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Grupo torna a Inteligência Artificial acessível a alunos e professores do ensino básico

5 de abril de 2021

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14 de abril de 2021

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9 de abril de 2021

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8 de abril de 2021

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31 de março de 2021

IdeIA+ reúne pesquisadores da Unicamp e da Unesp e discute desde aplicações tecnológicas até implicações éticas da Inteligência Artificial

O nome “inteligência artificial” pode ainda soar como algo que só encontramos em filmes de ficção científica. Mas esse tipo de ferramenta já está mais presente no cotidiano do que imaginamos.

Desde publicidades direcionadas que aparecem nas redes sociais até recursos controversos usados por alguns países, como o de reconhecimento facial, a realidade é que essa tecnologia já deixou de ser algo restrito aos laboratórios das Universidades e precisa chegar mais cedo aos estudantes dos ensinos fundamental e médio.

Walter Carnielli – professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp

“Em cerca de 10 ou 20 anos, será impossível pensar o mundo sem a inteligência artificial. Já é assim, mas em pouco tempo isso será ainda mais profundo. Isso vai acabar dividindo o mundo em duas categorias de pessoas, as que produzem essas tecnologias e as que utilizam. Hoje quem produz esses recursos são poucas empresas e, se não prestarmos atenção, os países produtores dessas tecnologias ficarão muito à frente dos outros”, afirma Walter Carnielli.

Ele é professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, membro do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) e do IdeIA+, Grupo Interdisciplinar de Divulgação e Educação em Lógica e Inteligência Artificial.

Em parceria com outros pesquisadores da Unicamp e da Unesp, o grupo desenvolve o projeto “Inteligência Artificial: da Lógica às Humanidades”, com o objetivo de divulgar entre professores e alunos, de forma simples e introdutória, conceitos e discussões a respeito da IA, possibilitando esse tipo de abordagem já no ensino básico. A iniciativa conta com o apoio do CNPq.

Da Unicamp, integram o projeto Walter Carnielli, Juliana Bueno-Soler e Rafael Testa. Também participam Mariana Matulovic, da Unesp em Tupã, Ana Claudia Golzio e Luiz Henrique Silvestrini, da Unesp em Bauru, e ainda o produtor e diretor de cinema independente Flávio Carnielli.

A iniciativa conta com o apoio do CNPq, apoio logístico e material do CLE da Unicamp e também do Advanced Institute for Artificial Intelligence (AI2), consórcio de pesquisadores de diversas instituições que trabalham para tornar a Inteligência Artificial pauta de políticas públicas e ações de fomento.

Além de produzirem seus próprios conteúdos, o grupo também faz a curadoria e disponibiliza materiais gratuitos produzidos por outras instituições de ensino nacionais e estrangeiras. A ideia é estimular a abordagem da IA em sala de aula, desmistificando tanto a complexidade do tema, quanto a dificuldade de acesso a esses conteúdos.

“Os estudantes são facilmente motivados, porque eles já vivem nesse mundo. Queremos também motivar os professores, mostrar que não é um bicho de sete cabeças, que eles têm onde encontrar informações, que podem aprender a trabalhar com isso. Há muitos cursos gratuitos, desde os oferecidos pelo MIT e Stanford, até plataformas como Coursera e Udacity. Há muitas iniciativas, inclusive brasileiras. Estamos então colhendo e oferecendo ajuda”, explica o professor.

Aspectos técnicos e dilemas éticos da Inteligência Artificial

A abordagem feita pelos pesquisadores do grupo a respeito da inteligência artificial no cotidiano não se restringe ao ensino dos recursos de programação de aplicações e robôs, ou ainda estratégias que professores podem usar para facilitar esse trabalho.

Eles também se preocupam em estimular discussões sobre as implicações humanas dessa tecnologia, principalmente a responsabilidade ética necessária para que as aplicações não sejam utilizadas de forma leviana.

“Se a inteligência artificial não for bem utilizada, ela reforça todos os vícios e aberrações da nossa sociedade. Ela pode reproduzir o racismo, o machismo, o preconceito de classe. Por exemplo, um sistema de inteligência artificial utilizado para concessão de crédito pode já excluir uma pessoa só pelo fato de ela morar em uma periferia, ou por não ter curso superior”, argumenta Carnielli.

Mesmo sendo uma iniciativa focada em ações pontuais desenvolvidas nas escolas, o projeto pretende sensibilizar grandes empresários e o poder público para a importância de se investir no ensino e na inovação tecnológica que incluam a inteligência artificial.

De acordo com Carnielli, isso deve garantir que o país não fique para trás no desenvolvimento tecnológico do futuro: “O Brasil carece de políticas públicas de incentivo à inteligência artificial e essa é uma área muitíssimo estratégica. Para tudo, para controle da água, da produção de alimentos, do agronegócio, da educação, da indústria, até para saber como as pessoas se movem durante a pandemia”.

Fonte: SP Notícias

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