A conectividade está mudando a arquitetura dos automóveis e a relação entre veículos, motoristas, fabricantes e cidades.
O carro deixa progressivamente de ser um equipamento isolado para se transformar em uma plataforma conectada, capaz de trocar informações, receber atualizações de software e interagir com diferentes serviços digitais.
Essa transformação abre novas possibilidades para mobilidade, manutenção, logística e gestão do tráfego, mas também amplia uma questão central: como garantir segurança, privacidade, identidade e confiança em um ambiente no qual veículos estão permanentemente conectados?
Esse debate esteve presente no painel “A Nova Mobilidade Urbana”, durante o Futurecom 2026, que aconteceu de 6 a 8 de outubro, no São Paulo Expo, em São Paulo. O evento reuniu lideranças dos setores de tecnologia, conectividade e economia digital e contou com a cobertura do Crypto ID, media partner do Futurecom 2026.

O Crypto ID convidou Luciano Driemeier, Gerente Global de Negócios Conectados da Ford, para uma edição especial do ID Talk.
A partir dos temas que levou ao palco, queremos aprofundar um aspecto particularmente importante para nossos leitores: a segurança dos carros conectados e a construção de um ecossistema de mobilidade confiável.
Luciano, obrigado por participar do ID Talk e compartilhar conosco a visão da Ford sobre essa transformação.
Leia a entrevista na íntegra!
Crypto ID: Luciano, quando falamos hoje em carro conectado, estamos falando de algo muito maior do que conectividade para entretenimento. O veículo passa a operar com unidades eletrônicas de controle, sensores, software embarcado, conectividade com a nuvem e interfaces externas. Do ponto de vista da Ford, o que efetivamente caracteriza hoje um veículo conectado e quais são os componentes dessa arquitetura que mais mudaram nos últimos anos?
Luciano Driemeier: Ainda temos a tendência de associar a conectividade apenas àquela tela central do painel e ao espelhamento do smartphone. Mas a realidade vai muito além disso. O que caracteriza um carro conectado hoje para nós, na Ford, é a combinação de dois fatores: a presença de um modem embarcado, que se comunica de forma autônoma com a nuvem, e, o mais importante, uma arquitetura eletrônica que foi inteiramente desenhada em torno desse modem. Ou seja, todo o ecossistema interno do veículo tem uma porta de comunicação segura com o mundo exterior.
É essa mudança na arquitetura que transformou tudo nos últimos anos. O carro deixou de ser um produto estático e puramente mecânico para se tornar uma plataforma “always-on”, ou seja, em constante aprimoramento — como um grande dispositivo inteligente sobre rodas. Isso nos habilita a oferecer uma experiência de posse completamente nova. O cliente ganha serviços mais ágeis, hiperpersonalizados e um veículo que não envelhece na garagem, pois continua ganhando performance e robustez por meio de atualizações remotas. A conectividade deixou de ser uma promessa para o futuro; ela é a ferramenta do presente que transformou o carro em uma verdadeira plataforma viva de relacionamento.
Crypto ID: Quanto mais conectado o veículo se torna, maior também é sua superfície digital de ataque. Essa superfície pode incluir interfaces sem fio, aplicativos, APIs, sistemas telemáticos, software embarcado e componentes de terceiros. Quais são hoje os vetores de risco que mais preocupam a indústria e como se trabalha o princípio de security by design desde a arquitetura do veículo?
Luciano Driemeier: Com o carro se tornando um “celular sobre rodas”, a superfície de contato com o mundo externo aumenta exponencialmente. Na Ford, lidamos com esse desafio a partir do princípio de Security by Design levado às últimas consequências: a segurança não é adicionada ao final do processo, mas nasce junto com o projeto do veículo.
Nós pensamos a cibersegurança do hardware ao software. Na prática, isso significa ter as comunicações protegidas por criptografia, ter um gerenciamento rigoroso de chaves digitais e rotinas de desenvolvimento nas quais o código é exaustivamente revisado. Nós fazemos até simulações controladas de ataques para achar e corrigir qualquer vulnerabilidade antes que o veículo chegue às ruas.
