Do WhatsApp a falsas centrais bancárias, entenda como golpes digitais evoluíram, quais sinais de alerta e como adotar hábitos para segurança
Os golpes digitais estão mais sofisticados e personalizados e saber como se proteger virou parte essencial da nossa rotina enquanto consumidores. Desconfiar de mensagens urgentes, evitar clicar em links desconhecidos e sempre confirmar a autenticidade de contatos antes de compartilhar dados são algumas das medidas básicas que ajudam a reduzir riscos. Criminosos têm aprimorado técnicas de engenharia social e replicado identidades visuais de marcas e instituições para enganar vítimas e obter informações pessoais e financeiras.
Os números reforçam a dimensão do problema e a importância da prevenção: o Brasil registrou 1,2 milhão de tentativas de fraude apenas em janeiro de 2025 (uma a cada 2 segundos) alta de 41,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Serasa Experian. Além disso, as fraudes bancárias digitais cresceram 220% no primeiro semestre de 2025, impulsionadas principalmente por ataques com malware e estratégias de manipulação psicológica que exploram a confiança e a desatenção dos usuários.
De acordo com Jefferson Macedo, especialista em cibersegurança e Diretor de Serviços da Hexa Security, a evolução tecnológica trouxe benefícios, mas também novos desafios para a segurança digital.
“Os golpistas utilizam inteligência artificial e grandes bases de dados vazados para personalizar ataques, tornando-os mais convincentes e difíceis de identificar. A conscientização dos usuários é hoje tão importante quanto as ferramentas de proteção”, afirma.
Outro levantamento, este produzido pela BioCatch, mostra que mais da metade dos brasileiros já foi vítima de golpes digitais, com perdas que chegam a bilhões de reais, apenas no Pix, foram cerca de R$ 4,9 bilhões desviados em fraudes. O avanço da digitalização e a popularização de pagamentos online têm ampliado a superfície de ataque para criminosos.
Golpes cada vez mais personalizados
Hoje, as fraudes seguem verdadeiras “jornadas fraudulentas”, começando com anúncios falsos ou mensagens em redes sociais que levam a páginas clonadas e, posteriormente, a contatos diretos por telefone ou e-mail. Além disso, cerca de 93% dos golpes prometem benefícios financeiros imediatos e 77% utilizam nomes de marcas ou pessoas públicas para transmitir credibilidade.
“Antes era possível identificar fraudes por erros simples, mas hoje os ataques simulam com perfeição empresas reais e até centrais de atendimento. Por isso, a atenção aos detalhes e a verificação das informações são essenciais”, reforça Jefferson Macedo.
Entre os golpes mais frequentes no Brasil estão clonagem de cartão, golpes do WhatsApp, falsas centrais bancárias e fraudes via Pix e SMS, segundo dados da Febraban. Também são recorrentes casos de vendas falsas online e contatos que se passam por funcionários de bancos ou empresas para solicitar transferências. Já em fraudes relacionadas a empréstimos e serviços financeiros, criminosos costumam solicitar pagamentos antecipados ou dados pessoais sob a promessa de crédito fácil, explorando a urgência e a necessidade das vítimas.
Como proteger seus dados pessoais
Para reduzir riscos, especialistas recomendam adotar práticas simples e eficazes no dia a dia. Entre elas estão desconfiar de ofertas vantajosas demais, evitar clicar em links suspeitos e acessar serviços apenas por canais oficiais. Verificar URLs, não compartilhar senhas e desconfiar de mensagens que exigem decisões rápidas também são medidas essenciais.
Jefferson Macedo destaca que a prevenção deve começar com hábitos básicos. “Nunca forneça códigos de verificação, senhas ou dados bancários por telefone ou mensagens. Empresas sérias não solicitam essas informações dessa forma”, alerta. “Além disso, manter dispositivos atualizados e utilizar autenticação em dois fatores pode reduzir significativamente as chances de sucesso dos ataques.”
Os usuários devem estar cada vez mais informados sobre os riscos para reconhecer sinais de fraude. Para Macedo, a educação digital precisa fazer parte da rotina. “Conscientizar familiares, principalmente idosos e pessoas com menos familiaridade tecnológica, é uma das melhores formas de prevenir incidentes e evitar prejuízos financeiros e emocionais”, conclui.
Sobre a Hexa Securityl
Pertencente ao Grupo MakeOne, a Hexa Security foi criada para tornar a cibersegurança mais acessível e eficiente às empresas brasileiras. Com mais de 35 anos de experiência herdada pela holding e mais de 100 clientes ativos, oferece tecnologia 360° em segurança, infraestrutura, comunicações e gestão de sistemas. atua como parceira estratégica, simplificando riscos e entregando soluções que unem inteligência, segurança e eficiência.
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