Pagamentos estão se tornando invisíveis. Mas quem garantirá a confiança? Poucas áreas da infraestrutura digital mudaram tão rapidamente nos últimos anos quanto os pagamentos.
O cartão continua relevante, mas passou a dividir espaço com sistemas de pagamentos instantâneos, carteiras digitais, pagamentos por aproximação, transferências account-to-account, pagamentos embutidos em aplicativos e plataformas, modelos de Banking as a Service, Open Finance e, mais recentemente, experiências nas quais agentes de inteligência artificial podem participar da própria jornada de compra.
Ao mesmo tempo em que o ato de pagar se torna menos perceptível para o consumidor, cresce a complexidade tecnológica necessária para que uma transação aconteça com segurança.
Identificar quem está iniciando uma operação, autenticar essa pessoa, dispositivo ou agente, proteger credenciais, avaliar o risco da transação, detectar fraude, autorizar o pagamento e liquidá-lo em poucos segundos são processos que precisam ocorrer quase simultaneamente.
É justamente essa aparente contradição, quanto menos o consumidor percebe o pagamento, mais sofisticada precisa ser a infraestrutura por trás dele, que está no centro desta entrevista.
No artigo que motivou esta conversa com o Crypto ID, Marlon Tseng defende que a competitividade do comércio digital está cada vez mais associada à eliminação de atritos no checkout e chama atenção para o papel de tecnologias como Pix, carteiras digitais, biometria e tokenização na construção dessas novas experiências.
O fenômeno pode ser observado com especial clareza no Brasil. Segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas já utilizaram o Pix, número equivalente a cerca de 80% da população, e o sistema registrou mais de 7 bilhões de transações em maio de 2026.
Mas o movimento é mundial. O Committee on Payments and Market Infrastructures, CPMI, ligado ao Bank for International Settlements, BIS, aponta os pagamentos instantâneos, a interoperabilidade entre sistemas, APIs padronizadas e a harmonização do ISO 20022 como elementos importantes para a evolução dos pagamentos internacionais.
Paralelamente, o setor precisa enfrentar uma segunda transformação: a segurança começa a migrar de senhas e códigos enviados por SMS para modelos baseados em criptografia, autenticação contextual, passkeys, biometria, tokenização e credenciais digitais. A EMVCo, entidade internacional de padronização técnica dos pagamentos digitais, já trabalha com passkeys no ecossistema de pagamentos e, em 2026, publicou uma proposta para credenciais digitais verificáveis destinadas à autenticação de pagamentos com cartões.
E há ainda uma mudança de horizonte mais longa: a preparação da infraestrutura criptográfica para computadores quânticos. O NIST já possui padrões de criptografia pós-quântica prontos para implementação e recomenda que organizações iniciem agora seus processos de migração.
É nesse encontro entre pagamentos, identidade, autenticação, criptografia e experiência digital que o Crypto ID conversa com Marlon Tseng.
Quem é Marlon Tseng?

Marlon Tseng é CEO da Pagsmile, empresa de infraestrutura de pagamentos, fundada por Liu Di, com atuação internacional e forte presença em mercados latino-americanos.
A formação de Marlon Tseng reúne administração, comércio internacional e experiência acadêmica em três países. É graduado em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, cursou International Business/Trade/Commerce na Concordia University, no Canadá, e obteve mestrado em International Trade pela Dongbei University of Finance and Economics, na China.
Antes da Pagsmile, Tseng construiu parte importante de sua trajetória no encontro entre Brasil e Ásia. Na Xcloud Game, em Pequim e São Paulo, atuou em marketing, desenvolvimento de negócios e gestão do mercado brasileiro, trabalhando com parceiros, canais de pagamento, estratégia comercial e expansão. Destacamos sua participação no desenvolvimento da operação do jogo Blood Strike, que alcançou milhões de registros, além de outros títulos publicados pela empresa.
Sua experiência internacional começou ainda antes, com atuação comercial no Canadá e em comércio exterior no Brasil. Na Pagsmile, onde atua desde a década passada, sua trajetória envolve a construção da operação latino-americana, desenvolvimento de redes locais, infraestrutura de pagamentos e expansão internacional.
