No Febraban Tech 2026, especialistas discutem o uso da IA na cibersegurança e os desafios impostos pela evolução das fraudes digitais
A cibersegurança deve ocupar posição central nos debates do Febraban Tech 2026, que será realizado entre os dias 24 e 26 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Entre as trilhas da programação, “A guerra invisível da cibersegurança” discutirá o papel da segurança digital diante do avanço da inteligência artificial, da ampliação dos serviços financeiros digitais e do aumento da sofisticação das ameaças cibernéticas.
O evento reunirá executivos, especialistas e empresas para discutir como novas tecnologias, inteligência artificial e modelos digitais avançados estão impactando a inovação, a eficiência operacional e a segurança das instituições financeiras.
A trilha contará com painéis voltados aos principais desafios da proteção do ambiente digital, abordando temas como evolução da infraestrutura de segurança, fraude sintética e deepfakes, engenharia social, inteligência artificial aplicada à defesa cibernética, segurança de novos modelos de negócios digitais, governança e tecnologias emergentes.
Segundo a organização do evento, a expansão dos serviços digitais, o avanço da inteligência artificial e a crescente integração entre diferentes ecossistemas financeiros ampliaram tanto as possibilidades de inovação quanto a complexidade da proteção de dados, identidades e transações.
Nesse cenário, a inteligência artificial também vem sendo incorporada às estratégias de defesa cibernética. Instituições financeiras utilizam recursos de IA para analisar padrões de comportamento, identificar anomalias e acelerar respostas diante de situações suspeitas. A evolução da segurança digital também amplia o foco para além da prevenção de incidentes, incluindo capacidades de detecção, resposta e recuperação de operações críticas.
Entre os desafios destacados estão a evolução das fraudes, dos deepfakes e das técnicas de engenharia social, que exploram não apenas vulnerabilidades tecnológicas, mas também a confiança nas interações digitais. A proteção da identidade digital e dos clientes passa a demandar novas camadas de autenticação, monitoramento e conscientização.
Com a chegada dos agentes de IA, a segurança passa a incorporar também aspectos relacionados à governança, controle de acessos, transparência e supervisão de decisões automatizadas.
De acordo com a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, a cibersegurança foi apontada por 100% dos bancos como uma das prioridades tecnológicas. Todas as instituições participantes atribuíram nível alto ou médio de relevância ao tema.
Painel sobre IA na defesa cibernética
No dia 25 de agosto, às 14h, o Auditório Febraban Lilás receberá o painel “IA na linha de defesa: do monitoramento ao combate em tempo real”.
Participam Adriano Volpini, diretor de Prevenção a Crimes Financeiros do Itaú Unibanco; Cristiano Adjuto, diretor de Cyber Security do Bradesco; Leandro Ferreira Granja, CISO do Santander Brasil; Marcelo Henrique, CISO do Banco do Brasil; e Ciro Menezes Barreiros, diretor-executivo de Segurança Digital da Caixa.
Segundo a organização, o debate abordará quais modelos de inteligência artificial vêm apresentando melhores resultados, quais técnicas estão amadurecendo, quais ainda enfrentam limitações de escala e o que precisa evoluir para que a IA represente uma vantagem estrutural para as instituições financeiras. A moderação será de Mona Dorf, diretora-adjunta de Conteúdo Digital da Febraban.
Infraestrutura, deepfakes e engenharia social
No dia 24 de agosto, às 14h, o Auditório Febraban Vinho sediará o painel “Infraestrutura em alerta: a cibersegurança estende suas fronteiras”, com Alessandro Faria, CVO da Multicortex; Alexandre Timm Vieira, gerente-executivo em Segurança Cibernética do Banrisul; Caio Moreira Fernandes, chefe do Departamento de Tecnologia do Banco Central do Brasil; José Pela Neto, sócio-líder de Cyber da Deloitte Brasil; e Kelly Nascimento, diretora de Data & IA da NTT DATA. A moderação ficará a cargo de Raphael Mielle Trintinalia, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.
Às 15h50, será realizado o painel “Nada é o que parece: o colapso das certezas digitais na era dos deepfakes e da fraude sintética“, com participação de Elisa Sotero, gerente nacional de Estratégia de Segurança da Caixa; Flávio Silveira da Silva, chefe da Divisão de Tecnologia e Inovação do Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal; Guilherme Martinatti, Senior Head de Prevenção a Fraudes do Santander Brasil; e Samara Castro, chefe de gabinete da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A moderação será de Mona Dorf.
Ainda no primeiro dia, às 17h, o painel “Engenharia social e o desafio da proteção do cliente” reunirá Cristine Hoepers, gerente-geral do CERT.br/NIC.br; Felipe Tambellini, diretor de Prevenção a Fraudes do Itaú Unibanco; e Milton Lima, pesquisador-líder do CISSA/CESAR. A moderação será de Raphael Mielle Trintinalia.
Outras trilhas
Além da trilha dedicada à cibersegurança, o Febraban Tech 2026 terá debates distribuídos em outros eixos temáticos:
- Agentes de IA em rede: é o fim da Era dos Assistentes?
- Engenharia do futuro: do humano ao híbrido na Era dos Agentes de IA?
- Identidade digital, compliance e credibilidade na velocidade da inovação
- Meios de pagamento: quem paga a conta da inovação?
- Open Finance: segurança e privacidade versus interoperabilidade
- Do big data ao real-time intelligent banking
- Inovação resiliente: cloud, data centers e a nova engenharia do setor
- O Drex e a corrida global pelas stablecoins
- Tecnologias em ascensão reprogramam os setores
- Finanças embarcadas e a convergência intersetorial
- Transition Finance: como o capital está moldando a economia verde
- A jornada das fintechs: maturidade, regulação e confiança
A edição de 2026 também contará com dez auditórios, três estúdios, área de workshops e dois espaços voltados ao bem-estar. Entre as novidades está o Auditório Imersão, que utilizará recursos visuais e cenografia interativa para integrar tecnologia e experiência dos participantes.
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