Avanço acelerado da IA contrasta com ausência de parâmetros de segurança, governança e interoperabilidade; esforço nacional para organizar diretrizes práticas começa no Centro-Oeste do Brasil
O avanço da inteligência artificial na saúde brasileira tem ocorrido de forma mais rápida do que a capacidade das instituições de estabelecer critérios claros de uso, governança e segurança. Hospitais, operadoras e gestores já utilizam automação, algoritmos de predição e sistemas de análise de dados, mas sem referências comuns sobre quando adotar, como medir impacto ou quais limites éticos e operacionais devem orientar a prática.
A falta de diretrizes tem efeitos diretos nas redes públicas e privadas: decisões desconectadas, dificuldade de comparar resultados, dependência tecnológica sem métricas claras e baixa interoperabilidade. Em estados que vivem expansão acelerada da oferta assistencial, como Goiás, esses riscos se amplificam diante da pressão por eficiência, digitalização e sustentabilidade econômica.
Nesse cenário, Goiânia foi escolhida pela Hospcom para abrir um movimento nacional que reunirá lideranças técnicas, gestores públicos, hospitais, universidades, especialistas e representantes do setor privado para construir novas referências e recomendações práticas sobre o uso responsável de IA e integração digital. A cidade combina rede assistencial em crescimento, ambiente aberto à inovação e forte articulação entre governo, iniciativa privada e academia, fatores essenciais para sediar debates que exigem visão territorial e participação ampla.
A presença ativa do Secretário de Estado da Saúde de Goiás, Dr. Rasível Santos, reforça o papel estratégico do estado na modernização do sistema. Afinal, em regiões que passam por expansão hospitalar e crescimento populacional, como Goiás, a discussão sobre padronização de processos e uso de métricas tem ganhado espaço como parte das estratégias para ampliar eficiência e qualificar a gestão.
As discussões vão subsidiar a construção de diretrizes sólidas que apoiem decisões institucionais ao longo de 2026. Esse material integrará o Relatório Oficial do HIF 2026, cuja síntese técnica será pública e voltada para orientar políticas, práticas assistenciais e investimentos em tecnologia. A Secretaria de Estado da Saúde acompanha o processo, uma vez que parte dos desafios identificados é compartilhada por hospitais privados, redes públicas e operadoras.
“A tecnologia avançou mais rápido do que os critérios de uso. Hospitais, operadoras e gestores convivem com ferramentas potentes, mas sem referências sobre quando usar, como usar e quais resultados esperar. Há muito discurso sobre inovação, mas faltam parâmetros construídos a partir da prática. Esse movimento busca justamente consolidar evidências reais e transformá-las em diretrizes capazes de orientar decisões de 2026 em diante”, reforça o CEO da Hospcom, Gabriel Coelho.
O debate mobiliza toda a cadeia da saúde. Clínicas, operadoras regionais, startups, universidades e investidores dependem de referências técnicas confiáveis para desenvolver soluções, estruturar processos, formar profissionais e medir valor. Em estados que crescem rapidamente, como Goiás, o envolvimento direto do poder público garante que as recomendações reflitam necessidades reais e possam influenciar a qualificação da rede, a gestão de dados e a incorporação progressiva de novas tecnologias.
Ao articular esse debate nacional a partir de Goiânia, o setor reforça a descentralização das discussões de inovação — historicamente concentradas no Sudeste — e reconhece o papel emergente do Centro-Oeste na modernização do sistema de saúde. Mais do que um encontro, trata-se da construção de um marco institucional para organizar prioridades, consolidar evidências e oferecer ao mercado e ao poder público um instrumento concreto para decisões de alto impacto.
Sobre o HIF 2026
Nos dias 28 e 29 de janeiro, Goiânia sediará o HIF – Health Innovation Forum, encontro que reunirá mais de 50 líderes da saúde brasileira para discutir caminhos práticos para a transformação digital, integração de dados, uso seguro de IA e interoperabilidade. A programação inclui debates estratégicos, demonstrações tecnológicas e casos reais, além da elaboração de uma síntese pública com recomendações para o setor.
O HIF nasce em um cenário em que 62,5% das instituições de saúde brasileiras já utilizam IA, segundo ANAHP e ABSS, e no qual projeções da Deloitte indicam que mais de 70% das organizações de saúde da América Latina deverão incorporar IA generativa até 2026. A falta de interoperabilidade, apontada pela SBIS como um dos maiores gargalos nacionais, também estará no centro das discussões.
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