais avanços que ainda precisam ocorrer para que o Open Finance deixe de ser percebido como uma infraestrutura de compartilhamento de dados e passe a gerar serviços que efetivamente mudem a experiência financeira do usuário?
Maurício Fernandes: O Open Finance brasileiro entrou em uma nova fase de amadurecimento. Depois de um período marcado pela construção da infraestrutura, regulamentação e adesão das instituições, o desafio agora é transformar a conectividade entre os participantes em valor concreto para consumidores e empresas. O Brasil já é considerado uma referência global nesse modelo, registrando 239,79 milhões de consentimentos ativos e 8,1 bilhões de chamadas de API na semana de 31 de julho de 2026, segundo o dashboard do Open Finance Brasil.
Na visão da Mastercard, o próximo salto do Open Finance está justamente em tornar esse ecossistema cada vez mais simples e praticamente invisível para o usuário. O consumidor não compartilha seus dados como um fim, mas porque espera receber, em troca, serviços mais convenientes, personalizados e relevantes. Nesse sentido, o avanço do ecossistema passa pela criação de jornadas mais fluidas, capazes de reduzir etapas e oferecer soluções adequadas ao perfil e ao momento de cada cliente.
Entre as principais oportunidades estão a personalização de produtos financeiros, a evolução da iniciação de pagamentos, a criação de experiências mais integradas para apoiar nas decisões financeiras. Ao mesmo tempo, quanto mais o ecossistema avança, maior é a importância de segurança, transparência e controle. Para que o consumidor confie nesse modelo, é fundamental que tenha clareza sobre quais dados estão sendo compartilhados, com quem e para qual finalidade, além de autonomia para gerenciar seus consentimentos.
A inteligência artificial também surge como um importante vetor dessa próxima etapa. A partir de dados autorizados pelos usuários, agentes e assistentes digitais poderão apoiar recomendações, automatizar determinadas tarefas e criar experiências financeiras mais contextualizadas. O desafio será garantir que essa evolução aconteça com os níveis adequados de segurança, governança e responsabilidade.
A próxima fase do Open Finance será sobre a capacidade de transformar esses dados em soluções que façam sentido para o usuário. O sucesso do ecossistema estará diretamente ligado à sua capacidade de entregar benefícios percebidos no dia a dia, combinando conveniência, personalização, segurança e confiança.
Crypto ID: Conforme o ecossistema cresce, aumenta também o número de instituições, APIs, aplicações e terceiros que podem participar de uma mesma jornada. Como garantir que essa expansão não amplie proporcionalmente a superfície de risco? Quais mecanismos de autenticação, proteção de APIs, monitoramento de fraude, gestão de consentimento e rastreabilidade precisam evoluir para sustentar essa próxima fase?
Maurício Fernandes: À medida que o mercado se torna mais aberto e complexo, aumenta também a responsabilidade de todos os participantes em relação à segurança e à resiliência do sistema. Não basta processar uma transação, é preciso conhecer melhor quem participa dessa cadeia, monitorar riscos continuamente e ter capacidade de responder rapidamente.
Isso exige uma abordagem em múltiplas camadas, combinando autenticação robusta, proteção de APIs, monitoramento contínuo, inteligência artificial para detecção de padrões suspeitos, prevenção à fraude e rastreabilidade.
A sustentabilidade dessa expansão se baseia em tecnologias que atuem de forma nativa e invisível nos bastidores transacionais, como por exemplo:
- Autenticação biométrica criptografada: a autenticação de transações precisa migrar de senhas estáticas e códigos OTP vulneráveis para soluções como o passkeys, que emprega a biometria nativa dos smartphones (impressão digital ou facial) do próprio usuário de forma descentralizada.
- Governança de agentes e terceiros (Know Your Agent): com assistentes agindo pelos usuários, é vital o estabelecimento do padrão KYA, onde a rede valida e credencia a identidade de agentes e robôs digitais de IA antes de permiti-los iniciar qualquer transação financeira.
- Rastreabilidade e intenção auditável (Verifiable Intent): mecanismos criptográficos como a API de Verifiable Intent que documentam e registram em tempo real os limites, categorias e escopos exatos que o titular da conta autorizou o agente ou terceiro a executar em seu nome, provendo uma trilha de auditoria indiscutível.
A gestão de consentimento também é fundamental nesse processo. O consumidor precisa ter clareza sobre quais dados compartilha, com quem e para qual finalidade, mantendo controle sobre suas autorizações. O desafio é equilibrar segurança e simplicidade, com a tecnologia atuando cada vez mais nos bastidores para proteger o usuário sem adicionar fricção à experiência. Para isso, a colaboração entre instituições e participantes do ecossistema é essencial para estabelecer padrões cada vez mais elevados de segurança, governança e confiança.
