Alta do chocolate pressiona preços dos ovos de Páscoa e amplia atenção dos comerciantes para prevenção de perdas
A Páscoa de 2026 chega mais cara para os consumidores brasileiros e acende um alerta também para a segurança no comércio varejista. Dados recentes mostram que o preço do chocolate acumulou alta de 24,77% nos últimos 12 meses, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em alguns produtos, os reajustes são ainda mais expressivos, com ovos de Páscoa registrando aumentos superiores a 20% em relação ao ano anterior.
Com produtos mais caros e maior fluxo de consumidores nas lojas, datas sazonais como a Páscoa acabam se tornando também períodos de maior exposição a perdas no varejo físico.

“Quando os produtos ficam mais caros, eles naturalmente se tornam mais atrativos para furtos e outras ocorrências dentro das lojas. Datas como a Páscoa concentram grande fluxo de consumidores e mercadorias de alto valor, o que exige que o varejo reforce suas estratégias de prevenção de perdas”, afirma Rodrigo Tessari, CEO da Deconve, startup catarinense especializada em prevenção de perdas no varejo físico.
Reconhecimento facial como aliado na prevenção de perdas
Segundo Tessari, a tecnologia tem se tornado uma aliada importante do varejo para lidar com esse tipo de cenário. “A Deconve, inclusive, trabalha com soluções de reconhecimento facial aplicadas à segurança dos varejistas físicos, que utilizam inteligência artificial para apoiar equipes de monitoramento e reduzir ocorrências dentro das lojas”, complementa.
Esses sistemas ajudam na identificação de indivíduos envolvidos em ocorrências recorrentes.
“O reconhecimento facial permite que o varejo tenha mais inteligência sobre o que acontece dentro da loja. A tecnologia ajuda a identificar padrões de comportamento associados a furtos e a agir de forma mais rápida na prevenção de perdas”, explica o CEO.
Datas sazonais ampliam desafios do varejo
Assim como ocorre em outras datas importantes do calendário comercial como Black Friday e Natal e liquidações sazonais, a época de Páscoa representa um período de forte movimentação nas lojas. Esse aumento no fluxo de consumidores, combinado com produtos de maior valor agregado, exige atenção redobrada do varejo.
No geral, o relatório do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) em parceria com a Defensoria Pública da União (DPU) aponta que o reconhecimento facial atingiu 40% da população brasileira em 2025. Para Tessari, a tendência é que o uso de tecnologias baseadas em inteligência artificial e reconhecimento facial continue crescendo, especialmente entre os varejistas.
“O varejo tem buscado cada vez mais soluções que permitam antecipar riscos e reduzir perdas sem impactar a experiência do consumidor. O reconhecimento facial é uma dessas ferramentas que ajudam a trazer mais segurança e eficiência para a operação”, destaca.
Além disso, as soluções também contribuem para dar mais eficiência às equipes de segurança, especialmente em períodos de grande movimento como este. No entanto, o uso de reconhecimento facial exige atenção às diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), já que envolve dados biométricos, considerados sensíveis pela legislação.
“A utilização dessas tecnologias precisa ser feita com responsabilidade e transparência, e uso restrito à finalidade de segurança. Quando bem implementado, o reconhecimento facial contribui para a proteção do varejo sem comprometer a privacidade”, finaliza Tessari.
Sobre a Deconve
A Deconve faz parte do Grupo OSTEC, atuando como o braço de segurança física do grupo especializado em cibersegurança. Fundada em Florianópolis (SC), a startup participou do programa de incubação MIDITEC, da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia). Com atuação nacional, a Deconve ajuda varejistas a reduzirem furtos e perdas por meio de uma tecnologia que une reconhecimento facial e inteligência artificial, buscando resultados concretos e com rápida implementação de uso acessível por lojistas.
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