Mas o Security by Design não para na engenharia mecânica ou de software; ele se estende aos dados. Privacidade, para a Ford, não é apenas um “check” para cumprir a lei, é um pilar de confiança. Os dados precisam ser bem governados e usados sempre de forma segura e consentida. E é aqui que a inteligência artificial tem sido um divisor de águas para nós. Nós utilizamos a IA e o cruzamento de dados para identificar qualquer sinal de anormalidade muito mais cedo no ecossistema do carro. O nosso objetivo é que a segurança deixe de ser reativa e passe a ser totalmente preventiva.
Crypto ID: Uma das características mais importantes dos carros conectados é a possibilidade de atualizar software remotamente por mecanismos over-the-air, OTA. Tecnicamente, como se garante que um pacote recebido pelo veículo é legítimo, íntegro e destinado exatamente àquele sistema? Assinatura de código, certificados digitais, gestão de chaves criptográficas e mecanismos de rollback fazem parte dessa arquitetura de confiança?
Luciano Driemeier: Essa capacidade de atualização remota é, sem dúvida, uma das mudanças mais profundas na relação entre o cliente e o carro. O veículo não envelhece mais na garagem; ele se transforma e evolui ao longo do seu ciclo de vida. Nós já enviamos mais de 1 milhão de atualizações para os nossos produtos na América do Sul.
Para fazer isso em escala, a segurança do processo é inegociável. A arquitetura de confiança do Over-The-Air é baseada em controles rigorosos em cada etapa: protegemos a distribuição do pacote, verificamos sua autenticidade e integridade de ponta a ponta, confirmamos se ele é compatível com o veículo específico e seguimos regras rígidas para a instalação. Além disso, os sistemas são projetados para responder de forma segura a qualquer questão durante o processo.
Na prática, isso transforma completamente a experiência de posse. Em vez de depender de uma visita física à concessionária, podemos diagnosticar, reparar e aprimorar sistemas remotamente, muitas vezes antes mesmo que o consumidor perceba. Na Ranger, por exemplo, usamos essa tecnologia para melhorar a performance e os sistemas do veículo de forma contínua, sempre embasados na transparência e no consentimento total do nosso consumidor.
Crypto ID: Nesse ambiente existe uma verdadeira cadeia de identidades digitais: o próprio veículo, suas unidades eletrônicas, componentes, fabricante, sistemas em nuvem, aplicativos, dispositivos externos e um ou mais motoristas. Como a indústria estrutura autenticação e autorização entre essas diferentes entidades? Já podemos falar em uma identidade digital própria do veículo e em uma infraestrutura de confiança baseada em certificados e PKI?
Luciano Driemeier: Para garantir autenticidade, precisamos ter certeza de quem envia e de quem recebe cada informação. É exatamente nesse ponto que a gestão de identidades digitais se torna essencial.
Na prática, estruturamos essa cadeia de confiança em três camadas principais:
- A primeira é a “Autenticação Mútua”, ou seja, o ‘Quem é você’. Quando a nossa nuvem se comunica com o veículo — para enviar uma daquelas atualizações da Ranger que citei há pouco —, usamos certificados digitais para que a nuvem prove que é realmente a Ford, e o veículo prove que é exatamente aquele chassi específico.
- A segunda é a “Segurança em Hardware”. Essa identidade do veículo não fica solta em um software qualquer. Ela é rigidamente protegida por chaves criptográficas ancoradas em hardwares seguros dentro dos módulos do carro.
- A terceira é a “Autorização Granular”, ou seja, ‘O que você tem permissão para fazer’. Depois que sabemos quem está conectado, segmentamos os acessos. O aplicativo no celular do motorista, por exemplo, tem autorização para ligar o ar-condicionado ou destravar as portas, mas não tem autoridade nenhuma para reescrever o software do motor. Isso vale para dentro do carro: um módulo de entretenimento jamais terá os mesmos privilégios de um módulo de segurança de condução.
Então, já podemos e devemos falar em uma identidade digital própria do veículo, construída sobre uma infraestrutura de confiança muito madura.