Crypto ID: A Mastercard vem defendendo que o valor do Open Finance depende de o consumidor perceber claramente o benefício de compartilhar seus dados. Na prática, quais aplicações já conseguem demonstrar esse valor? Estamos falando principalmente de crédito mais preciso, onboarding, gestão financeira, personalização ou pagamentos? Quais desses casos de uso a Mastercard considera mais promissores no Brasil?
Maurício Fernandes: O consumidor compartilha seus dados quando percebe uma troca de valor clara. Por isso, o sucesso do Open Finance, além do número de consentimentos, deve ser medido também pela capacidade de transformar essas informações em benefícios concretos e perceptíveis.
Atualmente, o mercado brasileiro já apresenta casos de uso em que as frentes de Open Finance trazem benefícios palpáveis aos consumidores, superando barreiras tradicionais. Se avaliarmos de forma setorial, a percepção de valor se distribui da seguinte forma:
- Onboarding sem Fricção: agilidade no cadastro de novos serviços. Cerca de 17% dos consumidores abandonam fluxos de compra online se o site exigir preenchimento manual excessivo ou dados sensíveis que gerem desconfiança.
- Gestão Integrada de Contas: a conveniência de consolidar, visualizar e operar informações financeiras de múltiplos bancos dentro de uma plataforma única de ERP ou de um mesmo aplicativo de internet banking. Esse é um dos maiores gargalos operacionais quando falamos de micro, pequenas e médias empresas, que enfrentam escassez de dados para histórico bancário. O compartilhamento de dados via Open Finance permite uma análise de fluxo muito mais rica e flexível.
- Análise de Crédito: o Open Finance permite que uma instituição, com consentimento do cliente, veja saldos, histórico de transações, receitas e dívidas mantidos em outros bancos, avaliando capacidade de pagamento com muito mais precisão do que um score isolado. Na prática, isso significa aprovação em minutos, limites melhor calibrados, taxas menores e acesso a crédito.
Um dos pontos mais promissores está concentrado na combinação entre o Pix e o Open Finance (Iniciação de Pagamentos). Esse trilho permite unificar a instantaneidade e a ampla aceitação do Pix à eliminação de etapas burocráticas no comércio eletrônico. Além disso, a digitalização do ecossistema abre espaço para a exploração do uso do Open Finance com agentes de IA, pois as pessoas já confiam na ferramenta para busca de informações, A questão é quando vão confirmar para executar transações, deixando muito espaço para crescimento nesse caminho
A próxima evolução consiste em utilizar esses dados, sempre com autorização do consumidor, para oferecer experiências cada vez mais inteligentes e contextualizadas, desde recomendações mais relevantes até serviços capazes de antecipar necessidades.
Crypto ID: Um exemplo recente é o Pix por Biometria anunciado pela Mastercard e pela Getnet, utilizando Open Finance para reduzir etapas da jornada de pagamento. O que existe tecnicamente por trás de uma experiência que, para o consumidor, parece quase invisível? Como são combinados autenticação, biometria, iniciação de pagamento, consentimento e prevenção à fraude para que a redução de fricção não represente redução de segurança?
Maurício Fernandes: O Pix por Biometria via Open Finance, desenvolvido pela Mastercard em parceria com a Getnet, é uma demonstração emblemática de como múltiplos trilhos tecnológicos podem interagir para simplificar drasticamente a vida do consumidor.
A infraestrutura técnica e de conformidade regulatória que sustenta o Pix por Biometria é operada pela Lina OpenX, Iniciadora de Transação de Pagamentos (ITP) regulada pelo Banco Central e parceira estratégica da Mastercard. Por meio de APIs integradas de Open Finance, ela executa a comunicação instantânea de débito entre a conta de pagamento do usuário e o sistema do comerciante diretamente no ambiente do checkout.
No primeiro uso, o consumidor realiza uma única validação biométrica de segurança no aplicativo de seu próprio banco para confirmar a associação de sua conta à solução de Biometria via Open Finance. Nas compras subsequentes, o cliente confirma a operação diretamente no ambiente de compra do e-commerce por meio de reconhecimento facial, impressão digital ou PIN. Essa etapa usa os padrões robustos das chaves de segurança (Passkeys/FIDO), garantindo que os dados biométricos sensíveis do usuário fiquem guardados de forma criptografada em seu próprio dispositivo e nunca trafeguem pela internet.