A experiência é particularmente relevante para esta conversa porque permite observar o mercado não apenas pela perspectiva brasileira, mas também pelo contraste entre diferentes modelos regulatórios, hábitos de consumo e infraestruturas de pagamento. Atualmente, a Pagsmile oferece infraestrutura de pay-in, pay-out e pagamentos cross-border, além de cartões, carteiras digitais e métodos locais por meio de integração por API.
Fique com a entrevista completa!
Crypto ID: Marlon, quando você olha para os principais mercados do mundo, quais diferenças realmente importam hoje na forma como as pessoas pagam? Estamos caminhando para uma infraestrutura global e interoperável de pagamentos ou o futuro continuará sendo formado por ecossistemas nacionais e regionais muito diferentes? E, tecnicamente, o que ainda impede que um pagamento internacional seja tão simples, barato e instantâneo quanto uma transação doméstica?
Marlon Tseng: Acredito que o futuro será global na conexão, mas continuará regional na experiência. A tecnologia permite integrar mercados, mas os hábitos de consumo, as moedas, as regulamentações e os sistemas financeiros de cada país ainda são muito diferentes. Quem trabalha com pagamentos internacionais entende que não basta conectar dois sistemas para que uma transação funcione bem. É preciso considerar como o dinheiro entra, como é processado, como chega ao destinatário e quais requisitos precisam ser cumpridos em cada etapa. O grande desafio do cross-border é fazer com que toda essa complexidade funcione de maneira simples para quem paga e para quem recebe. Isso envolve interoperabilidade, eficiência operacional, transparência de custos e segurança. Na Pagsmile, nossa experiência conectando mercados nos mostra justamente isso: a infraestrutura precisa ser global o suficiente para viabilizar conexões e, ao mesmo tempo, local o suficiente para respeitar as particularidades de cada mercado.
Crypto ID: Você acompanha o mercado brasileiro há muitos anos e também conhece outros ecossistemas de pagamento. Em quais aspectos o Brasil está realmente à frente do mundo e em quais ainda temos deficiências? Se você tivesse que explicar a um executivo internacional por que o mercado brasileiro de pagamentos merece ser estudado, quais seriam as três características mais importantes? E existe alguma inovação desenvolvida aqui que você acredita que poderá ser exportada como modelo para outros países?
Marlon Tseng: O Brasil merece ser estudado principalmente pela escala que alcançou, pela velocidade de adoção de novas soluções e pela capacidade de transformar pagamentos digitais em parte da rotina da população. Eu destacaria três características. A primeira é a adoção do Pix, que mudou a expectativa do consumidor em relação à velocidade e à disponibilidade dos pagamentos. A segunda é a capacidade de integração entre diferentes participantes do ecossistema financeiro. E a terceira é a disposição do mercado brasileiro para experimentar novos modelos e incorporar tecnologia à experiência de pagamento. O Pix é um exemplo muito claro de como uma infraestrutura bem desenhada pode mudar o comportamento das pessoas. Hoje, o consumidor espera que pagar seja simples, rápido e esteja disponível quando ele precisar. Isso não significa que o Brasil já tenha resolvido todos os desafios. Ainda precisamos avançar na prevenção a fraudes, na experiência entre diferentes mercados e na inclusão de pessoas e negócios que enfrentam barreiras para acessar serviços financeiros. Acredito que a principal contribuição brasileira para outros países está na combinação entre escala, interoperabilidade e experiência do usuário. Não necessariamente replicando o Pix da mesma forma, mas aprendendo com o que tornou sua adoção tão relevante.