Crypto ID: O carro conectado produz uma quantidade crescente de informações sobre funcionamento, localização, telemetria, uso e comportamento do veículo. Como se define tecnicamente quais dados precisam sair do automóvel, quais podem ser tratados localmente e quais devem ser anonimizados ou minimizados? Edge computing e segregação de dados já são elementos importantes dessa arquitetura de privacidade e segurança?
Luciano Driemeier: O dado é um ativo estratégico para a Ford, e nós o tratamos com uma governança rígida, garantindo que ele gere valor para o cliente — sempre onde ele consentir e com a privacidade totalmente resguardada.
Na prática, temos abordagens diferentes dependendo da necessidade. Muitas informações são tratadas internamente no próprio veículo, e apenas sumários ou alertas são compartilhados com a nuvem, o que garante grande eficiência no uso de dados.
Por outro lado, há informações como os dados de diagnóstico, que vão diretamente para a nuvem. Aqui, a inteligência artificial entra em cena para encontrar padrões e antecipar necessidades. Para os clientes que nos deram consentimento — seja o consumidor final por meio do aplicativo Ford seja a empresa por meio do nosso portal gratuito para frotistas —, conseguimos entregar serviços extremamente personalizados e proativos. Há ainda um terceiro cenário, no qual dados anonimizados nos fornecem “mapas de calor” que ajudam a engenharia a melhorar o produto como um todo.
Temos o nosso Command Center, plataforma pioneira criada pela engenharia brasileira para monitoramento da saúde dos veículos conectados da Ford América do Sul. Ela cruza diariamente 100 milhões de linhas de dados de mais de 400 mil veículos conectados. Nossos especialistas em inteligência de dados priorizam e interpretam essas informações, permitindo que a Ford tome decisões rápidas e preventivas.
O resultado dessa governança é tangível para o cliente. É o caso do Acompanhamento Preventivo Inteligente: uma equipe dedicada monitora os veículos e, se surge um alerta severo, entra em contato proativamente com o cliente para evitar que uma pequena ocorrência se transforme em uma dor de cabeça.
Crypto ID: No painel do Futurecom 2026, um dos temas é justamente a conexão entre veículos e a infraestrutura das cidades para melhorar rotas e fluxos urbanos. Em um ambiente V2X, no qual o veículo pode trocar informações com outros veículos, infraestrutura viária e sistemas externos, como garantir autenticidade das mensagens, evitar falsificação de identidades e impedir que comandos ou informações manipuladas sejam aceitos pela rede?
Luciano Driemeier: Essa é, sem dúvida, uma das grandes questões para o futuro das cidades inteligentes. A segurança do V2X parte exatamente dos mesmos alicerces de criptografia e identidades digitais que usamos nas atualizações remotas, mas com um componente extra muito desafiador: a velocidade combinada com a privacidade.
No V2X, um carro precisa avisar o outro que freou bruscamente em questão de milissegundos. Garantir que essa mensagem seja autêntica para o sistema reagir a tempo — e não um ataque tentando causar caos no trânsito — é um desafio, mas nós temos estratégias sólidas para isso.
A questão central aqui é o ecossistema. Do nosso lado, a Ford garante a segurança do veículo, mas não controla semáforos, redes 5G ou pedágios. A proteção dessa malha urbana dependerá, inevitavelmente, de um esforço conjunto e de uma padronização global envolvendo montadoras, empresas de telecomunicações, provedores de infraestrutura em nuvem e governos.
Mas a boa notícia é que não estamos esperando 2030 chegar para integrar o carro com o ambiente externo. Nós já fazemos isso hoje. Um ótimo exemplo é o nosso sistema BlueCruise, de direção autônoma sem as mãos, disponível nos Estados Unidos, Canadá e alguns países da Europa. Para ele funcionar com a fluidez e alto nível de segurança que os nossos clientes já experimentam, o veículo cruza dados dos seus próprios sensores com mapeamentos de alta precisão baseados na nuvem e em parceiros de infraestrutura. Já dominamos a engenharia de validar informações externas em tempo real e transformar isso em ações seguras na direção. O V2X será, portanto, a evolução natural dessa nossa filosofia de segurança colaborativa.