Esse é um exemplo concreto de como o Open Finance pode passar a ser um ecossistema que entrega benefícios reais em atividades de pagamentos, consentimento de uso, autenticação e padronização regulatória. A segurança e a conveniência não precisam caminhar em direções opostas; a tecnologia permite deslocar a complexidade da proteção para os bastidores
Crypto ID: O painel do qual você participou no Febraban Tech fala em “dados, agentes e confiança”. O que muda quando agentes de inteligência artificial passam a utilizar dados financeiros autorizados pelo consumidor para recomendar ou executar ações? Como definir limites de autorização, identidade do agente, responsabilidade pelas decisões, autenticação de transações e possibilidade de revogação quando uma operação deixa de ser iniciada diretamente por uma pessoa?
Maurício Fernandes: O Open Finance criou a infraestrutura para o compartilhamento seguro e consentido de dados. A inteligência artificial adicionou uma nova camada de valor: a capacidade de transformar em decisões e ações realizadas em nome do consumidor. Isso muda a discussão de “quais dados posso compartilhar” para “quais ações estou autorizando um agente a realizar em meu nome”.
A confiança passa a depender de modelos de autorização mais granulares e transparentes. O consumidor precisa definir limites claros para a atuação do agente, desde apenas receber recomendações até, por exemplo, realizar pagamentos ou movimentações dentro de valores e condições previamente estabelecidos. Essas permissões também precisam ser facilmente revisadas ou revogadas.
A identidade e a rastreabilidade dos agentes serão igualmente importantes. Precisaremos saber qual agente iniciou uma operação, sob quais permissões, quem o desenvolveu ou opera e qual instituição é responsável por aquela jornada. Da mesma forma, é fundamental estabelecer claramente a responsabilidade pelas decisões e ações executadas.
A autenticação também tende a evoluir. Operações de menor risco podem acontecer de forma automatizada, enquanto transações mais relevantes podem exigir uma nova confirmação do usuário, como uma autenticação biométrica. O objetivo é encontrar o equilíbrio entre autonomia, conveniência e segurança.
No fim, a evolução para a integração do Open Finance com a inteligência artificial só será sustentável se o consumidor continuar no controle. Consentimento, transparência, segurança, rastreabilidade e possibilidade de revogação precisam acompanhar a autonomia dos agentes. A tecnologia pode tornar as experiências financeiras muito mais inteligentes e personalizadas, mas a confiança continuará sendo o principal requisito para essa evolução.
Crypto ID: Se a primeira fase do Open Finance foi conectar instituições e a segunda está transformando dados em serviços, qual será a próxima fronteira? Na visão da Mastercard, caminhamos para um ambiente em que pagamentos, crédito, investimentos e outras decisões financeiras serão cada vez mais automatizados e personalizados? Quais estruturas de governança precisarão existir para que essa automação avance sem comprometer a confiança do usuário?
Maurício Fernandes: Para nós, a próxima fronteira do Open finance será definida por termos como personalização e automatização. Estamos caminhando para que possamos transformar o que foi conquistado nas primeiras etapas com dados e conectividade em uma jornada hiperpersonalizada para as pessoas, com o intuito de auxiliar na gestão financeira específica, caso a caso, do usuário.
Além disso, podemos apontar também para a automação agêntica, que é um tema muito relevante para o mercado e não seria diferente na esfera do Open Finance. Decisões operacionais de pagamentos recorrentes, tomada de crédito pontual de custeio de curto prazo, transferências de proteção de caixa e investimentos poderão ser amplamente delegadas a inteligências artificiais agênticas (limitadas, calro, por permissões, consentimento, regulações e controles de segurança).
Para que essa próxima fase ganhe escala sem comprometer a confiança e a estabilidade do usuário, as estruturas de governança precisam se organizar sob algumas premissas, como a padronização interoperável, demandando uma arquitetura com padrões abertos e amplamente acessíveis para todos os participantes do ecossistema.
Crypto ID: O Open Finance brasileiro avança em um ambiente fortemente regulado, no qual inovação precisa conviver com proteção de dados, segurança, consentimento e responsabilidade sobre o uso das informações. Na avaliação da Mastercard, a regulação atual tem conseguido acompanhar a velocidade de evolução tecnológica do ecossistema? Quais pontos regulatórios ainda precisam amadurecer para permitir novos modelos de serviços, inclusive com inteligência artificial e maior automação, sem comprometer a proteção e a confiança do consumidor?
Maurício Fernandes: O Brasil se tornou uma referência global em Open Finance justamente por ter conseguido combinar inovação com um ambiente regulatório sólido. Desde o início, a construção do ecossistema foi baseada em princípios como consentimento, segurança, interoperabilidade, proteção de dados e transparência, criando as condições para que novas soluções pudessem ganhar escala com confiança. A atuação do Banco Central na jornada do Open Finance tem contribuído para o crescimento desse ecossistema de um jeito muito mais rápido no Brasil do que em outros países.
