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Lawtechs e legaltechs: a revolução digital no Direito

30 de agosto de 2021

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Bertacchini da Nethone compartilha sua visão sobre o cenário atual de fraudes digitais

Tivemos a oportunidade de conversar com Bertacchini, especialista em Desenvolvimento de Negócios Sênior na Nethone, sobre como as empresas podem se blindar contra ciberameaças.

17 de abril de 2024

A Transformação Digital do Mercado Imobiliário: Blockchain, Moedas digitais, Cartórios e o Futuro

A tecnologia blockchain tem despertado interesse devido ao seu potencial disruptivo em vários setores, incluindo o setor imobiliário.

8 de abril de 2024

Empresa de Israel traz tecnologia de ponta em cibersegurança para o mercado brasileiro

Com o potencial de crescimento do mercado brasileiro e sua consequente inserção no ambiente digital, os fundadores da Cysfera decidiram trazer as inovações de ponta israelenses ao cenário nacional.

3 de abril de 2024

Do primeiro Robô Advogado ao ChatGPT: Você sabe como as IAs podem impactar o futuro do setor jurídico?

Assista o webinar na íntegra, gratuitamente pelo canal oficial da doc9 no YouTube e obtenha insights essenciais sobre como aproveitar ao máximo as tecnologias emergentes e manter vantagem competitiva neste setor em constante evolução.

28 de março de 2024

AX4B: 64% das empresas brasileiras não possuem soluções corporativas de antivírus, apesar do aumento de 7% nos ataques cibernéticos

A AX4B acaba de divulgar os resultados de sua mais recente pesquisa sobre a situação da segurança cibernética no Brasil.

26 de março de 2024

Inteligência Artificial e Direito no Brasil

ICAIL mostrou que direito e inteligência artificial precisam ser pensados juntos

21 de julho de 2021

Brasil sediará Conferência Internacional sobre Inteligência Artificial e Direito

O ICAIL (Conferência Internacional sobre Inteligência Artificial) 2021 está em sua 18ª edição e pela primeira vez será sediado em um país da América Latina

18 de junho de 2021

FGV Direito Rio identifica áreas de cooperação entre a União Europeia e o Brasil em relação a negócios digitais e às tecnologias emergentes

Segundo webinar sobre Economia Digital e Inovação debate conectividade e novas infraestruturas digitais; evento sob os auspícios da Presidência Portuguesa do Conselho da UE

16 de junho de 2021

LGPD: o maior risco para as empresas é o conhecimento do público sobre seus direitos

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor no Brasil depois de diversas discussões legislativas

14 de outubro de 2020

Consumidor tem direito limitado a exclusão de dados por empresas

A Lei Geral de Proteção de Dados, que entrou em vigor no dia 18 de setembro, já está provocando uma corrida de consumidores em sites de empresas para eliminação de dados pessoais

23 de setembro de 2020

Um mapeamento realizado pela Associação Brasileira de Startups mostrou que o número de startups dedicadas ao Direito dobrou nos últimos cinco anos

Por Marcelo Kramer

Marcelo Kramer – CEO da Clicksign

As lawtechs e legaltechs chegaram para provar que a tecnologia pode fluir para as mais diferentes atividades profissionais, inclusive a conservadora área jurídica.

Mesmo sendo um setor apegado à tradição, o Direito não ficou estagnado ante a revolução digital.

É preciso que os profissionais da área legal acompanhem as evoluções tecnológicas com urgência, pois o futuro está sendo construído agora e já existem inúmeras inovações criadas especificamente para o segmento. 

Elas são empresas de tecnologia que criam soluções inovadoras para o setor jurídico. Softwares de gestão de processos, ferramentas digitais e monitoradores legislativos são alguns exemplos dos produtos oferecidos. 

Já a Associação Brasileira de lawtechs e legaltechs (AB2L) indica que desde 2017 esse número aumentou em 300% e que o país registra cerca de 150 startups desta natureza.

Esses novos atores no cenário jurídico têm feito as lideranças dos maiores escritórios de advocacia repensarem como seus serviços são prestados e não atingiram somente os grandes.

Também fizeram com que pequenos escritórios, profissionais autônomos e outras partes deste ecossistema também renovassem sua forma de atuar no direito. 

As plataformas criadas por estas startups ajudam os escritórios a aumentar a velocidade de seu trabalho e eliminar o desperdício de tempo. Isso auxilia na produtividade e resulta em mais horas faturáveis para um advogado.

Dessa forma, práticas que exigem grande complexidade de análises e tarefas repetitivas, que ocupam muito tempo dos profissionais da área, ganham novas soluções de gerenciamento de tarefas. E, assim, otimizam um fluxo de trabalho que seria feito por uma ou várias pessoas. 

Há inúmeros tipos de serviço prestados por estas empresas de inovação, como analytics e jurimetria que, com o uso de Inteligência Artificial, faz a análise e compilação de dados e jurimetria, podendo prever a decisão judicial a ser feita sobre determinada demanda.

Os robôs dessas plataformas fazem uma “varredura” nas sentenças e acórdãos proferidos no Brasil, leem o conteúdo e fazem o cálculo da probabilidade de êxito com base no histórico de decisões de cada magistrado. 

Também temos aquelas que agem na automação e gestão de documentos, startups que trabalham fazendo a automação de contratos e outros documentos jurídicos, e na gestão do ciclo de vida desses contratos e processos. 

Já as empresas que atuam com compliance promovem ações voltadas para que se cumpram as normas legais nacionais e internacionais estabelecidas.

Portanto, as ferramentas que elas disponibilizam desenvolvem e espalham uma cultura de integridade em outras empresas e, desse modo, evitam que elas sejam penalizadas por irregularidades administrativas, legais e éticas. 

Além destas, levando inovação para o mercado do Direito existem startups especializadas em monitorar e promover a gestão das informações públicas que estão disponíveis para consultas online.

E aquelas focadas na resolução de conflitos online com tecnologias que facilitam a mediação, arbitragem e negociação de acordos, sem a necessidade de recorrer à Justiça.  

Em resumo, ao mesmo tempo que estas soluções oferecidas facilitam os processos dentro das empresas, elas também reduzem custos e tornam os serviços jurídicos mais acessíveis a um número maior de clientes. E, como todos sabemos, mais clientes, mais faturamento e mais faturamento resulta em crescimento. 

Lawtechs e legaltechs são o presente e, certamente, se manterão no futuro do direito como a melhor e única estratégia.

Sobre Marcelo Kramer

Marcelo Kramer é fundador e CEO da Clicksign , empresa brasileira com 10 anos de atividade pioneira em fornecer tecnologia para assinaturas eletrônicas. Tem graduação em Direito pela PUC-SP e formação em negócios pela Universidade de Michigan-EUA.

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