Crypto ID: Essa arquitetura envolve muito mais atores do que a montadora. Há fornecedores de semicondutores, unidades eletrônicas, software, telecomunicações, serviços em nuvem e plataformas digitais. Como a Ford administra o risco cibernético ao longo dessa cadeia? Há mecanismos para validar componentes, controlar dependências de software, acompanhar vulnerabilidades e responder a falhas descobertas depois que o veículo já está em circulação?
Luciano Driemeier: A Ford lida com a gestão de riscos em cadeias de suprimentos complexas há mais de cem anos. Ao longo desse período, aprendemos a prever e administrar riscos industriais e operacionais em escala global. Agora, aplicamos essa mesma disciplina e esse rigor histórico ao mundo digital.
Hoje, a nossa cadeia vai muito além do componente físico; ela envolve semicondutores, módulos eletrônicos, software e serviços em nuvem. A natureza do parceiro mudou, mas o princípio de que a segurança do nosso veículo depende de todos eles continua o mesmo.
Na prática, administramos esse risco cibernético em duas grandes frentes:
A primeira é na engenharia, antes do lançamento. Exigimos que nossos fornecedores sigam padrões globais rigorosos de qualidade e segurança automotiva. Validamos os componentes, exigimos visibilidade da estrutura dos softwares e realizamos avaliações profundas de segurança antes de qualquer aprovação.
A segunda frente é o monitoramento contínuo. O nosso trabalho não acaba quando o veículo sai da fábrica. Temos equipes globais monitorando novas ameaças o tempo todo. Se amanhã o mercado descobrir uma falha cibernética num componente de um fornecedor, temos o mapeamento exato de quais veículos nossos utilizam aquele sistema. E, usando a tecnologia de atualização Over-The-Air, temos a capacidade de enviar uma correção rapidamente para a frota, muitas vezes de forma proativa, antes mesmo que o consumidor seja impactado.
Em resumo: aplicamos a nossa experiência centenária em governança na entrada, e usamos a agilidade da nossa tecnologia conectada na saída.
Crypto ID: O Crypto ID publicou recentemente uma análise sobre a nova orientação chinesa para transferência transfronteiriça de dados automotivos. A regulação de 2026 chama atenção porque inclui, entre os elementos considerados relevantes, identificadores do veículo, chaves, certificados digitais, comandos de controle e dados ligados à comunicação entre veículos e infraestrutura. Na prática, ativos que antes poderiam ser vistos apenas como elementos técnicos passam a receber tratamento regulatório estratégico. Para uma fabricante global como a Ford, como uma exigência desse tipo afeta arquitetura de dados, gestão de certificados, operação em nuvem e transferência internacional de informações?
Luciano Driemeier: A realidade de hoje é que o conceito de soberania de dados está evoluindo rápido. Elementos que antes eram vistos apenas como “engenharia de software”, como um certificado digital ou um comando de V2X, hoje são tratados como ativos estratégicos pelas nações.
Esse cenário exige uma arquitetura muito mais adaptável. Para a Ford, isso significa operar com flexibilidade suficiente para ajustar fluxos de dados, armazenamento e uso da nuvem às exigências regulatórias de cada mercado, sem comprometer a segurança, a integridade das informações nem a confiança do cliente.
Na Ford, todas as nossas aplicações e arquiteturas são rigorosamente analisadas em conjunto pelos nossos times técnicos e jurídicos. Garantimos que o produto atenda à regulação local com a mesma intensidade que garantimos a segurança global do nosso cliente.
Hoje grande parte do nosso trabalho é pensado e desenvolvido de forma globalizada. No Brasil, por exemplo, temos um dos nove Centros de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford no mundo, com unidades em Camaçari e Tatuí, que emprega mais de 1.500 engenheiros e especialistas que trabalham em projetos globais.
