Ascenty participa pela primeira vez com estande próprio e apresenta soluções para suportar novas demandas de IA no setor financeiro
A expansão do uso de inteligência artificial pelos bancos está trazendo novos desafios para uma camada menos visível da transformação digital: a infraestrutura necessária para processar, armazenar e transportar volumes crescentes de dados.
É nesse contexto que a Ascenty, joint venture entre Digital Realty e Brookfield Infrastructure, participa do Febraban Tech 2026, nos dias 24, 25 e 26 de agosto, em São Paulo. Pela primeira vez, a companhia terá um estande próprio no evento, onde apresentará soluções de data center e conectividade voltadas às novas demandas do setor financeiro.
A proposta combina ambientes de colocation preparados para cargas de alta densidade, incluindo tecnologias de resfriamento líquido, com conexões privadas de baixa latência entre data centers, nuvens, aplicações, provedores e parceiros.
IA aumenta as exigências sobre os data centers
Projetos de inteligência artificial, especialmente os que utilizam infraestrutura computacional de maior desempenho, demandam mais energia por rack e sistemas de refrigeração capazes de lidar com densidades superiores às encontradas em ambientes tradicionais.
Para instituições financeiras que mantêm data centers próprios, essa mudança pode exigir modernizações significativas. Uma alternativa é utilizar estruturas de colocation já dimensionadas para esse tipo de carga, ampliando a capacidade computacional sem a necessidade de reconstruir ou adaptar integralmente instalações existentes.
Segundo a Ascenty, um dos maiores bancos de investimento do mundo adotou essa estratégia após identificar limitações em sua própria infraestrutura para suportar as novas necessidades de densidade elétrica. A instituição contratou inicialmente 20 racks nos data centers da companhia para workloads internos e para sustentar a expansão de aplicações de inteligência artificial na América Latina.

“Os bancos construíram ambientes de TI extremamente robustos ao longo dos anos, mas a inteligência artificial muda a escala da infraestrutura necessária. Quando aumentam a densidade por rack e a demanda por refrigeração e energia, o colocation passa a ser uma alternativa para crescer com mais rapidez e previsibilidade, sem que a instituição precise reconstruir seu próprio data center”, afirma Marcos Siqueira, CRO e Head de Estratégia da Ascenty.
Esse movimento também está direcionando novos investimentos da companhia. No interior de São Paulo, a Ascenty está construindo o Sumaré 3, primeira unidade da empresa na América Latina concebida desde o início para suportar cargas de trabalho de inteligência artificial em larga escala.
O projeto contará com infraestrutura para altas densidades de potência, resfriamento líquido direto no chip e arquitetura de refrigeração em circuito fechado. A previsão de entrega é para o terceiro trimestre de 2027.
O Sumaré 3 integra um plano de expansão de US$ 1,2 bilhão, anunciado pela companhia para a construção de quatro novos data centers preparados para IA no estado de São Paulo.
Conectividade ganha peso na infraestrutura financeira
A capacidade de processamento, entretanto, representa apenas uma parte do desafio. Bancos também precisam conectar seus ambientes internos a diferentes provedores de nuvem, parceiros, aplicações e serviços críticos mantendo requisitos elevados de disponibilidade, segurança e desempenho.
Durante o Febraban Tech, a Ascenty também destacará o ServiceFabric, plataforma global de orquestração de conectividade da Digital Realty.
A tecnologia permite criar e administrar conexões privadas de baixa latência entre data centers, provedores de nuvem, parceiros e outros serviços digitais.
Por meio da infraestrutura global da Digital Realty, instituições financeiras que operam no Brasil também podem estabelecer interconexões com ecossistemas digitais localizados em importantes centros financeiros internacionais, entre eles Nova York, Londres e Frankfurt.
“No setor financeiro, não basta ter capacidade de processamento. Os workloads precisam estar conectados aos dados, às nuvens, aos parceiros e aos ecossistemas certos, com baixa latência e alta disponibilidade. Nossa proposta é unir essa conectividade à infraestrutura física preparada para cargas de alta densidade, dando aos bancos e instituições financeiras uma base para expandir seus projetos de IA sem criar novos gargalos”, conclui Siqueira.
Soberania digital e risco sistêmico entram no debate
Além da exposição, Marcos Siqueira participará da programação do Febraban Tech 2026.
O executivo será um dos painelistas da sessão “Soberania digital, multicloud e risco sistêmico: como fortalecer a infraestrutura financeira na era da nuvem”, dentro da trilha “Inovação resiliente: cloud, data centers e a nova engenharia do setor”.
O painel está previsto para 24 de agosto, às 15h50.
Serviço – Febraban Tech 2026
- Data: 24, 25 e 26 de agosto de 2026
- Local: Distrito Anhembi, São Paulo
- Estande Ascenty: Rua B, B108
Sobre a Ascenty
A Ascenty, uma empresa Digital Realty e Brookfield, é provedora de serviços de data centers e conectividade na América Latina, com 40 data centers em operação e/ou construção no Brasil, Chile, México e Colômbia, interconectados por 4.000 km de rede de fibra óptica proprietária.
A companhia atende provedores de serviços de nuvem e tecnologia e empresas dos setores financeiro, varejista, industrial e de saúde, além de integradoras de serviços. Seus acionistas são a Brookfield Infrastructure Partners e a Digital Realty.
Desde 2024, a Ascenty oferece o ServiceFabric, plataforma de orquestração da Digital Realty destinada à conexão entre aplicações, cargas de trabalho de inteligência artificial e alto desempenho, nuvens e mais de 500 data centers globalmente.
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