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Hackers invadem Ibama e com certificado digital liberam venda de madeira

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23 de janeiro de 2013
Quadrilha invade computadores e sistemas do IBAMA e com um certificado digital, emitido com processo fraudulento, desbloqueia o acesso de 23 empresas suspensas por crimes ambientais

A polícia descobriu uma quadrilha que invadia computadores do IBAMA para cometer crimes ambientais. Doze pessoas foram presas neste sábado (22) e três estão foragidas.

Os policiais cumpriram mandados de prisão nos estados de Alagoas, Maranhão e Pará. Os investigadores descobriram que os empresários contrataram hackers para invadir computadores de dois superintendentes do Ibama.

Certificado Digital foi utilizado para desbloquear as empresas nos sistemas do IBAMA

Os fraudadores conseguiram os nomes de usuários, as senhas e  também emitiram certificado certificado digital que foi utilizado para a liberação da madeira.

Com esses dados e certificado digital, entraram nos sistemas de comércio de madeira do Ibama e desbloquearam o acesso de 23 empresas que tinham sido suspensas por crimes ambientais.

De acordo com as investigações, membros da quadrilha teriam invadido os computadores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para roubar as senhas que dão acesso ao sistema de comércio de madeira e assim permitir que as empresas que estavam com registro embargado pudessem voltar a vender madeira extraída ilegalmente com a documentação oficial.

O que mais chamou a atenção dos investigadores foi a forma como a quadrilha conseguiu o certificado digital do superintendente do Ibama no Pará, Hugo Américo Rubert Schaedler,  que havia bloqueado a maioria das empresas.

O certificação digital com a titularidade de Hugo Américo Rubert Schaedler, superintende do IBAMA foi emitido em uma autoridade de registro no âmbito da ICP-Brasil com a apresentação de documentos falsos.

Delegada Juliana Cavalcante - FRAUDE NO IBAMA

Delegada Juliana Cavalcante

No caso do Estado do Pará, essa pessoa se fez passar pelo Hugo Américo, superintendente do Ibama, em outro estado, em uma empresa de certificação digital, para que obtivesse uma nova certificação digital que pudesse efetuar o desbloqueio”, disse ainda a delegada Juliana Cavalcante.

A reativação das contas permitiu que empresas fantasmas voltassem a vender ilegalmente os chamados créditos florestais.

Os créditos são a quantidade de madeira que cada empresa possui no sistema. Mas, como as empresas investigadas eram de fachada, foram criadas só para gerar notas fiscais fictícias.

Essas notas frias eram negociadas com madeireiras de verdade, que utilizavam essa papelada toda para dar uma aparência de legalidade à extração irregular de madeira.

Em apenas dez dias, a venda de madeira com os créditos falsos movimentou quase R$ 11 milhões. A quantidade de árvores derrubadas ilegalmente é suficiente para encher 1.400 caminhões.

Os presos foram indiciados por estelionato, falsidade ideológica, formação de quadrilha e transporte ilegal de produto florestal.

Operação

IBAMA

O delegado-geral Rilmar Firmino

O delegado-geral Rilmar Firmino, deu detalhes da operação que desarticulou o esquema fraudulento envolvendo madeireiras irregulares. As prisões foram nos estados do Pará, Alagoas e Maranhão.

No Pará, documentos e computadores foram apreendidos em condomínios de luxo na capital paraense. Um empresário foi preso no bairro Batista Campos e outro no bairro do Bengui. Os mandados foram cumpridos durante a madrugada e três pessoas continuam foragidas.

Os presos são suspeitos de ter invadido o sistema de comercialização e transporte de produtos florestais da secretaria de meio ambiente, o Sisflora.

O objetivo era a venda de crédito de exploração de madeira que só poderiam ser conquistados com a apresentação e aprovação de um plano de manejo, um documento técnico que detalha a utilização dos recursos naturais.

O esquema começou a ser desvendado depois que um dos integrantes foi assassinado em Uruará, em fevereiro. No celular dele a polícia encontrou mensagens que entregavam a fraude.

A polícia estima que a quadrilha tenha faturado R$ 11 milhões.

A partir de segunda-feira (24), haverá o interrogatório das pessoas envolvidas.

A gente vai então, com a documentação apreendida, analisar e com certeza deflagrar uma segunda fase”, afirmou a delegada Juliana Cavalcante.

Com informações do Portal G1, Agência Pará e Globo.com

Fotos: Agência Pará e Shutterstok

Obs: Alguns termos sobre certificados digitais foram utilizados de forma inadequada, mas preservamos a essência das reportagens

 

alerta post

É muito importante as pessoas terem consciência do que se pode fazer com a posse de um certificado digital.

Certificado digital não é carteirinha de clube ou pendrive com coletânea de música que se compartilha sem nenhuma consequência.

Nesse caso não houve compartilhamento e sim fraude, mas não deixa de ser um alerta para os titulares dos certificados digitais.

Certificado Digital, se você tem um, guarde com você!

Leia:  Alerta aos titulares de certificados digitais ICP-Brasil

 

 

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