Crypto ID: E há modelos regulatórios bastante diferentes surgindo no mundo. A Europa trabalha com requisitos como os regulamentos UNECE R155, para sistemas de gestão de cibersegurança, e R156, relacionado à gestão de atualizações de software. A China estabelece controles específicos sobre dados automotivos e seus fluxos internacionais, enquanto os Estados Unidos também utilizam diretrizes e boas práticas de cibersegurança automotiva. Como uma montadora global consegue desenvolver uma arquitetura de segurança que opere em mercados com exigências tão distintas? Existe hoje uma tendência de convergência técnica em torno de padrões mínimos de cibersegurança, identidade veicular e atualização segura de software?
Luciano Driemeier: Uma forma alternativa de colocar esse ponto é dizer que a Ford trabalha com uma base global única de segurança, construída a partir dos padrões mais rigorosos disponíveis. Em vez de adaptar o nível de proteção para cima ou para baixo conforme o mercado, usamos as exigências mais avançadas como referência para elevar toda a nossa arquitetura. Assim, qualquer veículo Ford já parte de um patamar elevado de cibersegurança, independentemente do país em que será comercializado ou utilizado.
Quanto à convergência técnica, ela já está acontecendo. Embora cada país avance com suas próprias regras e prioridades, a base de engenharia caminha para referências comuns. A indústria automotiva tem se apoiado cada vez mais em padrões internacionais para estruturar identidades digitais, proteger atualizações de software e garantir comunicações confiáveis. No fim, a regulação pode variar de mercado para mercado, mas os fundamentos técnicos de segurança tendem a se consolidar em torno de uma linguagem global.
Crypto ID: Segurança automotiva sempre foi associada a freios, estrutura, airbags e sistemas mecânicos. Com veículos definidos cada vez mais por software, conectividade e, progressivamente, inteligência artificial, a fronteira entre safety e cybersecurity tende a desaparecer. Do ponto de vista de engenharia, já é possível tratar uma vulnerabilidade cibernética como um risco potencial à segurança física do veículo? E quais serão os elementos fundamentais para que carros, infraestrutura urbana e serviços digitais possam operar de forma confiável nos próximos anos?
Luciano Driemeier: Essa é, de fato, a maior mudança de paradigma da nossa era na indústria automotiva. A fronteira entre safety e cybersecurity praticamente deixou de existir. Na Ford, tratamos esses temas de forma integrada: a cibersegurança recebe o mesmo nível de rigor, responsabilidade e prioridade histórica que sempre dedicamos à engenharia de proteção, como cintos de segurança, chassis e airbags. No fim, estamos falando da mesma missão: proteger vidas.
A Ford já está construindo veículos prontos para essa realidade, mas o futuro da mobilidade confiável será, sem dúvida, um esforço em equipe.
Para esse futuro em que o carro se comunica com a cidade, eu vejo três pilares essenciais:
- Identidade e confiança: o veículo precisa reconhecer que um semáforo, uma infraestrutura viária ou um serviço digital são autênticos, enquanto a cidade também precisa confiar naquele veículo, sempre preservando a privacidade do motorista.
- Agilidade de atualização: em um ambiente digital que muda rapidamente, a tecnologia Over-The-Air deixa de ser um diferencial e passa a ser indispensável para corrigir vulnerabilidades antes que elas se convertam em riscos físicos.
- Colaboração entre todos os atores do ecossistema: Montadoras, empresas de telecomunicações, provedores de nuvem e governos precisam atuar juntos, porque a segurança da mobilidade conectada não será construída por uma única organização. A Ford já está desenvolvendo veículos preparados para essa realidade, mas o futuro da mobilidade confiável será, necessariamente, um esforço coletivo.
Encerramento
Crypto ID: Luciano, muito obrigada por participar do ID Talk e por trazer a visão da Ford sobre um tema que tende a ganhar cada vez mais importância à medida que os veículos se transformam em plataformas digitais conectadas.
Agradecemos também à Ford pela participação e esperamos continuar acompanhando essa evolução, especialmente os avanços relacionados à conectividade, cibersegurança, identidade digital veicular, proteção de dados e confiança no ecossistema de mobilidade.
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