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Ameaças iminentes transformam a cibersegurança no porto-seguro do setor de energia

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Empresa de Israel traz tecnologia de ponta em cibersegurança para o mercado brasileiro

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3 de abril de 2024

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28 de março de 2024

AX4B: 64% das empresas brasileiras não possuem soluções corporativas de antivírus, apesar do aumento de 7% nos ataques cibernéticos

A AX4B acaba de divulgar os resultados de sua mais recente pesquisa sobre a situação da segurança cibernética no Brasil.

26 de março de 2024

Energia: 6 em cada 10 executivos reconhecem que suas organizações estão vulneráveis a ataques cibernéticos

Cerca de 85% desses especialistas consideram provável que operações sejam desligadas por ataques cibernéticos, e 84% esperam que danos a ativos e infraestrutura aconteçam.

29 de setembro de 2022

Com a chegada das redes inteligentes e do mercado livre de energia, cibersegurança deve ser prioridade nas empresas do setor

Oito em cada dez companhias brasileiras (83%) prevêem um aumento de gastos em cibersegurança neste ano e, para 33%, a alta deve ser de 15%

3 de agosto de 2022

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Nessa visão, sistemas integrados permitem adições modulares de capacidade, o que possibilita aos proprietários de data centers implementar infraestrutura rapidamente sem sacrificar qualidade ou segurança.

12 de julho de 2022

Profissionais de energia acreditam que suas empresas precisariam ser atacadas antes de investir em defesas cibernéticas

67% dos profissionais de energia reconhecem que os incidentes em seus sistemas os levaram a fazer grandes mudanças em estratégias de segurança.

5 de julho de 2022

É evidente que investimentos corretos na área de cibersegurança são elementos essenciais para aumentar a proteção contra hackers

Por Julio Cesar Fort

cibersegurança
Julio Cesar Fort, sócio e Diretor de Serviços Profissionais da Blaze Information Security

Nos próximos anos, um dos principais alvos dos hackers será o segmento de energia, como aponta uma pesquisa da Applied Risk.

Segundo o levantamento feito com 940 profissionais da área, seis em cada dez executivos de segurança do setor elétrico estão preocupados com as vulnerabilidades acerca do tema em suas concessionárias. 

Por essa razão, aproximadamente 85% desses líderes consideram que operações devem ser desligadas por ataques cibernéticos, além de possuírem a expectativa de que danos a ativos e infraestrutura aconteçam no futuro. 

Há diversos motivos que estão levando os cibercriminosos a focar os seus esforços no ramo. O maior deles, sem dúvida, é a extorsão por meio de ransomware.

Se olharmos para exemplos internacionais, existem alguns casos recentes desta categoria, como o da empresa norte-americana Colonial Pipeline, em que um grupo de atacantes russos sequestrou os sistemas informáticos da companhia e causou graves prejuízos, inclusive paralisações no fornecimento de energia.

Ou ainda o ataque à EDP (Energias de Portugal), que é a maior fornecedora do país, em que houve um grande vazamento de dados.

Outra esfera que se abriu para a ação dos hackers é a geopolítica. Já em 2015, a Rússia havia invadido os sistemas da Ucrânia com o malware BlackEnergy, que afetou 80 mil pessoas com um apagão.

Com o agravamento do conflito entre as nações este ano, a perspectiva é de que ações como essa estejam mais suscetíveis a acontecer em 2023. Isso sem falar nas incertezas sobre o controle de fontes energéticas, impulsionadas pelas iniciativas de busca de alternativas renováveis.

Nesse sentido, as novas matrizes podem causar o declínio nos preços de petróleo, gás natural e carvão, que são dominados pelos próprios russos e países árabes.

Com isso, há uma possibilidade considerável de casos de espionagem e sabotagem crescerem, replicando situações parecidas à da investida massiva contra a Saudi Aramco (Arábia Saudita) e RasGas (Catar) pelo grupo Shamoon, em 2012, atribuída ao governo do Irã, o qual danificou mais de 30 mil computadores das organizações.

Dadas essas circunstâncias, não é à toa que existem iniciativas governamentais na Europa, Estados Unidos (CISA) e Cingapura (capitaneadas pela CSA, a agência nacional de cibersegurança) de criar defesas e processos para garantir a segurança do setor, que é vital às economias locais.

Falando em números, o próprio segmento como um todo deve investir cerca de US$ 10 bilhões em soluções desse âmbito até 2025, de acordo com um estudo da GlobalData.

Já em relação aos tipos de ação contra ataques cibernéticos, há inúmeras áreas de atuação no mercado, que devem ser analisadas e escolhidas como foco dos governos e empresas segundo as suas necessidades.

Dentre elas, é possível citar a inteligência de ameaças; governança e boas práticas; questões mais operacionais, como testes de invasão; e a administração de sistemas baseados em frameworks específicos, como NERC CIP (para operadores elétricos na América do Norte).

Por esse motivo, cada vez mais surgem novas empresas de consultoria especializadas em segurança digital para o setor de energia e infraestrutura crítica.

Com elas, a implementação de defesas contra atacantes é acelerada por conta do planejamento das equipes internas qualificadas e consultores, que, juntos, formam um grande time centrado na elaboração de programas de cibersegurança robustos para evitar ataques.

Vale ressaltar que esses profissionais conhecem de forma ampla o mercado e sabem como combinar ideias e fatores práticos. Em outras palavras, os especialistas dominam o contexto de protocolos industriais específicos e a melhor forma de implementá-los nos ambientes digitais das empresas.

Assim, as proteções se tornam direcionadas, estrutura fundamental para riscos particulares, a exemplo do tensionamento geopolítico já citado.

Portanto, é evidente que investimentos corretos na área de cibersegurança são elementos essenciais para aumentar a proteção contra hackers – e a corrida das marcas para formarem as suas barreiras já começou.

E, como o cenário corporativo aponta, essa canalização de verba para o setor não deve parar tão cedo, especialmente se levarmos em conta o impacto gigantesco que o ramo de energia tem sobre praticamente todos os países ao redor do mundo.

Isso mostra que é mais inteligente se prevenir do que esperar o pior acontecer.

Sobre o autor

Julio Cesar Fort é sócio e Diretor de Serviços Profissionais da Blaze Information Security, uma das principais empresas globais especializadas em segurança ofensiva com foco em pentest  (teste de intrusão) e desenvolvimento seguro contra ataques cibernéticos. 

Especialista em cibersegurança com quase 20 anos de experiência, o executivo foi o responsável por agregar a equipe de segurança cibernética das Olimpíadas de Londres de 2012 e do banco de investimentos UBS.

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