SITA lança solução que usa dados e biometria para antecipar a verificação de passageiros no controle de fronteiras
O controle de fronteiras começa a incorporar modelos que transferem parte das verificações para etapas anteriores à chegada do passageiro. Nesse contexto, a SITA lançou o SITA Border Flow Lane, uma solução de processamento que propõe substituir parte do modelo tradicional de “parar e checar” por um processo de pré-liberação baseado em dados.
A proposta permite que os passageiros sejam verificados antes da partida e na chegada enquanto se deslocam pelo saguão de imigração. Em vez de parar em um portão, terminal de autoatendimento ou guichê com um agente para apresentar o passaporte, as verificações são realizadas antecipadamente.
Segundo a SITA, o modelo pode resultar em uma liberação até oito vezes mais rápida do que nos eGates tradicionais. A expectativa é manter passageiros considerados de confiança em movimento e, ao mesmo tempo, permitir que os agentes de imigração concentrem sua atuação nos casos que exigem maior atenção.
Decisões antecipadas
Por décadas, as agências de fronteira vêm investindo em tecnologias para responder antecipadamente a três questões relacionadas aos passageiros: se a pessoa pode viajar, qual é a sua identidade e o que as informações sobre sua viagem indicam.
Com o avanço do uso de dados de passageiros, as autoridades passaram a ter acesso a um volume maior de informações antes do embarque. Nesse cenário, a discussão deixa de ser apenas sobre a disponibilidade de dados para a tomada de decisões e passa a envolver o momento em que essas decisões devem ocorrer.
A proposta do Border Flow Lane parte justamente desse princípio: se determinadas decisões podem ser tomadas antes da chegada do passageiro, a necessidade de que todos parem fisicamente para apresentar documentos na fronteira pode ser reduzida.
A solução é apresentada pela SITA como resultado de décadas de atuação no uso de dados e informações de passageiros por governos desde o início da jornada. O modelo busca ampliar a gestão digital de fronteiras para que as decisões ocorram cada vez mais antes da chegada, fazendo com que as paradas físicas sejam uma exceção.

“A indústria da aviação não pode resolver todos os desafios de capacidade apenas construindo novas infraestruturas“, disse Pedro Alves, Vice-Presidente Sênior de Fronteiras da SITA. “A demanda de passageiros muda constantemente, mas a infraestrutura dos aeroportos não. A oportunidade está em tomar decisões melhores antes que os passageiros cheguem, ajudando passageiros de confiança a continuarem se movendo e criando mais capacidade a partir da infraestrutura existente. Parar passa a ser a exceção, não a regra.”
Agentes de fronteira concentram atenção em casos de maior complexidade
A mudança no modelo de processamento também altera a forma como os agentes de fronteira distribuem sua atenção. De acordo com a SITA, mais de 75% dos passageiros podem ser liberados antes da partida.
Com isso, os agentes podem concentrar o trabalho nos casos que demandam análise detalhada. A estrutura mantém a possibilidade de interromper o deslocamento de qualquer pessoa a qualquer momento, enquanto os agentes passam a contar com uma visão mais completa sobre quem está chegando e o motivo da viagem.
Para aeroportos e órgãos governamentais, o modelo também está relacionado à capacidade de processamento da infraestrutura existente. Cada passageiro que continua se deslocando, em vez de realizar uma parada física, libera espaço para o próximo.
A proposta é permitir que um número maior de passageiros utilize os saguões de imigração já existentes, reduzindo a pressão sobre a infraestrutura e contribuindo para que os aeroportos acomodem o crescimento da demanda sem necessariamente ampliar o espaço físico destinado ao processamento.
Biometria e controle governamental
Além da velocidade de processamento, a solução envolve aspectos relacionados à identidade digital, biometria, privacidade e supervisão governamental.
O Border Flow Lane foi projetado para ampliar o fluxo de passageiros sem comprometer a segurança, a privacidade, a escolha do passageiro ou a supervisão das autoridades. Os passageiros podem optar por se cadastrar e utilizar dados biométricos autorizados.
As agências de fronteira permanecem responsáveis pela verificação de identidade e pelas decisões relacionadas à imigração. Dessa forma, a automação das etapas de processamento não elimina a atuação das autoridades nem a possibilidade de intervenção nos casos que demandem análise.
Para os passageiros, a proposta resulta na redução das paradas e interrupções durante o deslocamento pelo aeroporto, com o objetivo de tornar o processo de chegada e saída mais contínuo.
Sobre a SITA
A SITA é o motor tecnológico do setor do transporte aéreo, tornando as viagens mais seguras, fáceis e sustentáveis para todos. Desde os primórdios da aviação comercial até às fronteiras digitais de hoje, a SITA esteve presente, conectando o setor e ajudando-o a evoluir a cada avanço.
Com cerca de 2.500 clientes, a tecnologia da SITA apoia mais de 1.000 aeroportos e mais de 19.600 aeronaves em todo o mundo. Também ajuda mais de 70 governos a encontrar o equilíbrio entre fronteiras seguras e viagens fluidas. Bastidores da indústria, a SITA viabiliza entre 45% e 50% da troca de dados do setor, permitindo que uma rede global altamente complexa opere de forma suave e confiável em cada etapa.
A SITA está se transformando rapidamente. De sistemas avançados de autoatendimento e controle de operações ao design aeroportuário e fronteiras digitais, a empresa está moldando a próxima geração de viagens por meio de aquisições estratégicas como Materna IPS, ASISTIM e CCM. Também está se expandindo para além da aviação com iniciativas como o SmartSea, levando suas tecnologias consolidadas para os setores de cruzeiros, ferrovias e mobilidade aérea urbana.
Esta transformação vai além de novos produtos. A SITA está investindo nas habilidades, ferramentas e parcerias certas para ajudar o setor a se mover com maior inteligência e agilidade, reunindo sistemas inteligentes, dados integrados e inovação sustentável. Porque, com o aumento das viagens globais, o fluxo é tudo.
Como parte de sua ousada estratégia climática, a SITA reduz suas emissões em 4,2% a cada ano e tem como meta atingir o zero líquido (net zero) até 2050. As metas baseadas na ciência da SITA são validadas pela SBTi, e seu portfólio em expansão ajuda os clientes a reduzirem suas próprias pegadas de carbono.
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