Criptografia pós-quântica ganha relevância diante dos riscos da computação quântica e da proteção de dados de longo prazo
Os dados protegidos hoje por sistemas de criptografia podem não estar seguros para sempre. À medida que a computação quântica avança, cresce a preocupação sobre a capacidade futura de computadores quânticos serem capazes de comprometer algoritmos utilizados atualmente e, consequentemente, informações que precisam permanecer confidenciais por anos ou até décadas. É nesse cenário que a DINAMO Cyber Security Company leva a discussão sobre criptografia pós-quântica ao Mind The Sec 2026, que acontece de 15 a 17 de setembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.
Durante o evento, que reúne profissionais, especialistas e decisores de segurança da informação, a DINAMO apresentará sua visão sobre os desafios de preparar as infraestruturas digitais para uma realidade em que os modelos criptográficos tradicionais precisarão evoluir.
A companhia também apresentará o DINAMO Cyber Dome, seu novo framework de cibersegurança 360°, que integra diferentes camadas de proteção para identidades, dados, transações e operações críticas, além de soluções de infraestrutura baseadas em hardware, como HSMs (Hardware Security Modules), que são preparados para os novos algoritmos da criptografia pós-quântica.
A discussão ganha relevância diante de um fenômeno conhecido no setor como harvest now, decrypt later: a possibilidade de que informações criptografadas hoje sejam capturadas e armazenadas por atacantes para, futuramente, serem descriptografadas quando tecnologias capazes de romper os mecanismos utilizados estiverem disponíveis. O risco é especialmente relevante para informações que precisam permanecer protegidas por longos períodos, como dados financeiros, registros pessoais, propriedade intelectual e informações estratégicas.
O movimento de preparação já começou. Em 22 de junho deste ano, a Casa Branca publicou a Executive Order 14412, Securing the Nation Against Advanced Cryptographic Attacks, estabelecendo uma política de aceleração da migração dos sistemas federais para padrões de Criptografia Pós-Quântica (PQC) aprovados pelo NIST.
A medida estabelece, para determinados sistemas federais de alto impacto, prazos até 31 de dezembro de 2030 para o uso de PQC em mecanismos de estabelecimento de chaves e até 31 de dezembro de 2031 para assinaturas digitais. A ordem também prevê medidas voltadas à preparação de operadores de infraestrutura crítica.
A evolução desse cenário também já conta com referências técnicas consolidadas. Em agosto de 2024, o National Institute of Standards and Technology (NIST) aprovou os três primeiros padrões federais de processamento de informações para criptografia pós-quântica: FIPS 203, FIPS 204 e FIPS 205. Os documentos estabelecem padrões para mecanismos de estabelecimento de chaves e assinaturas digitais desenvolvidos para resistir a futuros ataques realizados com computadores quânticos.
Embora computadores quânticos capazes de comprometer algoritmos criptográficos em escala operacional ainda não sejam uma realidade conhecida, a janela de preparação já começou. Para as empresas, a migração para novos padrões envolve planejamento, identificação de sistemas críticos, testes de compatibilidade, atualização de aplicações e substituição gradual de componentes sensíveis.
“A questão não é esperar até que exista um computador quântico capaz de quebrar os sistemas atuais. A migração para novos padrões criptográficos exige planejamento e pode levar anos. Enquanto isso, informações sensíveis podem continuar expostas ao risco de serem capturadas hoje e descriptografadas no futuro. Por isso, a preparação para a era pós-quântica precisa começar antes que a ameaça se torne uma realidade operacional”, afirma Marco Zanini, CEO da DINAMO Cyber Security Company.
Da criptografia pós-quântica à criptoagilidade
Antes de substituir algoritmos, porém, é preciso saber onde a criptografia está presente na infraestrutura. Certificados, chaves, protocolos, bibliotecas, aplicações, HSMs e sistemas legados podem estar distribuídos por diferentes ambientes, tornando o inventário uma etapa fundamental para identificar dependências, avaliar riscos e estabelecer prioridades de migração.
Nesse contexto, ganha espaço o conceito de CBOM (Cryptographic Bill of Materials), um inventário estruturado dos componentes criptográficos utilizados por uma organização. A partir dessa visibilidade, é possível estabelecer uma estratégia de transição que considere o ciclo de vida dos dados, os sistemas mais críticos e os riscos associados a cada ambiente.
A capacidade de adaptar mecanismos criptográficos diante da evolução das ameaças e dos padrões tecnológicos também está relacionada ao conceito de criptoagilidade. Em vez de tratar a criptografia como um componente fixo das aplicações, a proposta é construir ambientes capazes de evoluir algoritmos, políticas e mecanismos de proteção de forma controlada, auditável e sem comprometer a continuidade das operações.

“A preparação para a era pós-quântica não começa com a troca imediata de algoritmos. Ela começa com visibilidade. As organizações precisam saber onde a criptografia está presente, quais sistemas dependem dela e quais informações precisam permanecer protegidas por décadas. Esse é o primeiro passo para uma transição segura”, afirma Jean Guillot, Diretor de Soluções da DINAMO Cyber Security Company.
