A criptografia deixa de atuar apenas de forma preventiva e passa a ser determinante para a resiliência operacional, garantindo proteção
Por Marco Zanini

A cibersegurança deixou de ser um tema restrito às áreas técnicas para ocupar o centro das decisões estratégicas de empresas e governos.
Em um ambiente marcado pela explosão de transações digitais, pela integração constante entre sistemas e pelo aumento do valor dos dados sensíveis, segurança não é mais uma camada adicional, é parte estrutural do próprio negócio.
E, nesse novo arranjo, a criptografia assume um papel que por muito tempo foi subestimado: o de infraestrutura crítica.
Não se trata de uma percepção isolada. Relatórios recentes de instituições como Gartner, IDC, NIST e da agência europeia ENISA convergem em um ponto fundamental: criptografia, gestão de chaves e controle de identidades tornaram-se os pilares da confiança digital.
Segundo o Gartner, até 2026, organizações que continuarem tratando a criptografia como um recurso técnico de bastidor estarão mais expostas a riscos que vão muito além de falhas operacionais, envolvendo impactos regulatórios, financeiros e reputacionais.
E o motivo, na minha opinião, é evidente. A adoção acelerada de arquiteturas distribuídas, APIs abertas, computação em nuvem, meios de pagamento instantâneos e ativos digitais ampliou drasticamente a superfície de ataque.
Assim, fragilidades históricas no gerenciamento de chaves criptográficas e na proteção de dados, antes toleráveis em ambientes mais fechados, tornaram-se incompatíveis com ecossistemas digitais complexos e interconectados.
Nesse contexto, a criptografia deixou de ser invisível e passou a sustentar, na prática, a operação de setores inteiros. Transações via PIX, operações com cartões, sistemas de pagamento eletrônico e redes baseadas em blockchain só existem porque mecanismos criptográficos garantem confidencialidade, integridade e autenticidade.
Quando chaves são expostas, mal gerenciadas ou compartilhadas de forma inadequada, não é só uma camada de segurança que falha, é todo o modelo de confiança que entra em colapso, independentemente das demais defesas implementadas.
Outro conceito que ganha protagonismo é o de crypto-agility. Amplamente discutida pelo NIST e reforçada pelo IDC, a capacidade de atualizar algoritmos criptográficos de forma ágil, segura e controlada tornou-se uma necessidade presente.
A evolução das ameaças e a perspectiva concreta da computação quântica impõem às organizações o desafio de preparar hoje sistemas capazes de evoluir amanhã. Para dados sensíveis com longa vida útil, como registros financeiros, transacionais e identitários, a criptografia pós-quântica não é um exercício acadêmico, é uma prioridade estratégica.
Penso que, paralelamente, o modelo de Zero Trust consolida-se como novo padrão de arquitetura. A premissa de que nenhum usuário, dispositivo ou aplicação deve ser implicitamente confiável exige autenticação contínua, controle rigoroso de privilégios e proteção criptográfica em todas as interações. Identidades, APIs e integrações passam a ser tratadas como ativos críticos, demandando governança sólida e monitoramento permanente, uma ruptura clara com os antigos modelos baseados em perímetro.
Esse movimento ganha ainda mais relevância diante do uso crescente de inteligência artificial por agentes maliciosos. A própria ENISA alerta que ataques baseados em IA tendem a ser mais rápidos, adaptativos e difíceis de detectar.
Nesses cenários, dados criptografados e chaves bem protegidas tornam-se, muitas vezes, a última linha de defesa. A criptografia deixa de atuar apenas de forma preventiva e passa a ser determinante para a resiliência operacional, garantindo proteção mesmo quando outras camadas são comprometidas.
Do ponto de vista regulatório, entendo que a mensagem é igualmente clara. Órgãos supervisores e auditorias vêm elevando o nível de exigência sobre governança criptográfica, segregação de acessos, rastreabilidade e evidências técnicas auditáveis — especialmente nos setores financeiro, de pagamentos e de infraestrutura crítica. Demonstrar conformidade contínua será, cada vez mais, um diferencial competitivo, para além de ser uma obrigação legal.
É nesse cenário que empresas posicionadas na base da infraestrutura digital assumem um papel estratégico. Ao estruturar soluções sobre criptografia forte, gestão segura de chaves, controle de identidades e arquiteturas preparadas para evoluções tecnológicas, organizações contribuem diretamente para a sustentação da confiança digital em ecossistemas complexos.
Desta maneira, o futuro da cibersegurança estará na capacidade de detectar ataques mais rápido e em construir sistemas onde a segurança seja intrínseca ao funcionamento do negócio. Em 2026, inovação e crescimento só serão sustentáveis quando apoiados por uma base criptográfica sólida, resiliente e preparada para o que vem pela frente.
Sobre a DINAMO NETWORKS

DINAMO NETWORKS é especialista em segurança digital e criptografia. Possui a maior biblioteca de APIs de alto nível e tem participado dos principais projetos de segurança do País como: Piloto do DREX (Real Digital), Anonimização de Dados para conformidade a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assinatura e processamento do PIX, Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB), Processamento de Cartões, Assinatura do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), IR pela Internet, Nota Fiscal Eletrônica, entre vários outros. Fábrica diferentes modelos de appliances de segurança, ou Hardware Security Module (HSMs), todos com certificação internacional FIPS 140-2, nível 3, utilizados pelos principais bancos brasileiros, incluindo o Banco Central do Brasil (em especial para a criptografia do PIX) e pelas empresas dos mais diversos segmentos de forma On-Premise ou em nuvem (Cloud). Recentemente, lançou a primeira plataforma de soluções de criptografia com pagamento por uso disponível no mercado mundial, a DINAMO SuperCloud.
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