Artigo de André Dias, da Adistec Brasil, analisa por que a proteção de dados deixou de ser um tema técnico e passou a ocupar posição central nas estratégias de competitividade, inovação e resiliência das empresas
Este artigo de André Dias, Engineering Sales Specialist da Adistec Brasil, discute como a crescente valorização dos dados nas organizações exige uma abordagem estratégica de proteção e governança. Em um cenário em que apenas 14% das empresas conseguem alinhar segurança da informação com objetivos de negócio, segundo o Gartner, proteger dados deixou de ser apenas uma responsabilidade da área de TI e passou a ser um fator determinante para competitividade, confiança do mercado e sustentabilidade empresarial.
Por André Dias
Em um mundo cada vez mais digitalizado, os dados deixaram de ser apenas um insumo operacional para se tornarem um dos ativos mais estratégicos das organizações. Essa evolução não é apenas teórica — ela se reflete nas prioridades de investimento, nas expectativas dos clientes e, principalmente, nas respostas dos mercados diante de ameaças e oportunidades.

Proteger dados hoje não é mais um tema técnico restrito à área de TI: é uma decisão que impacta diretamente a capacidade de uma empresa competir, inovar e se sustentar. A trajetória dessa transformação fica ainda mais clara quando olhamos para dados de instituições de análise reconhecidas, como o Gartner.
Um estudo global da Gartner de 2025, revelou que, apesar da importância crítica desse tema, apenas 14% dos líderes de segurança e gerenciamento de risco conseguem conciliar, de forma eficaz, a proteção dos ativos de dados com os objetivos de negócios.
Em outras palavras: apenas uma em cada sete organizações consegue, ao mesmo tempo, proteger seus dados e usá-los de forma a impulsionar resultados corporativos.
Resiliência Empresarial
Esse número é um alerta estratégico. Porque, à medida que as empresas acumulam volume de dados, aumenta também a superfície de risco, e com ela, as potenciais consequências de falhas de proteção. Vazamentos, interrupções operacionais e penalidades regulatórias não são apenas dores de cabeça táticas; são eventos que corroem a confiança de clientes, parceiros e investidores, enfraquecendo posições competitivas em mercados já pressionados.
Por isso, proteger dados deixou de ser um custo ou uma obrigação regulatória e passou a ser um elemento central de resiliência empresarial.
A própria dinâmica de investimentos globais confirma esse movimento. O Gartner projetou em 2025 que os gastos mundiais com segurança da informação tem expectativa de ultrapassar US$ 240 bilhões em 2026 diante de ameaças crescentes e maior conscientização corporativa sobre riscos digitais.
Esses números não representam apenas cifras: refletem uma lógica de mercado onde a segurança dos dados ocupa lugar de destaque nas decisões estratégicas, seja para proteger ativos sensíveis, seja para sustentar a confiança do cliente, que hoje exige mais transparência e integridade no uso de suas informações.
O cenário de proteção de dados tem, também, outra camada de desafio: a própria tecnologia que potencializa negócios, como a inteligência artificial, amplia vetores de risco. Isso exige das organizações uma postura de governança de dados mais madura, que vá além de firewall e antivírus, e que integre práticas de gestão, cultura organizacional e arquitetura tecnológica.
Em essência, proteger dados virou proteger o futuro dos negócios. Aqueles que entenderem esse imperativo como um elemento de diferenciação, e não apenas de defesa, estarão melhor posicionados para inovar de forma sustentável, gerar confiança no mercado e criar valor de longo prazo.
E, como lembra a própria pesquisa de mercado, o equilíbrio entre proteção e uso estratégico de dados não é simples, mas é indispensável.
Proteger dados não é uma tarefa técnica isolada, é um compromisso estratégico que fortalece a confiança, sustenta operações e abre caminhos para oportunidades únicas em um mundo digital cada vez mais complexo.
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