Crypto ID: Chegou realmente a hora de eliminar senhas, códigos por SMS, digitação de dados de cartão e outras intervenções do consumidor sem comprometer a segurança? Na sua visão, qual será a arquitetura de autenticação de uma transação digital nos próximos anos? Gostaria que você explicasse tecnicamente o papel da biometria e de suas diferentes modalidades, como reconhecimento facial, impressão digital, íris, biometria palmar incluindo padrões vasculares, voz e biometria comportamental, que analisa padrões como forma de digitar, movimentar o dispositivo e interagir com aplicativos, além de passkeys, tokenização, inteligência de risco, identidade do dispositivo e autenticação contextual. Como essas diferentes camadas podem trabalhar juntas para aumentar a confiança na transação sem transformar segurança em mais fricção para o usuário?
Marlon Tseng: Acredito que o futuro é reduzir a quantidade de etapas que o consumidor precisa executar, mas não eliminar a segurança. O objetivo é que a proteção aconteça cada vez mais nos bastidores, sem exigir que o usuário prove sua identidade repetidamente quando o contexto já oferece sinais suficientes de confiança. Isso passa pela combinação de tecnologias. A biometria facial ou a impressão digital, por exemplo, podem ajudar a confirmar que a pessoa autorizada está utilizando um dispositivo. As passkeys permitem autenticações mais resistentes a determinados tipos de ataques de phishing, enquanto a tokenização reduz a exposição de dados sensíveis ao substituir informações de pagamento por identificadores específicos. Também existe a biometria comportamental, que analisa padrões de interação, e a inteligência de risco, que considera sinais como dispositivo, contexto e características da transação. Cada camada contribui de uma maneira diferente.
O ponto importante é que nenhuma tecnologia, isoladamente, resolve todos os riscos. Uma autenticação forte precisa estar conectada à análise da operação como um todo. E existe uma questão de experiência: se o consumidor legítimo encontra dificuldades excessivas para pagar, o sistema também não está funcionando bem. O desafio é encontrar o equilíbrio entre conveniência e proteção, aplicando verificações proporcionais ao risco de cada transação.
Crypto ID: O relatório publicado pelo BIS em 2026 chama atenção para a fragmentação de dados entre diferentes redes, para as dificuldades de detectar fraude cross-border e para a necessidade de mecanismos anteriores à transação, incluindo validação de beneficiários e outras verificações preventivas. A inteligência artificial acrescenta outra variável: pode melhorar modelos antifraude, mas também amplia a capacidade dos criminosos de automatizar ataques, produzir engenharia social e explorar identidades comprometidas.
Em um mundo de pagamentos irreversíveis ou liquidados em segundos, onde deve acontecer a principal decisão de segurança: na autenticação do usuário, na análise do dispositivo, no comportamento, na identidade do beneficiário ou na própria inteligência da transação? Como combinar todos esses sinais em tempo real? E como reduzir fraude sem aumentar excessivamente falsos positivos e acabar bloqueando justamente o bom cliente?
Marlon Tseng: Eu não colocaria essa responsabilidade em um único ponto. A segurança de um pagamento precisa ser construída ao longo de toda a jornada, porque uma transação pode parecer legítima em uma etapa e apresentar sinais de risco em outra. A autenticação ajuda a verificar quem está iniciando a operação. A análise do dispositivo e do comportamento acrescenta contexto. A validação do beneficiário pode ajudar a evitar erros e determinados tipos de fraude. E a análise da própria transação permite avaliar se aquela movimentação faz sentido diante dos sinais disponíveis.
A inteligência artificial pode contribuir bastante nesse processo, especialmente pela capacidade de identificar padrões e analisar grandes volumes de informações rapidamente. Mas ela também pode ser utilizada por fraudadores, o que exige evolução contínua dos mecanismos de prevenção. Outro ponto importante é a qualidade das decisões.
Bloquear todas as operações que apresentam alguma anomalia não é uma estratégia sustentável. Isso pode prejudicar a experiência do cliente e impedir transações legítimas.
O caminho é combinar diferentes sinais, atualizar os modelos continuamente e calibrar as decisões conforme o risco. Em pagamentos, velocidade é importante, mas a confiança é o que permite que essa velocidade seja sustentável.