No Brasil, essa agenda também começa a ganhar espaço nos ambientes de confiança digital. Em fevereiro deste ano, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) publicou uma instrução normativa que incorporou algoritmos pós-quânticos aos serviços da ICP-Brasil.
Em junho, o instituto também instituiu um Grupo de Trabalho Técnico sobre Criptografia Pós-Quântica para estudar, debater e propor diretrizes e bases para a implementação da tecnologia na Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira.
Cyber Dome amplia a visão sobre proteção
A discussão sobre a evolução da criptografia se conecta diretamente ao DINAMO Cyber Dome, framework criado pela companhia para consolidar diferentes capacidades de segurança em uma arquitetura integrada e uma infraestrutura preparada para a era pós-quântica.
A proposta parte da compreensão de que os riscos atuais não estão isolados em uma única camada da infraestrutura. Identidades, dados, chaves criptográficas, aplicações, transações e operações críticas estão conectados e uma estratégia de segurança precisa acompanhar essa mesma lógica.
Além do Cyber Dome, a DINAMO apresentará no Mind The Sec suas soluções de infraestrutura de segurança baseadas em hardware, incluindo HSMs preparados para PQC. Esses equipamentos são utilizados para proteção de chaves criptográficas, processamento seguro de operações e fortalecimento da infraestrutura de confiança digital, apoiando organizações na evolução para novos padrões de segurança.
O Cyber Dome reúne capacidades relacionadas a identidade digital, autenticação, biometria, proteção e anonimização de dados, gestão de chaves e criptografia, PIX e SPB, cartões, ativos digitais, monitoramento, auditoria e governança.
“Quando falamos em segurança para os próximos anos, não podemos olhar apenas para uma tecnologia ou uma ameaça isoladamente. É preciso considerar todo o ecossistema que sustenta uma operação crítica. O Cyber Dome nasce dessa visão integrada, conectando diferentes camadas de proteção e permitindo que as organizações tenham uma abordagem mais ampla sobre sua segurança”, explica Jean Guillot.
Conteúdo e experiência no estande
Além da participação na programação oficial do evento, a companhia levará a discussão para seu espaço de exposição, onde apresentará o Cyber Dome, suas soluções de infraestrutura baseada em hardware com HSMs preparados para PQC e conteúdos relacionados à evolução da segurança digital.
Jean Guillot também ministrará uma palestra no Mind The Sec dedicada à criptografia pós-quântica e aos desafios que a evolução da computação quântica coloca para os modelos atuais de proteção. A palestra ocorrerá no dia 17, às 14h30, no palco Soluções.
Segurança para um cenário em transformação
Com mais de duas décadas de atuação em segurança e criptografia, a DINAMO chega ao Mind The Sec em um momento no qual a resiliência digital passa a considerar não apenas as ameaças já conhecidas, mas também mudanças tecnológicas capazes de transformar modelos de proteção consolidados.
O avanço da computação quântica mostra que o planejamento precisa considerar o tempo de vida das informações. Para empresas que armazenam dados financeiros, propriedade intelectual, registros pessoais ou informações estratégicas por longos períodos, proteger esses ativos significa também garantir que os mecanismos utilizados hoje continuem adequados diante da evolução tecnológica.
Para a DINAMO, a discussão sobre criptografia pós-quântica representa, portanto, uma mudança de perspectiva: sair da lógica de reação e começar a preparar a infraestrutura antes que a ameaça se torne operacional.
“A segurança de longo prazo exige antecipação. O momento de discutir a criptografia pós-quântica é antes de ela se tornar uma emergência. O Mind The Sec é um ambiente importante para colocar esse tema na mesa e mostrar que preparar a infraestrutura para o futuro também é uma decisão de segurança no presente”, conclui Jean Guillot.
DINAMO no Mind The Sec 2026
- Data: 15 a 17 de setembro de 2026
- Local: Transamérica Expo Center — São Paulo (Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro, São Paulo – SP)
Sobre a DINAMO Cyber Security Company

A DINAMO Cyber Security Company é uma empresa brasileira de cibersegurança especializada na proteção de identidades, dados e transações. Há mais de 25 anos, desenvolve tecnologias próprias e integra soluções líderes para proteger infraestruturas digitais críticas nos setores financeiro, governamental e corporativo. Reconhecida como líder nacional em criptografia e proteção de chaves criptográficas, a DINAMO ampliou sua atuação para oferecer um portfólio completo de soluções de identidade digital, autenticação, prevenção a fraudes, proteção de dados, meios de pagamento, computação pós-quântica, custódia digital e gestão de acessos privilegiados. Presente em algumas das operações mais estratégicas do Brasil, incluindo o ecossistema do PIX e do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), a empresa combina engenharia especializada, tecnologia própria e um ecossistema de parceiros globais para fortalecer a confiança digital e apoiar organizações na evolução de sua estratégia de cibersegurança.
Saiba mais em: www.dinamosec.com
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