A IA assume o papel de conselheira digital, e as marcas que dominarem o AEO estarão onde realmente importa. No topo das respostas
Por Amanda Gasperini

A resposta virou o novo clique
Comportamentos digitais mostram essa mudança. Mais de 75% da Geração Z e dos jovens Millennials já confiam mais nas respostas fornecidas por IA do que nos buscadores tradicionais quando querem encontrar recomendações de produtos ou serviços. E esse não é um movimento restrito a nichos: segundo pesquisa da Bain & Company, 80% dos usuários de IA conseguem resolver quase 40% de suas dúvidas sem clicar em nenhum link.
A lógica por trás disso é simples: o consumidor quer soluções, não caminhos. E se a resposta que ele recebe não menciona a sua marca — ela está fora do jogo.
A ascensão do AEO
Nesse novo cenário, surge o conceito de AEO — Answer Engine Optimization — como evolução do SEO tradicional. Você já pode ter ouvido falar de GEO (Generative Engine Optimization), LEO (LLM Engine Optimization) ou vários outros termos que estão sendo criados.
AEO, para mim, é um grande consolidado sobre estar na resposta, independente do canal. Enquanto o SEO foca no ranqueamento de páginas, o AEO se dedica a fazer com que marcas sejam citadas, recomendadas e associadas a respostas confiáveis nos motores de resposta e IA generativa.
Ou seja, agora é preciso ocupar o espaço da resposta. É nesse ponto que empresas que investem cedo nessa abordagem ganham protagonismo.
O AEO posiciona a marca para o consumidor através de uma opinião gerada por um composto de informações: sites das empresas, redes sociais indexadas, ReclameAqui, entre outras. As empresas que se destacam são aquelas que:
- Produzem conteúdo relevante, profundo e acessível para humanos e para algoritmos;
- Estão presentes em fontes confiáveis e multicanais (PR, social, catálogos, avaliações);
- Trabalham tecnicamente sua estrutura digital para facilitar a indexação pelas IAs;
- Respondem perguntas reais, com clareza, autoria e dados atualizados.
De buzzword a vantagem competitiva
Apesar do nome novo, a lógica do AEO é pragmática: conquistar a confiança da IA para ser indicada nas respostas que moldam decisões de consumo.
Empresas que já atuam com essa abordagem relatam benefícios como:
- Aumento do “share of answer” (frequência em que a marca aparece nas respostas de IA);
- Geração de leads mais qualificados, vindos de buscas com alta intenção;
- Blindagem reputacional por meio de citações espontâneas;
- Melhoria no reconhecimento de marca em contextos decisivos.
E o melhor: é mensurável — com métricas que vão além dos cliques e passam a considerar menções, respostas geradas por IA, autoridade em tópicos-chave e visibilidade em ecossistemas digitais emergentes, sendo possível planejar a presença da marca entendendo potencial e cobertura já existente de concorrentes.
A nova métrica é ser lembrado
A resposta virou o novo ranking. A citação confiável, o novo clique. E, diante de um ambiente digital que se transforma três vezes mais rápido do que há dez anos, esperar pode custar relevância. Ou pior: esquecimento.
Em um mundo no qual as decisões são orientadas por algoritmos e a IA assume o papel de “conselheira” digital, as marcas que dominarem o AEO estarão onde realmente importa — no topo das respostas.
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