Durante anos, a inteligência artificial foi tratada no varejo como algo distante, caro ou restrito às gigantes de tecnologia. Em 2026, esse discurso já não se sustenta. A IA começou a resolver um dos problemas mais antigos do comércio brasileiro: transformar interesse em venda dentro da loja física.
E isso importa — muito.
O Brasil é um país movido a comércio e serviços. Dados do IBGE mostram que vendedores e trabalhadores do varejo formam um dos maiores grupos ocupacionais do país, com milhões de profissionais espalhados por lojas, shoppings e centros comerciais. O setor de comércio e serviços, somado, responde por cerca de 20% do PIB brasileiro, o que coloca o varejo no centro da economia real.
Ou seja: quando falamos de IA no varejo, não estamos falando de substituir pessoas. Estamos falando de aumentar a eficiência do maior motor de vendas do país.
O problema real: tráfego não é venda
Todo lojista já viveu isso: investir em marketing digital, gerar visitas no site, responder dúvidas no Instagram ou WhatsApp… e ainda assim ver pouca gente atravessando a porta da loja pronta para comprar.
O gargalo não está só em atrair o cliente. Está em qualificar esse interesse, reduzir a fricção e entregar o consumidor certo para o vendedor certo, na loja certa.
É exatamente aí que a inteligência artificial começa a mostrar valor prático — e mensurável.
O case Anjos Colchões & Sofás: IA aplicada ao mundo real

Alinhada a essa virada, a Anjos Colchões & Sofás, rede com mais de 30 anos de mercado, lançou a AURI, uma assistente virtual desenhada especificamente para o varejo físico.
A proposta é simples e poderosa: usar IA para conectar o tráfego digital às lojas físicas, qualificar o interesse do consumidor e apoiar diretamente a conversão nas unidades franqueadas.
Durante o teste realizado na Black Friday de 2025, os números falam por si:
- 52 mil atendimentos realizados
- 3.579 leads gerados
- Distribuição em 176 cidades do país
- Meta inicial de 10 mil interações no mês — amplamente superada
Mais importante do que volume, foi o impacto no processo comercial: a IA passou a filtrar, orientar e encaminhar clientes já interessados diretamente para as lojas, encurtando a jornada de compra.
IA não substitui o vendedor — ela prepara o terreno para ele
Um dos pontos mais relevantes do projeto é o foco no modelo omnichannel com cara de loja física. A AURI não foi criada para “conversar por conversar”. Ela responde dúvidas práticas que travam a decisão de compra, como:
- Especificações técnicas (densidade do colchão, tipo de mola, tamanhos)
- Localização da loja mais próxima
- Informações de pós-venda (garantia, entrega, troca)
- Comparações entre produtos
A partir disso, o sistema encaminha o cliente para o WhatsApp da loja, mantendo o vendedor no centro da relação.
Como resume Leonardo dos Anjos, diretor de franquias da rede, a lógica é clara:
a IA resolve o básico, organiza a demanda e entrega para o time humano o que realmente importa: relacionamento e conversão.
Por que isso importa para quem ainda está “em dúvida” sobre IA?
Segundo plataformas globais de dados de mercado, cerca de 78% das empresas no mundo já usam IA em pelo menos uma função. No Brasil, o varejo começa a seguir o mesmo caminho — não por modismo, mas por necessidade competitiva.
O recado do case do Anjos Colchões & Sofás é direto: IA no comércio não é sobre robôs substituindo vendedores.
É sobre: Reduzir fricção na jornada de compra, qualificar leads antes de chegarem à loja, aumentar a taxa de conversão e usar dados para escalar vendas sem perder o fator humano
Em um país onde o comércio emprega milhões de pessoas e representa uma fatia relevante da economia, qualquer tecnologia que aumente a produtividade do vendedor tem impacto direto no resultado do negócio — e no próprio mercado de trabalho.
De promessa a ferramenta de venda
O movimento da Anjos Colchões & Sofás mostra uma virada importante: a inteligência artificial saiu do discurso e entrou no caixa da loja.
Ela não substitui o vendedor.
Ela não elimina o contato humano.
Ela organiza a demanda, qualifica o cliente e aumenta a chance de a venda acontecer.
Para quem ainda olha a IA com desconfiança, esse é talvez o melhor ponto de partida: começar não pelo hype, mas por um problema concreto — vender mais e melhor no varejo físico.

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