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A segunda onda na certificação digital

A segunda onda na certificação digital

10/07/2018

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O mercado se prepara para utilizar a infraestrutura da Certificação Digital na modernização das empresas, em utilizações muito além das obrigações com o governo e que podem aumentar a produtividade e eliminar custos

O segmento da certificação digital, que numa primeira onda ficou atrelado ao cumprimento de obrigações com o governo, se prepara agora para uma nova fase, de grande expansão.

Maurício Balassiano

“Estamos vivemos num mundo movido pela novidade das tecnologias e o certificado digital, que é a identidade digital de pessoas jurídicas, é também, cada vez mais, das pessoas físicas”, afirma Maurício Balassiano, diretor de Certificação Digital da Serasa Experian. “Há tempos entendemos que é muito interessante o caminho da assinatura digital e do uso do certificado por parte das empresas, não só para cumprir essas obrigações, mas para uso em diversas tarefas do dia a dia”, acrescenta o executivo.

Segundo ele, a partir da utilização da assinatura digital que o certificado digital permite, é possível implantar uma nova cultura empresarial. “Desde o controle de acesso na entrada da empresa, à manipulação de estoques, relacionamento com fornecedores e clientes, tudo pode ser feito de forma segura e sem o uso de documentos físicos. Planejamento, gestão financeira, contratos. De um complicado plano estratégico ao simples envio de um email, tudo pode passar a ser regulado pela Certificação Digital, com rastreamento do autor ou autores das ações.”

Ainda de acordo com o diretor da Serasa Experian, a convergência do mundo real com o digital é inevitável. Ele lembra que nos últimos quinze anos o setor emitiu em torno de 10 milhões de certificados digitais válidos.

“Agora, estamos prontos para entrar em um novo patamar, sair das aplicações públicas e entrar em novas fronteiras, ajudando as empresas e as pessoas físicas, e não só os contadores, a dar uma conotação positiva a esta ferramenta”, enfatiza. “Nesse sentido, a ampliação do uso do smartphone fomenta um choque cotidiano na maneira de fazer as coisas e os negócios.”

Um bom exemplo nesse sentido, destacou Balassiano, se deu no Poder Judiciário.

“No início da Certificação Digital, há mais de uma década, era preciso explicar muito como funcionava o sistema. Hoje, é inconcebível que um juiz, promotor ou advogado ignore a forma de atuar no meio virtual. Outro segmento que tem crescido nesse sentido é o voltado aos profissionais da saúde. Com a adoção dos prontuários eletrônicos, que permitem acompanhar todo o histórico do paciente, tratamentos e medicações. Todos estão atuando de forma mais segura, rápida e prática”, ressalta.

Um ponto destacado por ele se dá a partir deste mês, julho, quando o eSocial será exigido a um rol de milhões de empresas. “Por que não aproveitar o momento e ampliar o uso, implantar uma ferramenta que permite reduzir custos e, o que é melhor, atuar em níveis de segurança altíssimos, que só a certificação digital permite?”, questiona o diretor da Serasa Experian. Na primeira fase, a certificação digital tornou os sistemas menos sujeitos às fraudes, facilitou envio de relatórios, o pagamento de tributos, entre outras coisas. Aos poucos, novas funções estão sendo agregadas.

Conforme Balassiano, o controle que pode ser implantado com a ajuda do Certificado Digital permite eliminar gargalos e desperdícios; acaba a necessidade de se manter arquivos físicos e espaços para a guarda de documentos; elimina-se o deslocamento e contratação de mensageiros para a assinatura de documentos e contratos, assim como a necessidade e o custo de cópias autenticadas e reconhecimento de firmas. “Mais que tudo isso, reduz-se a burocracia própria nos relacionamentos empresariais e públicos, a vida fica mais fácil e permite aos conglomerados a dedicação integral à atividade core”, acrescenta.

Segundo ele, neste mês a Serasa Experian está completando 50 anos de atuação como empresa especialista em lidar com dados, num ambiente totalmente seguro. “Falar em segurança chega a ser redundante, por nossa reputação, ao mesmo tempo que é um privilégio e uma grande vantagem em termos de relacionamento empresarial. Essa reputação é que nos move cada vez mais em buscar mecanismos corretos e seguros. Por isso passamos a oferecer esse pacote de ações para empresas que, como nós, estão dispostas a olhar para o futuro de outra forma. Os relacionamentos e a forma de produzir estão mudando e é preciso que haja a adequação a esse novo momento”.

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