O especialista argumenta que pagamentos por aproximação, celulares desbloqueados e distração nas multidões aumentam a vulnerabilidade
Com blocos lotados, pagamentos cada vez mais rápidos e celulares sempre à mão, o Carnaval se tornou um dos períodos mais sensíveis para a segurança digital. Mais do que evitar a perda física do aparelho, o desafio do folião é proteger dados pessoais e impedir prejuízos financeiros em um ambiente marcado por aglomerações e distrações. Nesse cenário, unir comportamento preventivo a ferramentas de proteção digital deixou de ser opcional.

A segurança começa nas escolhas mais simples, como a forma de pagar e as configurações do celular. Atenção aos valores exibidos nas maquininhas, uso consciente do pagamento por aproximação e ativação de recursos como biometria e autenticação em dois fatores fazem toda a diferença. “Não basta ter o aplicativo do banco instalado. É fundamental que as camadas de defesa estejam ativas e alinhadas ao comportamento do usuário. No Carnaval, o cansaço e a distração reduzem a percepção de risco, facilitando golpes envolvendo leitura indevida por aproximação (NFC skimming) e uso de maquininhas adulteradas”, alerta Evandro Carlos Teruel, especialista e coordenador dos cursos de Tecnologia em Segurança da Informação e Segurança Cibernética EAD.
Na prática, antecipar vulnerabilidades é o principal fator de proteção. O uso de carteiras digitais configuradas para exigir autenticação biométrica nas transações, a desativação da função de pagamento por aproximação do cartão no aplicativo do banco e o bloqueio remoto do aparelho em caso de furto ajudam a aumentar a blindagem digital. “Mesmo que o celular seja levado, essas medidas impedem o acesso às contas e reduzem significativamente os danos”, explica Teruel.
A segurança, porém, não depende apenas do usuário. Ela começa muito antes da transação, na infraestrutura dos serviços financeiros. Definir limites diários para transferências via Pix, ativar notificações em tempo real e acompanhar movimentações suspeitas são práticas que fortalecem a proteção do consumidor. “Quando monitoramento e prevenção atuam juntos, a tecnologia deixa de ser uma ameaça e se torna uma aliada poderosa contra prejuízos financeiros”, destaca o especialista.
Entre as principais tendências em segurança digital, de acorestão a biometria comportamental, capaz de identificar padrões suspeitos de uso, e o uso criterioso de VPNs como camada adicional de proteção em redes públicas abertas. Esse cenário impulsiona a demanda por profissionais preparados para atuar de forma estratégica na proteção de dados e sistemas em ambientes altamente conectados.
Na Gestão da Tecnologia da Informação, esses profissionais são responsáveis por definir políticas de segurança e governança, garantindo que a inovação caminhe lado a lado com a proteção de dados. Já a graduação em Segurança da Informação foca na confidencialidade, na conformidade com a LGPD e na análise de riscos. Por sua vez, a área de Segurança Cibernética, como área especializada da Segurança da Informação, concentra-se na defesa técnica contra-ataques ativos, como malwares e invasões em tempo real.
Para atender a esse mercado em expansão, as graduações EAD em tecnologia formam profissionais com visão sistêmica, capazes de atuar na gestão de riscos, na inteligência contra ameaças e na criação de ambientes digitais seguros, fundamentais não só para grandes eventos como o Carnaval, mas para toda a economia digital.
Sobre o Senac EAD
Com 80 anos de educação profissional, o Senac foi pioneiro no ensino a distância no Brasil. A primeira experiência nessa modalidade se deu em 1947 com a Universidade do Ar, em parceria com o Sesc, que ministrava cursos por meio do rádio.
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