Marcos Gouvêa, fundador e diretor da Gouvêa Ecosystem fala que a IA assume um papel estrutural, integrando ponta a ponta a cadeia de valor

Marcos Gouvêa, fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem, acredita que o varejo global vive um dos momentos mais transformadores de sua história, impulsionado pela consolidação da chamada era agêntica da Inteligência Artificial.
Segundo ele, a IA deixa de ser apenas uma tecnologia de apoio ou automação e passa a atuar como um agente ativo na operação e na estratégia das empresas, com capacidade de interpretar cenários, definir prioridades e executar ações de forma autônoma.
Ele afirma que essa nova fase marca o fim de uma abordagem experimental da inteligência artificial no varejo, pois o setor já passou anos testando aplicações pontuais, como chatbots, motores de recomendação e análises preditivas isoladas e agora a IA assume um papel estrutural, integrando ponta a ponta a cadeia de valor. Isso inclui desde o planejamento de sortimento e gestão de estoques até decisões de preço, abastecimento, logística e relacionamento com o consumidor.
O executivo explica que a principal diferença da IA agêntica está na sua capacidade de agir orientada a objetivos de negócio, e não apenas responder a comandos humanos. Esses agentes inteligentes conseguem coordenar múltiplos sistemas, analisar grandes volumes de dados em tempo real e tomar decisões contínuas, ajustando rotas conforme mudanças no comportamento do consumidor, nas condições de mercado ou na operação interna das empresas.
Outro ponto enfatizado é o impacto direto dessa evolução na experiência do cliente. Para ele, a IA passa a permitir níveis inéditos de personalização, com interações mais contextuais, relevantes e consistentes em todos os canais.
“O consumidor deixa de ser impactado por ofertas genéricas e passa a viver jornadas construídas de forma dinâmica, quase individualizadas, baseadas em dados, intenção e momento”, destaca.
Gouvêa também chama a atenção para os desafios que acompanham essa transformação. Para ele, a adoção da IA agêntica exige uma revisão profunda da arquitetura tecnológica, dos modelos de governança e da cultura organizacional. “Não basta contratar tecnologia. É preciso preparar pessoas, redefinir processos e estabelecer regras claras sobre uso de dados, ética, segurança e responsabilidade nas decisões automatizadas”, alerta.
Na sua visão, o avanço da inteligência artificial também redefine o papel da liderança no varejo. Executivos passam a atuar menos como tomadores de decisão isolados e mais como orquestradores de sistemas inteligentes, capazes de direcionar a tecnologia para objetivos estratégicos claros. “A vantagem competitiva não estará em quem tem mais dados, mas em quem sabe transformar esses dados em decisões melhores e mais rápidas”, acrescenta.
Ao abordar o cenário brasileiro, o executivo destaca que o país tem uma oportunidade relevante de acelerar essa transformação, desde que as empresas deixem de enxergar a IA apenas como custo ou inovação experimental.
Para ele, organizações que conseguirem integrar a inteligência artificial de forma estratégica terão ganhos expressivos de eficiência, produtividade e capacidade de adaptação, enquanto aquelas que retardarem esse movimento tendem a perder relevância frente a concorrentes mais ágeis e orientados por dados.
O empresário reforça ainda que a inteligência artificial não substitui a estratégia humana, mas amplia sua capacidade. “A IA agêntica passa a atuar como um verdadeiro copiloto do negócio, apoiando decisões mais precisas, antecipando riscos e oportunidades e permitindo que as empresas foquem no que realmente gera valor: inovação, relacionamento e crescimento sustentável”, conclui.
Sobre a Gouvêa Ecosystem
A Gouvêa Ecosystem é um ecossistema de consultorias, soluções e serviços que atua em todas as frentes do setor de consumo, varejo e distribuição. Fundada em 1988, é referência no Brasil e no mundo por sua visão estratégica, atuação prática e profunda compreensão do setor. É membro do Ebeltoft Group, consórcio global de consultorias especializadas em varejo.
Verifone antecipa o futuro do varejo na NRF com lançamento global da Família Victa
A Inversão do CX: Quando o cliente do seu Contact Center é uma IA
Agentic Commerce: a nova arquitetura da influência digital
Movimentos que vão orientar o varejo em 2026

Muitos artigos interessantes sobre soluções para segurança e identificação digital aplicadas no segmento do Varejo e e-Commerce são publicadas aqui no Crypto ID. Confira aqui!

Cadastre-se para receber o IDNews e acompanhe o melhor conteúdo do Brasil sobre Identificação Digital! Aqui!