Crypto ID: Como você imagina a autenticação de pagamentos realizados por agentes de IA? Será necessário criar uma espécie de credencial verificável que demonstre que determinado agente está autorizado por uma pessoa a comprar determinado produto, dentro de determinado valor e período? Como ficam consentimento, tokenização, prova de intenção, limites de autoridade, contestação e responsabilidade quando quem tecnicamente inicia a transação não é uma pessoa, mas um software agindo em nome dela?
Marlon Tseng: Acredito que os agentes de inteligência artificial poderão tornar as compras mais convenientes, mas isso dependerá de uma questão fundamental: deixar muito claro o que o agente está autorizado a fazer. Se uma pessoa delega uma compra a um sistema de IA, não basta verificar se aquele software é legítimo. Também precisamos entender quem concedeu a autorização, quais são os limites dessa autorização e se a transação está dentro do que foi permitido.
Podemos imaginar mecanismos que estabeleçam limites de valor, categorias de produtos, períodos de validade e condições para solicitar uma nova confirmação. Credenciais verificáveis e tokens com escopo limitado também podem fazer parte dessa evolução, desde que sejam implementados de forma segura e interoperável. Outro aspecto essencial é a rastreabilidade.
Deve ser possível entender como a autorização foi concedida, qual agente iniciou a operação e quais regras foram aplicadas. Ainda estamos em uma fase de evolução desse modelo, e os padrões de mercado terão um papel importante. Na minha visão, a conveniência só vai ganhar escala se vier acompanhada de consentimento claro, controle e mecanismos confiáveis para tratar exceções e contestações.
Crypto ID: Depois de tantos anos construindo operações entre mercados diferentes, qual é hoje o verdadeiro gargalo do pagamento cross-border? É tecnologia, regulação, câmbio, liquidação, identidade, compliance ou ausência de interoperabilidade? E quando você olha para os próximos anos, o que tende a provocar a maior ruptura nesse mercado: interligação entre sistemas de pagamentos instantâneos, Open Finance, stablecoins, tokenização de depósitos, novas infraestruturas de liquidação ou alguma tecnologia que ainda estamos subestimando?
Marlon Tseng: O principal gargalo não é um único fator. É a combinação de diferentes infraestruturas, regras e processos que precisam funcionar em conjunto. Uma transferência internacional pode depender de sistemas de pagamento distintos, conversão cambial, requisitos regulatórios locais, validação de informações e processos de liquidação. Mesmo quando a tecnologia permite processar uma etapa rapidamente, as demais podem limitar o resultado final. Por isso, acredito que a interoperabilidade será uma das transformações mais importantes. Conectar sistemas de pagamento instantâneo, padronizar integrações e permitir que diferentes participantes troquem informações de maneira mais eficiente pode reduzir fricções e melhorar a experiência.
Open Finance, tokenização e stablecoins também merecem atenção, porque podem abrir novas possibilidades de movimentação e liquidação de recursos. Mas cada modelo precisa ser avaliado considerando seu caso de uso, os requisitos regulatórios, a segurança e a viabilidade operacional. Eu evitaria apostar em uma única tecnologia como vencedora.
A transformação provavelmente virá da combinação de soluções capazes de tornar as transações internacionais mais previsíveis, transparentes e eficientes. Para empresas que operam entre mercados, esse é o resultado que realmente importa: não apenas movimentar dinheiro entre países, mas fazer isso com uma experiência simples para o cliente e uma operação confiável por trás dela.
Crypto ID: Existe uma discussão de segurança que aparentemente está distante da experiência cotidiana de pagamentos, mas pode afetar profundamente a infraestrutura que sustenta o setor. Quando você olha para uma infraestrutura real de pagamentos, onde estão hoje as dependências criptográficas que mais deveriam preocupar bancos, adquirentes, processadores e fintechs? TLS, certificados, APIs, HSMs, assinaturas digitais, troca e gerenciamento de chaves? As empresas já deveriam estar fazendo inventário criptográfico e construindo crypto-agility para substituir algoritmos sem reconstruir seus sistemas? E qual seria, na sua visão, uma estratégia realista para migrar uma plataforma de pagamentos para um ambiente pós-quântico sem comprometer interoperabilidade, latência e sistemas legados?
