A tecnologia por trás do Bitcoin, a blockchain, é uma ferramenta-chave para a transformação proposta pelo Governo Federal
Prova disto é que diversos Ministérios, instituições e órgãos federais estão desenvolvendo soluções com a tecnologia. O objetivo é promover mais segurança, transparência e modernização.
Assim, para facilitar o entendimento sobre o funcionamento da blockchain, o Governo Federal criou uma página exclusiva sobre a tecnologia no portal do Governo Digital.
“Organizada em princípios, objetivos e iniciativas, a Estratégia de Governança Digital, instituída pelo Decreto nº 10.332, possui como uma de suas iniciativas a tecnologia blockchain”, diz a página.
Além disso, a página traz alguns conceitos de uma das principais tecnologias emergentes e seus principais elementos.
Também foram listados na página os tipos de blockchain: pública ou privada e permissionada ou não permissionada.
Acórdão 1.613/2020 – TCU/Plenário para uso do blockchain
Há ainda menção ao acórdão 1.613/2020 do Tribunal de Contas da União (TCU).
Após fazer um levantamento para conhecer a blockchain, o TCU concluiu que a tecnologia tem potencial para resolver o problema de escassez na internet.
Desta forma, é possível uma nova abordagem para as relações de troca de informações e de confiança em situações da vida real no mundo digital.
“Seu aspecto descentralizador pode acelerar a transformação digital, uma vez que a possibilidade de realizar transações autenticadas sem a necessidade de uma autoridade central facilita a implementação de serviços públicos digitais orientados pela perspectiva do cidadão”, destacou o TCU.
O tribunal ressaltou ainda que a automação da confiança provida por soluções blockchain poderá ser um “instrumento poderoso”.
Portanto, para auxiliar a implementação da blockchain na Administração Pública, o TCU elaborou uma estrutura.
Na estrutura elaborada, foram listadas as características essenciais para casos de uso da tecnologia com alto potencial:
•Repositório compartilhado;
•Múltiplos participantes têm direito de escrita;
•Baixa confiança ou conflito de interesses;
•Intermediários desnecessários;
•Dependência de transações;
•Rastreabilidade e procedência das informações;
•Concordância entre os participantes sobre os dados e transações.
Com isso, o TCU determinou à Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia e a outros órgãos que realizem estudos de viabilidade para verificar desafios, riscos e oportunidades da blockchain.
Fonte: CriptoFácil
Bê-a-bá Cripto: Satoshi Nakamoto, o anônimo criador do Bitcoin
Jogos levam blockchain do nicho para o grande público
Santa Catarina mapeia o uso de blockchain para transações financeiras
- Por que blockchain não pode se equiparar à infraestrutura de chaves públicas
- Criptografia, identidade digital e a evolução dos jogos online no ecossistema blockchain
- Tokenização imobiliária avança no Brasil e ganha obra jurídica dedicada à segurança regulatória do setor
- Visa lança nó validador na blockchain Tempo
- Visa anuncia entrada em blockchain e reforça integração com sistema financeiro
- ID Talk | Luiz Claudio, CEO da LC SEC sobre Rastreabilidade no mercado financeiro
- ANPD abre consulta pública sobre verificação de idade: Brasil constrói uma das regulações mais maduras do mundo
- IA facilitou a criação de negócios digitais, mas infraestrutura virou o novo risco
- Caso Dígitro expõe risco para empresas, com ataques a fornecedores representando 30% das violações globais
- Aplicação de governança uniforme aos agentes de Inteligência Artificial levará ao fracasso desses agentes nas empresas


