Tecnologias de reconhecimento facial e impressão digital ampliam a proteção em caixas eletrônicos, quiosques e terminais de autoatendimento
A HID apresenta ao mercado brasileiro tecnologias de biometria multimodal que combinam reconhecimento facial e leitura de impressões digitais para reforçar a autenticação de clientes em ambientes bancários.
As soluções podem ser integradas a caixas eletrônicos, quiosques e terminais de autoatendimento, com recursos voltados à identificação de usuários e à detecção de tentativas de falsificação biométrica.
A proposta é ampliar a proteção contra fraudes que utilizam fotografias, vídeos, máscaras, impressões digitais artificiais e outras técnicas de falsificação de identidade, incluindo ameaças associadas ao uso de inteligência artificial.
Para os bancos, a combinação de diferentes modalidades biométricas permite estabelecer mecanismos de autenticação proporcionais ao risco de cada operação, além de fortalecer a segurança nos pontos de atendimento físico.

“As instituições financeiras estão equilibrando duas prioridades críticas: fortalecer a segurança e proporcionar experiências integradas aos clientes. As tecnologias de identidade biométrica e digital podem ajudar as organizações a construir confiança, reduzir fraudes e apoiar o crescimento em escala”, afirma André Reis, diretor de vendas para a América Latina da HID.
Três aplicações para diferentes momentos na jornada bancária
As tecnologias apresentadas pela HID demonstram como a biometria pode ser incorporada a diferentes ambientes bancários e casos de uso.
O terminal biométrico multimodal exemplifica como diferentes formas de autenticação podem se integrar a uma estratégia de identidade mais ampla, permitindo que as instituições financeiras adaptem os processos de verificação às necessidades de cada transação e perfil de risco.

O quiosque de autoatendimento mostra como as tecnologias de identidade podem ser incorporadas a jornadas presenciais com menor dependência da equipe, mantendo, ao mesmo tempo, mecanismos de verificação e autenticação para as transações realizadas pelo cliente.
O caixa eletrônico com reconhecimento facial e biometria de impressão digital, por sua vez, destaca o potencial dessas tecnologias em caixas eletrônicos e ambientes de maior criticidade, onde velocidade e conveniência devem ser combinadas com níveis elevados de segurança.
Essas aplicações ilustram uma jornada cada vez mais híbrida. O mesmo consumidor pode iniciar seu relacionamento com o banco por meio de um smartphone, realizar transações por aplicativos, usar um caixa eletrônico ou quiosque e, em outro momento, recorrer a uma agência física.
Para a HID, a identidade estabelecida durante o cadastro inicial poderia ser utilizada de forma consistente em diferentes canais, reduzindo a necessidade de o cliente comprovar repetidamente sua identidade ao longo do relacionamento com a instituição.
A tecnologia multiespectral amplia a proteção contra fraudes
Entre as tecnologias que compõem essa estratégia estão o HID U.ARE.U Face Module da , desenvolvido para reconhecimento, identificação e verificação facial com tecnologia de inteligência artificial e aprendizado de máquina, bem como os leitores de impressão digital Lumidigm da HID, que aplicam a mesma abordagem de imagem multiespectral à captura de impressões digitais.
O HID U.ARE.U Face Module combina diferentes camadas de captura, incluindo imagens RGB, infravermelho e leitura tridimensional estruturada. Os leitores de impressões digitais aplicam um princípio semelhante, capturando características superficiais e subsuperficiais do dedo sob múltiplos espectros de luz, em vez de uma única imagem plana.
O objetivo em ambos os casos é adicionar novas informações ao processo de autenticação e ajudar a distinguir uma pessoa viva de tentativas de fraude com fotografias, vídeos, telas, máscaras, sobreposições de impressões digitais falsas e outras formas de falsificação biométrica.
A tecnologia multiespectral utiliza diferentes frequências de luz para analisar características como a morfologia facial e a profundidade na captura facial, ou a resposta da pele e do tecido subcutâneo na captura de impressões digitais. Dessa forma, ela adiciona camadas de verificação que vão além da captura de uma imagem convencional.
Essa capacidade se torna ainda mais importante diante do aumento dos chamados “ataques de apresentação”, nos quais criminosos tentam enganar um sistema biométrico usando imagens, vídeos, máscaras ou moldes de impressões digitais falsificados para simular um usuário legítimo.
Outra ameaça vem dos ataques de injeção, nos quais imagens ou dados biométricos são inseridos diretamente na cadeia de autenticação sem que o usuário esteja fisicamente presente no dispositivo.
“A tecnologia precisa ser capaz de comprovar que há uma pessoa real diante do terminal e que os dados biométricos pertencem ao usuário que está realizando a transação. Essa confirmação de presença se torna especialmente relevante em ambientes financeiros, onde uma autenticação comprometida pode abrir as portas para transações fraudulentas”, explica Reis.
Integração com a infraestrutura bancária
Outro ponto destacado pela HID é a possibilidade de adotar tecnologias biométricas dentro das estruturas bancárias existentes.
A arquitetura dessas soluções biométricas foi desenvolvida para aplicações críticas de segurança e pode ser incorporada a diferentes ambientes. Como esses leitores biométricos são projetados para integração direta à infraestrutura existente, as instituições financeiras podem adicioná-los sem a necessidade de uma grande reformulação de hardware. Ambas as soluções também contam com processamento de ponta, permitindo que parte da inteligência necessária para analisar as informações biométricas seja executada diretamente no dispositivo.
Para as instituições financeiras, a capacidade de incorporar novos mecanismos de autenticação sem necessariamente substituir toda a infraestrutura instalada pode facilitar a evolução dos sistemas de segurança e ampliar os casos de uso da biometria.
Embora muitas operações bancárias tenham migrado para dispositivos móveis, caixas eletrônicos, terminais de autoatendimento e outros pontos de contato presenciais continuam sendo relevantes para a jornada do consumidor. A HID acredita que esses ambientes também precisam acompanhar o ritmo da sofisticação das ameaças que já afetam os canais digitais.
Da autenticação à infraestrutura de confiança
Para a HID, a evolução da biometria amplia o papel da identidade confiável dentro das instituições financeiras. Em vez de uma etapa isolada de segurança, a autenticação passa a fazer parte de uma infraestrutura que conecta os diferentes canais utilizados pelos clientes.
“A biometria não é mais apenas uma questão de conveniência. Em ambientes financeiros, ela se torna parte da infraestrutura de confiança necessária para garantir que a pessoa que realiza uma transação seja realmente quem afirma ser”, observa Reis.
A empresa também argumenta que segurança e experiência do usuário não precisam ser objetivos conflitantes. Ao combinar diferentes tecnologias de identidade e biometria, os bancos podem fortalecer os mecanismos de prevenção de fraudes e, ao mesmo tempo, manter as jornadas simples para seus clientes.
“O futuro da identidade digital depende de encontrar o equilíbrio certo entre segurança, conveniência e confiança. Os avanços na biometria estão ajudando as instituições financeiras a criar experiências que são, ao mesmo tempo, mais seguras e mais simples para os clientes, desde a adesão até o processo de autenticação”, acrescenta Reis.
Sobre HID

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