Marlon Tseng: Esse é um tema que pode parecer distante da experiência cotidiana do consumidor, mas merece atenção desde já. A infraestrutura de pagamentos depende de mecanismos criptográficos para proteger comunicações, autenticações, certificados e a troca de informações sensíveis. A computação quântica ainda não representa uma ameaça operacional imediata a todos esses mecanismos, mas a evolução da tecnologia torna importante começar a avaliar a exposição e planejar a transição. O primeiro passo é conhecer as próprias dependências.
As empresas precisam identificar quais algoritmos e componentes utilizam, onde estão essas dependências e quais sistemas poderiam exigir mudanças no futuro. Sem esse mapeamento, é difícil construir um plano realista. Também considero importante pensar em flexibilidade criptográfica, ou seja, na capacidade de substituir algoritmos e componentes sem precisar reconstruir toda a infraestrutura. Isso exige planejamento, testes e coordenação com parceiros, fornecedores e padrões do setor.
Em pagamentos, não podemos olhar apenas para a segurança teórica de uma solução. Qualquer mudança precisa considerar interoperabilidade, desempenho, disponibilidade e compatibilidade com sistemas existentes. A preparação deve ser gradual e baseada em avaliação de risco, acompanhando os padrões técnicos e as recomendações das entidades responsáveis.
O objetivo é evitar tanto a inércia quanto mudanças precipitadas, que podem introduzir novos riscos operacionais.
Crypto ID: Começamos esta conversa com a ideia de que o melhor pagamento talvez seja aquele que deixa de interromper a experiência do consumidor. Se combinarmos pagamentos instantâneos, carteiras digitais, tokenização, passkeys, biometria, Open Finance, dispositivos conectados e agentes de inteligência artificial, é possível imaginar que grande parte das transações deixe de começar em uma tela convencional de checkout. Depois de acompanhar diferentes gerações de tecnologia e diferentes mercados, gostaria de terminar pedindo uma previsão sua: como vamos pagar em 2030? O que provavelmente terá desaparecido da experiência que conhecemos hoje, o que continuará existindo apesar de todas as previsões de substituição e qual tecnologia acredita que ainda estamos subestimando? E, se pudesse dar uma única recomendação aos bancos, fintechs, varejistas e empresas de pagamentos que hoje estão construindo essa próxima infraestrutura, qual seria?
Marlon Tseng: Em 2030, acredito que o pagamento será muito menos visível em muitas experiências digitais. Em vez de interromper uma compra para preencher dados, escolher um método e passar por várias etapas, o consumidor poderá concluir mais operações dentro do próprio ambiente em que já está interagindo. Isso pode acontecer por meio de carteiras digitais, pagamentos incorporados a aplicativos, dispositivos conectados e, cada vez mais, agentes de inteligência artificial.
A autenticação também tende a se tornar mais contextual, reduzindo intervenções desnecessárias. Mas não acredito que uma única forma de pagamento vá substituir todas as outras. Cartões, transferências, pagamentos instantâneos e métodos locais devem continuar coexistindo, porque atendem a diferentes necessidades, mercados e perfis de consumidores.
Uma das coisas que talvez ainda subestimemos é a importância da integração entre essas experiências. Criar uma nova tecnologia é apenas parte do desafio. Fazer com que ela funcione de forma confiável entre diferentes plataformas, instituições e países é o que permite que a inovação alcance escala.
Minha recomendação às empresas é que não pensem apenas no próximo método de pagamento, mas na infraestrutura necessária para conectar métodos, mercados e experiências. Conveniência atrai o usuário, mas segurança, confiabilidade e capacidade de adaptação são o que sustentam o negócio no longo prazo.
Agradecimento
Marlon, o Crypto ID agradece por compartilhar sua experiência e por aceitar discutir não apenas os produtos e tecnologias que já chegaram ao mercado, mas também as questões estruturais que definirão a próxima geração dos pagamentos.
Agradecemos igualmente à Pagsmile pela disponibilidade e pela colaboração para a realização desta entrevista.
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