A regulação de ativos digitais tem como objetivo aumentar a transparência das operações e fortalecer mecanismos de supervisão
O mercado de ativos digitais segue em expansão no Brasil, impulsionado pelo aumento da adoção de criptoativos, processos de tokenização e soluções baseadas em blockchain. Ao mesmo tempo, o avanço da regulamentação do setor tem estabelecido novos parâmetros para o funcionamento desse ecossistema, exigindo que as empresas fortaleçam suas estruturas de governança e compliance para acompanhar as exigências do mercado.
Segundo dados da Receita Federal, o mercado brasileiro de criptoativos movimentou R$505,5 bilhões em 2025, registrando crescimento de 21,5% em relação ao ano anterior. O volume reforça a consolidação dos ativos digitais no país e evidencia a necessidade de mecanismos regulatórios capazes de acompanhar a evolução desse mercado.

De acordo com Felipe Sabino, CEO e cofundador da Aurex, fintech AI-first especializada em infraestrutura de câmbio corporativo e pagamentos internacionais, um dos principais desafios para as empresas é acompanhar a evolução das regras e garantir que processos internos estejam alinhados às exigências dos reguladores. “O mercado de ativos digitais passa por um momento de amadurecimento. À medida que novas diretrizes são estabelecidas, as empresas precisam desenvolver estruturas capazes de responder a requisitos relacionados à transparência, monitoramento de operações, gestão de riscos e governança“, afirma.
O executivo explica que a segurança, nesse cenário, está diretamente ligada à capacidade das organizações de operar de forma aderente às normas vigentes. Isso envolve desde a implementação de políticas de compliance até a criação de mecanismos de controle e monitoramento que permitam maior rastreabilidade das operações realizadas.
A regulamentação tem como objetivo aumentar a transparência das operações, fortalecer mecanismos de supervisão e criar padrões que contribuam para um ambiente mais confiável para empresas, investidores e consumidores. Nesse contexto, organizações que atuam ou pretendem atuar com ativos digitais precisam olhar para a conformidade regulatória como parte estratégica de suas operações.
Outro ponto importante é a necessidade de acompanhar continuamente as discussões regulatórias. Como se trata de um setor em constante evolução, novas exigências podem surgir à medida que o mercado se desenvolve e que o uso dos ativos digitais se torna mais amplo em diferentes segmentos da economia.
“Mais do que reagir às mudanças regulatórias, as empresas precisam adotar uma postura preventiva. Organizações que incorporam governança e conformidade desde a concepção de seus projetos tendem a estar mais preparadas para responder às exigências do mercado e aproveitar oportunidades de crescimento de forma sustentável“, conclui.
Sobre a Aurex
Fundada em 2025 por Felipe Sabino, Lisandra Pereira e Henrique Saavedra, a Aurex é uma fintech AI-first especializada em soluções de câmbio corporativo para multinacionais na América Latina. A empresa combina inteligência artificial e ativos digitais, incluindo stablecoins nativas para automatizar decisões de câmbio, simplificar o compliance regulatório em múltiplas jurisdições e tornar pagamentos transfronteiriços mais rápidos, seguros e eficientes. Em menos de um ano de operação, a companhia já atingiu o breakeven, movimentando R$100 milhões em 2025, com clientes corporativos no Brasil, México, Europa e Estados Unidos.
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