Computação quântica, deepfakes e IA ampliam os desafios de cibersegurança e proteção de dados, aponta debate no Mind The Sec 2026
A evolução de ameaças digitais, como fraudes com inteligência artificial, automação e deepfakes, amplia os desafios de segurança para empresas que operam jornadas digitais. Ao mesmo tempo, a evolução da computação quântica começa a exigir mudanças na forma como organizações avaliam a proteção de dados e a criptografia.
Esse cenário estará no centro da participação da Delfia no Mind The Sec 2026, realizado de 15 a 17 de setembro, em São Paulo. A programação da empresa inclui discussões sobre segurança mobile, computação quântica e proteção de dados, além da apresentação de soluções voltadas à visibilidade de ambientes, redes e gestão de certificados.
Entre as tecnologias apresentadas está o Cribl, que atua na gestão e no direcionamento da telemetria. A ferramenta permite coletar, normalizar, filtrar e rotear dados de segurança e infraestrutura antes que sejam encaminhados às ferramentas de observabilidade e analytics.
A proposta é reduzir o volume de dados processados, otimizar custos de ingestão, realizar o roteamento das informações e permitir a anonimização de dados sensíveis. Esses recursos são relevantes para empresas de telecomunicações, bancos, varejistas e outras organizações que operam com alto volume de transações digitais.
Outra frente é o DataSec + Gestão de Certificados, voltado à administração de certificados digitais. A validade máxima desses certificados será reduzida para 100 dias a partir de 2027 e para 47 dias em 2029, tornando a gestão manual mais complexa para empresas que mantêm grandes volumes de certificados.
A solução centraliza, monitora e automatiza processos de gestão, com recursos de controle, rastreabilidade, governança e renovação.
A Netscout também integra as tecnologias apresentadas. A plataforma é voltada à visibilidade, performance e segurança de redes e reúne recursos para monitoramento de performance, mitigação de ataques DDoS, detecção e resposta a ameaças e otimização do tráfego destinado às ferramentas de segurança.
Entre as aplicações estão a identificação de falhas e gargalos, o monitoramento de ambientes críticos, a redução do tempo de resposta a incidentes e a eliminação de pontos cegos na infraestrutura.

“A proposta da nossa participação é mostrar que cibersegurança não pode ser analisada de forma isolada. A evolução das ameaças exige que empresas conectem dados, tecnologias e conhecimento para tomar decisões mais rápidas e adequadas ao risco”, afirma Rodrigo Bocchi, fundador e presidente da Delfia.
Risco quântico, segurança mobile e proteção de dados
A computação quântica será um dos temas abordados durante o evento. Bruno Ortale, Head de Cibersegurança da Delfia, conduzirá no dia 17, às 17h, a palestra “A Nova Fronteira da Segurança: o risco quântico chegou”.
A apresentação discutirá os impactos da evolução da computação quântica sobre a criptografia e o conceito de Harvest Now, Decrypt Later, que considera a possibilidade de dados criptografados serem capturados atualmente para posterior descriptografia, quando recursos computacionais mais avançados estiverem disponíveis.
Para Ortale, o risco não está apenas no momento em que computadores quânticos serão capazes de quebrar algoritmos criptográficos, mas também no tempo necessário para que as empresas adotem novas tecnologias de proteção.

“Hoje já existem cifras pós-quânticas, mas o risco depende do tempo que cada empresa leva para se adaptar. Um dado que precisa permanecer sensível por dez, 20 ou 30 anos pode estar vulnerável no futuro se não for protegido por uma criptografia adequada hoje. É por isso que a criptoagilidade se torna tão importante: as empresas precisam conseguir se adaptar antes que a ameaça se concretize”, destaca o Head de Cibersegurança da Delfia.
A segurança mobile será discutida no dia 15, às 17h, na palestra “Mobile na mira: você protege milhões, o atacante busca uma falha”, apresentada por Abner Varga, especialista em Cibersegurança da Delfia.
A apresentação aborda o desafio de proteger aplicações utilizadas por milhões de usuários diante da possibilidade de um atacante explorar apenas uma vulnerabilidade. Abner discutirá como inteligência artificial, automação e deepfakes vêm ampliando as possibilidades de fraude e tornando mais complexa a proteção de aplicações e jornadas digitais.
A palestra também abordará casos práticos e estratégias de segurança mobile para organizações de diferentes setores, com foco especial em empresas que lidam com grandes volumes de usuários e transações digitais.
A discussão sobre proteção de dados terá ainda uma abordagem estratégica no painel “Proteção de dados: estamos protegendo o que realmente importa?”, marcado para o dia 17, às 14h30.
Moderado por Rodrigo Bocchi, presidente e fundador da Delfia, o painel reunirá Cleber Souza Brandão, Head of Cyber Security Engineering do C6 Bank; Fábio Henrique Gallego, IT Operations & Security Director do Jeitto; e Marcos Vieira Cester, Head of Cybersecurity (Cyber Defense) da Telefônica.
O debate discutirá como as empresas estão priorizando segurança, equilibrando risco e inovação e identificando quais dados podem ser compartilhados e quais precisam estar no centro da estratégia de proteção.
Com mais de 20 anos de experiência, a Delfia atua com curadoria de soluções digitais e um hub integrado de Cibersegurança, Observabilidade, Serviços Gerenciados, Field Service e Infraestrutura. A empresa possui mais de 1.300 colaboradores, atende mais de 250 clientes e está presente no Brasil, Chile, México, Colômbia e Estados Unidos.
Mind The Sec 2026
- Datas: 15 a 17 de setembro
- Horário: das 9h às 20h
- Estande: P8
- Local: Transamérica Expo Center – Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 (Santo Amaro, São Paulo – SP, 04757-020)
Sobre a Delfia
A Delfia é mais do que uma consultoria em tecnologia e inovação: é uma curadoria de jornadas digitais, especializada na adoção segura de soluções e serviços de TI que se adaptam às complexidades de cada negócio. A empresa atua no Brasil, Estados Unidos, México, Colômbia e Chile.
Todas as tecnologias selecionadas pela Delfia são provenientes validadas no Delfia Labs, ambiente que simula condições reais de produção, seja on-premise ou em nuvem. O time de curadores da Delfia reúne certificações em disciplinas como Observabilidade, Cibersegurança, Infraestrutura, Serviços Gerenciados e Field Service. Para garantir a atualização contínua desses profissionais, a empresa mantém uma universidade corporativa, a UCD.
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