Ontem, dia 31 de março de 2026, a plataforma Gov.br registrou 135,8 mil novos certificados e média de 14,8 assinaturas por segundo, impulsionada pelo crescimento da base de usuários e investimentos em tecnologia pelo ITI

A geração de certificados, quando novos cidadãos fazem o cadastro na plataforma GOV.BR nas contas prata ou ouro, também foi recorde. O ITI contabilizou a emissão de 135.879 novos certificados de assinatura avançada na terça-feira.
“Esse desempenho é desafiador para o ITI. Sendo responsável por prover esse serviço à plataforma GOV.BR, em parceria com o MGI, o instituto investe em tecnologia para suportar o crescimento da demanda. Afinal, a base GOV.BR alcançou 175 milhões de usuários e muitas pessoas optam pela segurança, confiabilidade e comodidade de assinar um documento de onde estiver, na rua ou no trabalho”, disse Enylson Camolesi, diretor-presidente do ITI.
Números do recorde no GOV.BR
- 135.879 novos certificados de assinatura avançada emitidos em um único dia
- 175 milhões de usuários cadastrados na base GOV.BR
- 889 assinaturas realizadas por minuto
- 14,82 assinaturas por segundo ao longo do dia
- 1 dia (terça-feira, 31) marcou o recorde de emissões e uso do serviço
Os dados mostram um salto expressivo no uso das assinaturas digitais, refletindo o avanço da plataforma e a adesão crescente dos cidadãos a serviços online seguros.
Na engrenagem que existe para garantir segurança e confiança, o ITI trabalha com hardwares e softwares de última geração. A tecnologia empregada garante que uma assinatura seja feita com rapidez. Na terça-feira (31), a cada minuto foram realizadas 889 assinaturas ou 14,82 por segundo ao longo do dia.
Nos três primeiros meses deste ano a assinatura eletrônica avançada registrou 21.054.939 assinaturas em janeiro; 20.977.588 em fevereiro e em março 27.165.22, um aumento de 29,5% em relação ao mês anterior.
No primeiro trimestre deste ano, o total de assinaturas avançadas na plataforma GOV.BR foi de 69,2 milhões, um aumento de 57% em relação às 44 milhões de assinaturas feitas no primeiro trimestre de 2025.
A distinção entre os tipos de assinatura eletrônica
É importante as pessoas saibam a diferença dos tipos de assinatura para garantir segurança jurídica e o uso adequado de cada tecnologia no contexto correto. No Brasil, modelos como a assinatura avançada e a assinatura qualificada possuem níveis diferentes de confiabilidade, requisitos técnicos e aplicações legais, conforme as diretrizes da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira. Compreender essas diferenças evita equívocos, reduz riscos e assegura que documentos sejam assinados com o grau de proteção exigido para cada situação.
No caso deste artigo, o foco está na assinatura eletrônica avançada, amplamente utilizada na plataforma GOV.BR. Seu uso tem crescido de forma expressiva justamente por viabilizar a transformação digital de serviços públicos, mantendo um nível adequado de confiabilidade para operações do dia a dia.
A assinatura avançada prioriza usabilidade e escala, sendo adequada para digitalização de serviços públicos. Já a assinatura qualificada prioriza segurança criptográfica e robustez jurídica, sendo exigida em cenários de maior risco regulatório e legal.
Assinatura eletrônica avançada
É um nível intermediário de segurança previsto na legislação brasileira.
Características técnicas
- Permite identificar o signatário de forma inequívoca, sem exigir certificado da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira.
- Utiliza mecanismos como:
- autenticação via conta GOV.BR (níveis prata ou ouro),
- biometria,
- validação por múltiplos fatores (MFA).
- Garante integridade do documento e vínculo com o usuário autenticado.
Uso típico
- Documentos com risco moderado
- Serviços públicos digitais
- Contratos administrativos e interações com o governo
Assinatura eletrônica qualificada
É o nível mais alto de segurança jurídica.
Características técnicas
- Exige certificado digital emitido no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira.
- Baseia-se em criptografia assimétrica (par de chaves pública e privada).
- A chave privada é protegida em dispositivos seguros (token, smartcard ou HSM).
- Garante autenticidade, integridade e não repúdio com alto grau de confiabilidade.
Uso típico
- Contratos que exigem equivalência à assinatura manuscrita
- Atos com alto impacto jurídico
- Processos judiciais
- Documentos fiscais e empresariais
Além da assinatura avançada e da qualificada, existe também a assinatura eletrônica simples
A assinatura eletrônica simples é o nível mais básico, que não exige mecanismos robustos de identificação do signatário nem o uso de certificado digital, sendo geralmente baseada em informações declaradas ou validações mínimas. Por isso, possui baixo nível de segurança e é indicada apenas para situações de menor risco, onde não há exigência legal mais rigorosa.
Assim, no modelo brasileiro, temos três níveis principais:
- Qualificada: nível máximo, com certificado da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira
- Avançada: nível intermediário, com identificação confiável
- Simples: nenhum nível de segurança
Serviço Notifica
Além disso, o serviço Notifica, integrado à plataforma, atua como um mecanismo complementar de segurança, alertando usuários sobre a emissão de certificados vinculados ao seu CPF. Esse recurso reforça a governança da identidade digital e reduz riscos de fraude.
Em síntese, os números refletem não apenas crescimento quantitativo, mas também a capacidade do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação de sustentar esse avanço por meio de investimentos contínuos em infraestrutura criptográfica, segurança da informação e escalabilidade sistêmica.
“Desde o lançamento no final do ano passado até agora, mais de três milhões de notificações foram encaminhadas. Esse serviço aumenta a proteção da identidade digital dos usuários e a nossa expectativa é ampliar o Notifica para as pessoas jurídicas até o fim do ano”, prevê Camolesi.
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Sobre o ITI

O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação ITI, é dirigido por Enylson Camolesi, Diretor Presidente desde 12 de dezembro de 2023. O ITI foi criado a partir do Art. 12 da Medida Provisória n° 2.200-2, de 24 de agosto de 2001. Atualmente o ITI é vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, com a finalidade de ser a Autoridade Certificadora Raiz (AC Raiz) da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).
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