Inovação tecnológica para idosos deveria ser uma preocupação das empresas que se apresentam como inovadoras
Por Regina Tupinambá
Pensar em inovação tecnológica para o público idoso deveria ser uma preocupação para praticamente todos os segmentos da indústria de produtos de consumo e serviços de um modo geral, principalmente as que utilizam tecnologias inovadoras.
Falamos de inovação de um modo geral e não sobre produtos, serviços e aplicativos com funcionalidades básicas de emitir alertas para cuidadores e responsáveis por idosos.
Vivemos em um momento único da humanidade no que diz respeito a inovação e cada vez mais somos bombardeados, numa velocidade brutal, por novos aplicativos e funcionalidades.
Sabemos que a capacidade de aprendizado dos seres humanos é proporcional a sua idade cronológica. Quanto mais jovens, mas facilidade temos em aprender. Sendo assim, seremos atropelados pelas gerações que vem por ai.
A faixa etária que proporcionalmente mais cresce mundialmente
Sua empresa pensa em apresentação de novas funcionalidades, sejam serviços, produtos ou aplicativos com tutoriais voltados para pessoas que tem assimilação mais lenta que outras?
A forma diferenciada de assimilação vai acontecer cada vez mais daqui pra frente. Hoje a geração que absorve com total facilidade as inovações, com certeza, terá mais dificuldades para acompanhar as novidades na velocidade em que as gerações que estão por vir assimilaram.
Além da forma de assimilação das funcionalidades, outras questões importantes como sistemas de autenticação, assinatura eletrônica e digital precisam ser pensadas para que realmente a manifestação de vontade seja feita pelo cidadão idoso e não por quem detém senhas, tokens e o certificado digital, por exemplo.
É a faixa etária que mais cresce no mundo e o grupo que tem mais tempo e dinheiro para pesquisar e adquirir produtos para consumo próprio e para a família, portanto, podem ser tornar os maiores usuários dos serviços digitais.
Pense e reflita se sua empresa está preparada para atender as pessoas que são idosas hoje e as que serão futuramente.

REGINA TUPINAMBÁ | CCO –Regina Tupinambá é Chief Content Officer (CCO) e cofundadora do Crypto ID. Publicitária formada pela PUC-Rio, construiu sua carreira em empresas nacionais e internacionais, com passagens pela McCann-Erickson, Grupo Artplan, Rede Globo de Televisão e Rede Bandeirantes. Ao longo dessa trajetória, atuou em projetos e estratégias de comunicação para marcas de grande relevância, entre elas Coca-Cola, Grupo L’Oréal, Nestlé, McDonald’s, Exxon, General Motors, Petrobrás, Banco do Brasil, CAIXA e Ambev, participando da definição e implementação de estratégias de posicionamento, comunicação e construção de marcas.
Em 1999, direcionou sua carreira para o setor de segurança digital, tornando-se executiva das áreas comercial e de marketing de uma Autoridade Certificadora brasileira. Acompanhou a criação da AC Raiz da ICP-Brasil e além de atuar no desenvolvimento do mercado de certificados SSL no Brasil.
Desde 2014, dirige a estratégia editorial do Crypto ID e também é diretora da Insania Publicidade, agência que integra o Grupo Crypto ID de Comunicação. Acesse seu LinkedIn. Leia outros artigos escritos por Regina, aqui!

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