Em dois dias em Washington, governador Caiado selou entendimentos com autoridades e investidores (incluindo DFC, CSIS e U.S. Chamber) que colocam estado em posição estratégica
O governador Ronaldo Caiado encerrou com saldo positivo sua missão oficial a Washington, nos Estados Unidos. Durante dois dias, o líder do Executivo goiano apresentou o potencial do Estado a integrantes do governo americano, e a importantes players do segmento tecnológico, e retornou ao Brasil com sinalização positiva para parcerias voltadas para exploração de terras raras, bem como o desenvolvimento de projetos com o uso de Inteligência Artificial (IA) e data centers.
“Tivemos a felicidade e a oportunidade de mostrarmos o potencial de minérios em nosso território. Goiás, hoje, é uma ilha de segurança no Brasil, que vem se industrializando e, cada vez mais, avança na transformação de seus produtos, ampliando as suas áreas de serviço”, avaliou
Secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima fez um retrospecto das agendas que, em sua avaliação, colocaram o estado em uma vantagem estratégica. “A gente pôde tratar de forma mais ampla as parcerias entre Goiás e Estados Unidos. Eles manifestaram total apoio à cooperação. Terminamos a discussão do nosso acordo mais abrangente, que está pronto para ser assinado. Devemos só agendar a data agora de assinatura”, afirmou.
Os norte-americanos, segundo informou, também se mostraram dispostos a fazer investimentos na linha de exploração da cadeia produtiva dos metais críticos. “Para avançarmos nas pesquisas de separação e depois de desenvolvimento da indústria dos imãs”, comentou Adriano.
A implantação de data centers foi um tema que acabou surgindo e ganhando fôlego nas tratativas. “Eles vão olhar para Goiás agora também como ponto de destinação, uma vez que nós temos também o Marco Civil da Inteligência Artificial, sancionado ano passado. Estamos uns bons passos à frente e isso está chamando a atenção para Goiás. Enquanto essa discussão no Congresso Federal está patinando já há um tempo, com uma lei antiquada, que copiou a legislação europeia e que a própria Europa já está mudando”, afirmou.
Outro diferencial importante é o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia) da Universidade Federal de Goiás (UFG). “Hoje, aplicativos desenvolvidos por esse centro já são utilizados em diversos outros, como iFood, na área de saúde, seguros, usados por cerca de 150 milhões de brasileiros. É o único que tem as GPUs mais avançadas da Nvidia instaladas. Isso dá uma ideia da abrangência, é um centro de muita relevância”, avaliou o secretário, ao se referir a processadores de informática capazes de executar muitas tarefas ao mesmo tempo.
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