Ao mesmo tempo, a velocidade da evolução tecnológica traz novos desafios. A inteligência artificial, os agentes autônomos, as identidades digitais e as experiências de pagamento cada vez mais integradas criam situações que não existiam quando boa parte da estrutura regulatória foi desenhada. Por isso, a regulação precisa continuar evoluindo de forma coordenada com o mercado.
Um dos principais pontos de atenção está em estabelecer regras claras para o uso de dados e para a atuação de agentes de inteligência artificial, especialmente quando esses sistemas passam de uma função analítica para a execução de ações em nome do consumidor. Será necessário definir aspectos como limites de autorização, identidade dos agentes, rastreabilidade das operações, responsabilidade pelas decisões e mecanismos simples para revisão ou revogação de permissões.
Também é importante que a evolução regulatória preserve espaço para inovação. Em vez de criar regras excessivamente específicas para cada nova tecnologia, o caminho pode estar no fortalecimento de princípios que sejam aplicáveis a diferentes modelos: segurança, transparência, controle do usuário, governança e responsabilização.
Não se trata de escolher entre inovação e regulação. O avanço do Open Finance brasileiro mostra que é possível construir os dois de forma conjunta. O desafio para os próximos anos será manter esse equilíbrio, permitindo que novas tecnologias e modelos de serviço avancem com agilidade, mas sempre preservando a confiança e a proteção do consumidor.
Crypto ID: O Febraban Tech 2026 reuniu bancos, empresas de tecnologia, reguladores e especialistas em torno de temas como inteligência artificial, Open Finance, pagamentos e segurança. O que mais chamou sua atenção nesta edição? A partir das discussões e soluções apresentadas no evento, quais tendências você acredita que terão impacto mais concreto sobre o sistema financeiro brasileiro nos próximos anos?
Maurício Fernandes: O que mais chamou atenção no Febraban Tech 2026 foi o amadurecimento do debate. O foco das discussões se concentrou em como ela gera valor real na ponta. O impacto mais profundo nos próximos anos virá justamente da convergência entre Open Finance, inteligência artificial e pagamentos instantâneos, transformando dados brutos em serviços integrados que tornam as jornadas invisíveis e personalizadas.
A partir das discussões do evento, destacam-se duas grandes avenidas de evolução:
- Transição para a IA agêntica: a inteligência artificial está se tornando uma executora de ações. Entramos na era do comércio e do banco agêntico, onde assistentes de IA realizarão transações de ponta a ponta em nome do usuário, mas essa autonomia, no entanto, exige avanços imediatos em camadas de governança como a identidade do agente (Know Your Agent), consentimento e rastreabilidade para mitigar riscos.
- Digitalização estratégica do B2B: já vemos uma onda de modernização em processos corporativos que historicamente dependem de fluxos manuais e burocráticos. Um exemplo prático disso é o Mastercard Wholesale Program em parceria com o Citi, voltado para automatizar e rastrear pagamentos na complexa cadeia internacional de turismo.
No fim, à medida que a automação e o compartilhamento de dados avançam, a principal lição desta edição é que a confiança, governança e resiliência cibernética passam a ser ativos tão estratégicos para as marcas quanto a própria capacidade de inovar.
Sobre Maurício Fernandes
Maurício Fernandes é Vice-Presidente Sênior de Estratégia, Excelência e Operações. Atualmente é responsável pelas áreas de Estratégia, Analytics, M&A, Operações Comerciais e Open Finance na Mastercard Brasil. Antes disso, atuou como vice-presidente financeiro da divisão South Latin America por 4 anos e como head do segmento de financial institutions por 2 anos. Como parte de sua função, ele foi responsável pela estrutura financeira da Mastercard no Brasil e Cone Sul. O executivo é formado em Administração de Empresas e possui mestrado em Economia e Finanças, ambos pela FGV. Maurício conta com mais de 20 anos de experiência em finanças trabalhando para empresas como Unilever, Sherwin Williams e International Paper do Brasil.
Sobre a Mastercard
A Mastercard impulsiona economias e empodera pessoas em mais de 200 países e territórios em todo o mundo. Junto com nossos clientes, estamos construindo uma economia sustentável onde todos possam prosperar. Oferecemos uma variedade de opções de pagamentos digitais, tornando as transações seguras, simples, inteligentes e acessíveis. Nossas redes, tecnologia, inovação e parcerias se combinam para fornecer um conjunto único de produtos e serviços que ajudam pessoas, empresas e governos a alcançar seu mais elevado potencial. www.mastercard.com
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