Unico registra mais de 13 milhões de ataques no semestre e aponta avanço de fraudes sofisticadas e deepfakes caseiros no Brasil
A Unico encerrou o primeiro semestre de 2026 tendo barrado R$ 19,6 bilhões em tentativas de fraude no Brasil. O montante representa crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.
Ao todo, foram registrados mais de 13 milhões de ataques fraudulentos nos 23 setores econômicos que utilizam as soluções de verificação de identidade da empresa. O volume equivale a quase uma tentativa de fraude por segundo no primeiro semestre do ano.

“O crime cibernético se profissionalizou e hoje opera em escala industrial, estruturado sob o modelo de fraud-as-a-service. Quadrilhas organizadas utilizam ferramentas altamente automatizadas e inteligência artificial para disparar investidas massivas”, analisa Fernanda Beato, General Manager da Unico no Brasil.
“Naturalmente, os setores de maior liquidez imediata, como o financeiro, concentram os maiores volumes de ataques. Diante dessa ameaça hiperconectada, a verificação de identidade se consolidou como o pilar estratégico de sustentabilidade dos negócios no ambiente digital”, complementa.
Fraudes sofisticadas avançam
As estratégias utilizadas por fraudadores continuam em transformação. Depois de fechar 2025 com crescimento superior a 1.000% nas tentativas de fraudes sofisticadas, a companhia registrou alta de quase 500% nesse tipo de ocorrência no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Com isso, o volume acumulado de fraudes sofisticadas nos primeiros seis meses de 2026 já superou todo o registrado ao longo de 2025.
Esse tipo de fraude combina deepfake e conhecimento técnico avançado para identificar e explorar vulnerabilidades nos mecanismos de prova de vida, incluindo aspectos como profundidade, textura e naturalidade da imagem. Os ataques também podem recorrer a técnicas de injeção de software para simular uma captura ao vivo e contornar camadas de segurança.
“As fraudes sofisticadas cresceram 24 vezes se considerarmos o ano de 2025 e o primeiro semestre de 2026. Trata-se de uma ameaça para a sociedade como um todo e que nenhuma empresa consegue combater sozinha, sem parceiros tecnológicos. Por isso, mantemos nossos sistemas em revisão e estresse contínuos, simulando novos vetores de ataque antes que se tornem tendência no mercado; e combinamos efeito de rede com metadados para identificar e bloquear fraudadores em série“, afirma Fernanda.
Deepfakes caseiros ganham espaço
A disseminação de ferramentas de inteligência artificial também deu origem a um novo fenômeno em 2026: o deepfake caseiro.
Diferentemente das fraudes sofisticadas, esses ataques podem ser produzidos por pessoas comuns com acesso a aplicativos de baixo custo e têm como alvo familiares ou conhecidos. Embora utilizem IA generativa, os vídeos apresentam menor nível de sofisticação técnica e não conseguem, segundo a Unico, enganar o mecanismo de prova de vida, sendo barrados nas camadas básicas de segurança.
O comportamento passou a ser classificado como uma subcategoria das fraudes simples, caracterizadas por ataques de apresentação sem sofisticação técnica. Esse segmento registrou crescimento de 400% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior.
O aumento levou a Unico a rever a categorização das ameaças. Em meados de 2025, as fraudes sofisticadas representavam cerca de 61% do total de ataques enfrentados pela companhia. No primeiro semestre de 2026, apesar do crescimento em volume absoluto, passaram a representar pouco mais de 14% do total.
A redução proporcional, segundo a empresa, não indica queda nas fraudes sofisticadas, mas ocorre em razão do aumento expressivo dos deepfakes caseiros, classificados como fraude simples.
“Nossas auditorias recentes revelam um novo perfil de fraudador: indivíduos comuns usando apps de deepfake para se passar por familiares e aprovar cadastros ou transações. É uma situação que abre espaço para o criminoso explorar a intimidade e o acesso aos dados da vítima. A boa notícia é que, mesmo com IA, essas tentativas são facilmente barradas em nossa infraestrutura”, explica Fernanda.
Sobre a Unico
A Unico é a maior rede de verificação de identidade da América Latina e o elo de confiança definitivo na sociedade digital. Presente em mais de 20 países e operando em 23 segmentos de negócios, a companhia utiliza biometria facial, inteligência artificial e robustas camadas de segurança para validar com precisão absoluta quem realiza uma transação, mitigando riscos de identidade em tempo real. Com uma base que engloba 96% da população economicamente ativa do Brasil, a Unico é a escolha estratégica de grandes empresas, incluindo os 5 maiores bancos privados e 9 dos 10 principais varejistas.
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