Especialista da LC SEC alerta que ataques e fraudes online se tornaram as ameaças mais frequentes em grandes eventos globais como a recente Olimpíada de Inverno Milano–Cortina
A poucos meses da Copa do Mundo FIFA 2026, especialistas em cibersegurança já acendem um alerta: o evento tem potencial para ampliar ainda mais o alcance de ataques digitais, especialmente diante de um público massivo e diverso. A avaliação da LC SEC é que o cenário observado na recente Olimpíada de Inverno Milano–Cortina serve como um indicativo direto do que pode ocorrer em escala ainda maior no torneio global, que mobiliza bilhões de pessoas e amplia significativamente a superfície de risco para fraudes e ataques de indisponibilidade.

Para Luiz Claudio, CEO e fundador da LC SEC, o caso mostra como a lógica dos incidentes digitais mudou nos últimos anos. “O que mais gera impacto hoje não é necessariamente uma invasão sofisticada, mas ataques de indisponibilidade e fraudes que exploram a confiança do usuário. Em eventos de grande visibilidade, criminosos aproveitam o aumento de buscas e transações online para aplicar golpes ou derrubar serviços e gerar repercussão”, afirma.
Além das tentativas de interrupção, as autoridades também identificaram uma onda de fraudes digitais envolvendo sites falsos que imitavam a loja oficial da Olimpíada, promovidos por meio de anúncios em redes sociais e oferecendo descontos agressivos para atrair consumidores. Os golpes buscavam capturar dados pessoais e informações de pagamento, prática comum em eventos com grande volume de turismo e compras online.
Esse cenário acompanha uma tendência global de crescimento dos ataques de sobrecarga. O Cloudflare DDoS Threat Report indica que os ataques DDoS cresceram 121% em 2025, com média de 5.376 incidentes mitigados por hora em todo o mundo.
Ao mesmo tempo, a engenharia social continua sendo um dos principais caminhos de invasão. O Verizon Data Breach Investigations Report 2025 aponta que cerca de 60% das violações de segurança envolvem algum tipo de manipulação ou erro humano, geralmente explorado em golpes de phishing ou fraudes digitais.
Outro fator que tem ampliado o alcance dessas campanhas é a inteligência artificial. O Microsoft Digital Defense Report 2024 mostra que ferramentas de IA já estão sendo utilizadas para produzir mensagens de phishing mais convincentes, além de criar conteúdos sintéticos, como voz e imagem, que ajudam criminosos a simular identidades e aumentar a eficácia de golpes.
Segundo Luiz Claudio, o cenário observado durante a Olimpíada funciona como um indicativo do que empresas podem enfrentar em momentos de grande exposição digital. “Campanhas promocionais, lançamentos de produtos e datas sazonais geram picos de busca e tráfego semelhantes aos de grandes eventos. Isso aumenta a superfície de ataque e exige uma estratégia de segurança que vá além da proteção da rede”, explica.
A partir da análise da LC SEC e das observações feitas por Luiz Claudio, o Crypto ID avalia que esse cenário tende a se intensificar na Copa do Mundo FIFA 2026. Com um alcance significativamente maior e um público mais diverso — que inclui usuários de diferentes perfis e níveis de familiaridade com segurança digital — o torneio global deve ampliar as oportunidades para ataques de indisponibilidade e, principalmente, fraudes digitais em larga escala.
Para o Luiz Claudio, a proteção da marca e do consumidor passa a ser parte do próprio perímetro de segurança. “Monitorar domínios falsos, identificar anúncios fraudulentos rapidamente e orientar o público sobre canais oficiais são medidas fundamentais. Hoje, proteger a empresa também significa proteger a confiança que os clientes depositam na marca”, conclui.
Sobre a LC SEC
A LC SEC é uma consultoria especializada em segurança da informação e compliance, com atuação no Brasil e na Europa há mais de 10 anos. A empresa já executou mais de 150 projetos em cibersegurança e adequação a normas internacionais, incluindo ISO 27001, ISO 42001, SOC2, PCI DSS, NIST, LGPD, GDPR e DORA. Em 2025, ampliou seu portfólio com soluções inovadoras de Threat Intelligence baseadas em IA e auditorias internas.
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