A recente reforma tributária coloca a tecnologia integrada no centro da competitividade das empresas brasileiras
A chegada da implementação da reforma tributária no Brasil, com transição iniciada em 1º de janeiro de 2026 e efeitos que deverão se estender ao longo da década, está redefinindo a forma de apuração de impostos e, principalmente, o papel dos sistemas de gestão empresarial (ERPs) nas operações corporativas.
O novo modelo, que unifica tributos de consumo em mecanismos como IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), impõe um nível de complexidade e integração de dados que torna a inteligência dos ERPs um elemento estratégico para empresas de todos os portes.
Segundo o levantamento “Panorama do Contas a Pagar 2026”, realizado pela Qive com apoio da Opinion Box, 40% das empresas brasileiras ainda não iniciaram os trabalhos para adaptar seus processos e sistemas à reforma, enquanto apenas 38% já iniciaram esse mapeamento. Entre as grandes organizações, 75% já revisam processo de ERPs, e 70% fazem simulações de cenários tributários com apoio da tecnologia.

“Neste novo cenário tributário, ter um sistema que só registra dados não é mais suficiente. As empresas precisam de um ERP que conecte informações de diferentes áreas — fiscal, contábil, financeira, comercial — e que dê suporte a decisões em tempo real diante de regras que variam por produto, serviço e jurisdição. A integração, governança e inteligência de dados são uma questão de eficiência e, sobretudo, de compliance e competitividade”, explica Rafael Garcia, Coordenador de Testes na Areco, empresa de tecnologia e consultoria com ecossistema próprio de soluções de gestão empresarial.
A reforma tributária brasileira, regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025, altera profundamente os fluxos operacionais, contratuais e contábeis das companhias ao introduzir novos modelos de apuração e crédito tributário e exigir a coexistência temporária de múltiplos regimes fiscais. Isso amplia a necessidade de centralização e rastreabilidade dos dados para evitar inconsistências, retrabalhos e riscos de autuações fiscais.
Além da adaptação às novas regras fiscais, a transição para o novo modelo tributário tende a expor fragilidades estruturais de empresas que ainda operam com sistemas engessados, pouco integrados ou dependentes de controles paralelos. ERPs tradicionais, que exigem grandes projetos de substituição para qualquer atualização relevante, podem se tornar um obstáculo à agilidade necessária nos próximos anos.
“A reforma traz um período prolongado de convivência entre regimes, o que exige flexibilidade tecnológica. Sistemas rígidos aumentam o risco operacional justamente em um momento em que as empresas precisam de rapidez e precisão”, avalia Garcia.
Segundo o Coordenador, é nesse cenário que o conceito de ecossistema modular ganha protagonismo. Ao permitir que empresas integrem novos módulos e soluções específicas conforme a necessidade, seja para atender mudanças fiscais, melhorar a governança de dados ou otimizar processos financeiros, esse modelo reduz impactos na operação e acelera a adaptação ao novo ambiente regulatório.
“Na prática, essa abordagem transforma o ERP em uma plataforma viva, capaz de acompanhar o crescimento da empresa e as mudanças do mercado. A reforma tributária deixa claro que tecnologia de gestão não pode ser apenas um sistema de registro, tem que pensar como uma base estratégica para decisões, simulações e controle. As empresas que conseguirem integrar esses dados, certamente terão mais segurança, previsibilidade e competitividade ao longo dessa transição”, conclui o especialista da Areco.
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