Com avanço da transformação digital e aumento das exigências regulatórias, Centros de Serviços Compartilhados assumem papel decisivo na gestão de identidades digitais e escolha de parceiros tecnológicos
Os Centros de Serviços Compartilhados (CSCs) deixaram de atuar dentro das empresas apenas como estruturas operacionais voltadas à eficiência administrativa para assumir um papel cada vez mais estratégico dentro das empresas.
Hoje, essas áreas concentram funções críticas relacionadas à governança corporativa, gestão de dados, compliance, automação de processos e segurança digital; incluindo a definição de políticas e fornecedores para gestão de certificados digitais e identidades eletrônicas.
O movimento acompanha a crescente digitalização das operações corporativas e a necessidade de maior controle sobre acessos, assinaturas eletrônicas, autenticações e transações digitais.
Dados ligados ao Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) apontam que o Brasil deve ultrapassar 12,8 milhões de emissões de certificados digitais em 2026, enquanto o número de certificados ativos já alcança cerca de 15,7 milhões. As projeções do mercado também indicam aceleração contínua.
Nesse cenário, os Centros de Serviços Compartilhados passam a ser vistos como estruturas-chave para centralizar políticas de segurança, padronizar processos e reduzir riscos operacionais relacionados à gestão descentralizada de certificados digitais. Essa mudança de papel é resultado direto da ampliação da atuação dos CSCs em governança, analytics e suporte à tomada de decisão estratégica nas companhias.
Pressionadas pela complexidade regulatória e pela necessidade de previsibilidade operacional, empresas passaram a transformar essas áreas em hubs de inteligência e controle corporativo.
Para a Redtrust, empresa especializada em gestão de certificados digitais e pertencente à Keyfactor, essa mudança altera também a dinâmica de contratação de soluções de segurança digital dentro das empresas.
“Os Centros de Serviços Compartilhados se tornaram protagonistas na definição de políticas de governança digital dentro das empresas”, afirma Michele da Costa Silva, Sales Account Specialist da Redtrust. “Hoje, muitas decisões relacionadas à gestão de certificados digitais, automação de renovações, controle de acessos e compliance passam diretamente por essas áreas, que precisam garantir eficiência operacional sem renunciar à segurança e à rastreabilidade”, completa.
Segundo a Redtrust, a descentralização ainda é um dos principais desafios enfrentados pelas empresas, especialmente em ambientes com múltiplas áreas, sistemas e fornecedores.
“Em muitas organizações, os certificados digitais ainda estão espalhados entre departamentos, equipamentos, servidores e usuários distintos”, explica Michele. “Isso cria riscos relevantes, como expiração não monitorada, indisponibilidade de serviços, falhas de auditoria e vulnerabilidades de segurança”, acrescenta.
De acordo com a própria Redtrust, empresas brasileiras vêm acelerando investimentos em plataformas de controle centralizado justamente para atender exigências regulatórias, ampliar rastreabilidade e automatizar processos ligados à identidade digital. Essa transformação também reposiciona os CSCs como centros de excelência digital.
“Essas áreas passaram a incorporar responsabilidades relacionadas à experiência do cliente interno, automação, inteligência de dados e conformidade corporativa, indo muito além da tradicional busca por eficiência e redução de custos”, pontua a executiva.
Para ela, a tendência é que os Centros de Serviços Compartilhados ampliem ainda mais sua influência sobre decisões estratégicas relacionadas à infraestrutura de confiança digital. “Especialmente em setores altamente regulados e intensivos em transações eletrônicas, os CSCs se consolidam como áreas fundamentais para garantir segurança, conformidade e continuidade operacional”, conclui.
Sobre a Redtrust
A Redtrust, empresa do grupo Keyfactor, é a solução escolhida pelas empresas para gerenciar e controlar sua identidade digital. O armazenamento dos certificados digitais em um gestor especializado garante segurança, tanto ao autenticar-se para realizar trâmites online com outras entidades e organismos públicos, quanto para assinar digitalmente documentos e comunicações.
Mais de 1.500 empresas, nos mais diversos setores como financeiro, energético, agronegócio e construção, confiam na Redtrust para uma gestão centralizada de seus certificados digitais, com os mecanismos necessários de controle sobre seus usos e ciclo de vida. A proteção dos certificados é assegurada ao serem armazenados em um servidor cifrado, único e independente.
Segurança digital: muito além das senhas. Por José Luiz Vendramini
Reforma Tributária aumenta a pressão por segurança na emissão de NFC-e no varejo

O certificado digital é um documento eletrônico que identifica pessoas físicas ou jurídicas e coisas na internet. Leia mais e se aprofunde na coluna de Certificado Digital!









