O varejo deixou de ter espaço para decisões lentas ou genéricas. Transformar-se passou a ser uma condição básica de sustentação do negócio
Por Jean Carlo Bob

O que tem potencial de diferenciar os varejistas que vão liderar o mercado em 2026? Em um setor pressionado por margens cada vez mais apertadas, exposição constante a riscos e consumidores mais atentos a preços, o varejo deixou de ter espaço para decisões lentas ou genéricas. Transformar-se passou a ser uma condição básica de sustentação do negócio.
O que veremos a partir de agora é um setor cada vez mais orientado por dados, mais automatizado, mais seguro e, sobretudo, mais adaptável ao que cada operação irá demandar. A partir dessa realidade, alguns movimentos ganharão peso decisivo e se consolidarão ao longo do ano.
A adoção de Inteligência Artificial (IA) será um dos principais motores de evolução. Se antes a tecnologia ainda parecia em fase experimental, hoje ela já está presente em diversas lojas e sua adoção se tornará ainda mais concreta ao longo do ano. A IA será cada vez mais a chave para uma gestão mais eficiente de estoques e para a previsão de demandas.
O uso para a automação de controles, como para a verificação de idade em produtos com venda restrita e a identificação de erros no escaneamento de compras, além do reconhecimento automático de itens sem código de barras, como frutas e vegetais, deixará ainda mais claro que a IA é uma verdadeira aliada para a redução de riscos e no aumento da eficiência.
Essa mesma lógica de inteligência aplicada ao ambiente operacional se estende a outro desafio central do varejo: a segurança. O combate à fraude deverá ser uma prioridade, já que se trata de uma das principais dores do setor, responsável por prejuízos significativos. Em 2026, varejistas investirão de forma mais estruturada em inovações capazes de identificar comportamentos suspeitos, prevenir fraudes e reduzir perdas antes que elas aconteçam.
A integração entre análise de dados, visão computacional e Inteligência Artificial amplia a capacidade de prevenção e detecção, ao mesmo tempo em que cria ambientes mais confiáveis para clientes e colaboradores.
A ascensão do atacarejo também continuará em alta. A combinação de preços de atacado com a conveniência do varejo responde de forma direta a um consumidor mais criterioso, que analisa mais as opções disponíveis de produtos, faz escolhas conscientes e valoriza cada centavo investido.
Esse formato vem redefinindo a dinâmica do segmento, incentivando o varejo tradicional a rever sua estrutura. Nesse cenário, colocar os interesses do consumidor no centro não é mais um diferencial, mas um fator decisivo para a diferenciação no mercado. A aposta em serviços e na experiência do cliente ganha ainda mais relevância para gerar fidelização.
Por último, mas definitivamente não menos importante, a flexibilidade se consolidará como um requisito primordial. Cada varejista atua em uma realidade própria, com públicos, regiões, sortimentos e desafios distintos, o que reforça a noção de que plataformas rígidas, modelos engessados e estruturas pouco adaptáveis não acompanham a velocidade do mercado.
Diante desse cenário, aumenta a busca por máquinas e soluções capazes de se ajustar rapidamente aos processos, estratégias e particularidades de cada ponto de venda, fator decisivo para quem busca crescimento sustentável.
Os movimentos que ganham força agora apontam para uma combinação de inteligência, tecnologias e modelos de negócio adequados ao novo consumidor. O caminho para 2026 exige visão estratégica e disciplina nas decisões e na execução, além de uma compreensão de que a tecnologia é o meio para operações mais saudáveis e evolução consistente.
Mais do que acompanhar esses vetores de transformação, será fundamental saber aplicá-los de forma estratégica. Quem conseguir equilibrar experiência, eficiência e adaptação contínua estará mais preparado para lidar com as mudanças do mercado e crescer.
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