Embora a palavra ID – “identificação” não apareça nos títulos oficiais, o tema de segurança digital e confiança permeia a narrativa do MWC26
O Mobile World Congress 2026, que começou oficialmente hoje, 2 de março de 2026, na Fira Gran Via, em Barcelona, abriu suas portas para uma nova etapa da revolução tecnológica global sob o tema “The IQ Era” — a era da conectividade inteligente que une inteligência artificial, redes ultra-conectadas e novos paradigmas de uso de dados, segurança e identidade.

Nossa cobertura do maior evento global de conectividade móvel não começou agora, nem é circunstancial. Há mais de uma década acompanhamos as transformações que nascem nos corredores da Fira Gran Via e se espalham pelo mundo — da expansão do 4G ao 5G, da consolidação da biometria à ascensão da inteligência artificial integrada às redes.
Em 2015, já registrávamos as discussões estratégicas do congresso, quando conectividade global, plataformas digitais e expansão de infraestrutura eram os grandes vetores de transformação. – Brasil falará sobre segurança móvel no Mobile Word Congress em Barcelona. Ao longo dos anos seguintes, mantivemos presença editorial constante, analisando os impactos do evento sobre segurança da informação, identidade digital, regulação e inovação tecnológica.
Celebrando o vigésimo ano consecutivo de realização em Barcelona, esse evento global consolidou seu papel não apenas como a maior feira de tecnologia e conectividade do mundo, mas também como um fórum essencial para o alinhamento de estratégias entre empresas, governos e formadores de políticas.
Uma Visão Histórica e Estrutural
Desde sua origem até hoje, o MWC evoluiu de uma simples feira de indústria móvel para uma plataforma que impacta a economia digital global inteira, reunindo mais de 2.900 expositores e mais de 1.200 palestrantes vindos de mais de 100 países nesta edição.
O mote da edição — “The IQ Era” — não é apenas um slogan, mas uma estratégia editorial e de mercado que sinaliza a importância da inteligência conectada como infraestrutura crítica do futuro. Isso significa que a conectividade não é mais apenas a transmissão de sinais, mas também a capacidade de transformar dados em valor social e econômico.
Temas Centrais e Narrativas Oficiais
A organização do MWC26 e a GSMA — promotora do evento — destacaram vários pilares estratégicos que orientam a programação e as principais conferências:
- 5G e além: conclusão das redes 5G com foco em autonomia, performance e integração com IA.
- IA aplicada e responsável: integração da Inteligência Artificial em todos os aspectos da conectividade, da infraestrutura ao edge computing e ao uso social.
- Visão de segurança digital e confiança: debates sobre digital safety, governança de dados e cibersegurança.
- Colaboração global: presença de governos, líderes regulatórios e autoridades como parte da agenda oficial.
Nessas frentes, os discursos oficiais enfatizam que redes abertas, APIs, padrões globais e cooperação internacional serão decisivos para que a conectividade realmente sirva de motor econômico e social nos próximos anos.
O Papel da Identidade, Segurança e Criptografia
Embora a palavra “identificação” não apareça repetidamente nos títulos oficiais, o tema de segurança digital e confiança permeia a narrativa do MWC26.
Os organizadores deixam claro que, num mundo movido por dados, redes inteligentes e IA aplicada, identidade digital e mecanismos robustos de criptografia não são uma opção — são pilares da infraestrutura moderna. Esse entendimento é parte do discurso institucional e das prioridades de debate.
Esse posicionamento reafirma a leitura que temos feito ao longo de várias edições: o universo mobile, e mais amplamente o ecossistema de conectividade, só pode existir com protocolos criptográficos confiáveis e identificação segura, porque sem eles não há integridade de dados, nem confiança para negócios, nem proteção de usuários ou compliance regulatório.
Contexto Ampliado: Política, Regulação e Sociedade
A participação de autoridades governamentais e agentes reguladores, como observado em relatórios sobre a presença da Anatel no evento, reforça essa dimensão estratégica entre tecnologia, política pública e sociedade civil.
O MWC também vem se consolidando como um espaço de diálogo para governanças de tecnologia, envolvendo debates sobre inclusão digital, interoperabilidade, regulamentação internacional e visão de desenvolvimento sustentável.
Gigantes que participam dessa edição
Apple (presença em ecossistema), Samsung, Google, Meta, Nvidia, Qualcomm e Ericsson dominam os grandes pavilhões.
Startups (4YFN): O evento para startups dentro da MWC está batendo recordes de investidores, focando muito em “AI for Enterprise” (IA para empresas).
O Brasil na MWC 2026
O Brasil continua sendo uma referência em políticas públicas de conectividade, participando ativamente das rodadas ministeriais organizadas pela GSMA para discutir a regulação da IA e o futuro das redes na América Latina.
- Valid: está focada em soluções de eSIM, iSIM e conectividade segura para IoT e redes 5G (localizada no Hall 7).
- Stefanini: Apresenta soluções de IA generativa aplicada à indústria e cibersegurança.
- CI&T: Focada em transformação digital e desenvolvimento de software ágil com inteligência artificial.
Tecnologia e Desenvolvimento (Pavilhão Brasil IT+)
Este pavilhão reúne empresas que buscam exportar tecnologia brasileira
- CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife): Inovação aberta e design de produtos digitais.
- Wavy (Grupo Sinch): Soluções de mensageria e experiência do cliente.
- Zenvia: Plataformas de comunicação e CX (Customer Experience).
- Perto: Tecnologia para terminais de pagamento e automação bancária.
Sendo assim…
A edição 2026 do Mobile World Congress fortalece mais uma vez o papel do evento como referência global de direcionadores tecnológicos e estratégicos. O destaque à Era do QI mostra que a indústria não está mais apenas conectando dispositivos, mas sim construindo uma infraestrutura inteligente que aprende, prevê e garante integridade e confiança em escala global.
E nesse universo, a criptografia e a identificação segura não são complementos: elas são ingredientes essenciais para a própria existência do que hoje chamamos de sociedade conectada.
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Eventos que moldam o futuro da confiança digital
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