No FEBRABAN TECH 2026, estudo da ManageEngine mostra que o setor financeiro brasileiro avança em IA, mas ainda enfrenta desafios com sistemas legados e fragmentação da TI
O setor financeiro brasileiro está entre os segmentos que mais avançam na adoção de novas tecnologias. Ao mesmo tempo em que as instituições ampliam investimentos em inteligência artificial (IA) e adotam modelos de TI centrados em plataformas, a complexidade dos ambientes tecnológicos e a dependência de sistemas legados ainda impõem obstáculos à evolução.
Os dados fazem parte do estudo “O Estado da Transformação Digital na América Latina 2026”, realizado pela ManageEngine e apresentado durante o FEBRABAN TECH 2026, que acontece de 24 a 26 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Entre os principais resultados, a pesquisa aponta que 39% das empresas brasileiras do setor bancário, de serviços financeiros e seguros (BFSI) já adotaram modelos centrados em plataformas, percentual superior à média regional. O levantamento também mostra que 26% das organizações aumentaram os investimentos em inovação, enquanto 68% dos orçamentos de TI ainda são destinados à manutenção das operações existentes.
Para Sthéfani Silva, coordenadora técnica da ManageEngine Brasil, a maturidade tecnológica alcançada pelo setor financeiro também trouxe novos desafios.
“A maturidade do ecossistema bancário exige agora uma mudança de mentalidade: o foco deve estar na consolidação da TI. Reduzir a fragmentação tecnológica e unificar a visibilidade operacional é a única maneira de garantir resiliência operacional, cibersegurança e suporte efetivo à IA em escala”, explica.
Excesso de ferramentas aumenta a complexidade
A pesquisa mostra que as instituições do setor BFSI utilizam, em média, 22 ferramentas de tecnologia diferentes, quatro a mais do que a média das empresas brasileiras, de 18 soluções.
Para 68% dos entrevistados do setor financeiro, a proliferação de ferramentas contribuiu para aumentar a complexidade operacional nos últimos dois anos. O cenário também amplia o número de fornecedores envolvidos na gestão dos ambientes de TI.
Por isso, 92% dos entrevistados afirmam que suas organizações pretendem consolidar fornecedores de tecnologia nos próximos 24 meses. A redução da fragmentação tecnológica e da sobrecarga de gerenciamento aparece entre as principais prioridades da transformação digital para 45% dos participantes.
O movimento mostra que, para instituições que já possuem um alto nível de maturidade tecnológica, o próximo desafio não está necessariamente em adicionar novas soluções, mas em integrar e simplificar os ambientes existentes.
Preparação para IA não significa retorno garantido
A inteligência artificial aparece como uma das principais frentes de investimento do setor financeiro. 97% dos entrevistados do segmento afirmam que suas organizações estão preparadas para adotar a tecnologia, índice acima da média nacional de 92%.
Apesar disso, transformar investimentos em IA em resultados mensuráveis ainda é um desafio. 58% dos participantes afirmam enfrentar dificuldades para obter retorno concreto das iniciativas de inteligência artificial, enquanto metade dos líderes financeiros considera que a fragmentação tecnológica limita diretamente a expansão desses projetos.
Nesse cenário, a infraestrutura que sustenta a IA passa a ter papel estratégico. A capacidade de integrar sistemas, garantir visibilidade sobre os ambientes e manter mecanismos de segurança e governança pode determinar o quanto as instituições conseguem avançar da experimentação para aplicações de IA em escala.
Cibersegurança acompanha a transformação
A evolução tecnológica também acontece em meio ao aumento das preocupações relacionadas à segurança. Segundo o estudo, 53% das instituições financeiras registraram crescimento nos ataques cibernéticos bem-sucedidos em 2025.
Outro ponto de atenção é o uso não autorizado de ferramentas de inteligência artificial generativa por funcionários. 76% dos líderes do setor demonstram preocupação com o risco de vazamento de dados associado à chamada shadow AI, quando aplicações de IA são utilizadas sem o conhecimento ou a autorização da organização.
Nesse contexto, consolidar a gestão de TI não representa apenas uma iniciativa de eficiência. A integração dos ambientes também está relacionada à capacidade das instituições de ampliar a visibilidade, fortalecer a segurança e estabelecer mecanismos de governança para novas tecnologias.
Eficiência, segurança e consolidação no radar do setor
De acordo com a pesquisa, as principais prioridades das organizações financeiras brasileiras para os próximos anos são melhorar a eficiência operacional e a produtividade (53%), fortalecer a cibersegurança e a resiliência diante de riscos (47%) e reduzir a sobrecarga de gerenciamento por meio da consolidação da TI (45%).
Os resultados apresentados pela ManageEngine na FEBRABAN TECH 2026 mostram, assim, um setor que já avançou significativamente na transformação tecnológica, mas que enfrenta uma nova etapa: tornar ambientes cada vez mais complexos mais integrados, seguros e preparados para sustentar a expansão da inteligência artificial.
FEBRABAN TECH 2026
- Evento: FEBRABAN TECH 2026
- Data: 24 a 26 de agosto de 2026
- Horário: das 9h às 19h
- Local: Distrito Anhembi — Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo (SP)
- Estande da ManageEngine: B71
Sobre o estudo
O estudo O Estado da Transformação Digital na América Latina 2026 examina como as organizações da região estão conduzindo a modernização tecnológica, lidando com a complexidade da infraestrutura e gerenciando a adoção da IA, a cibersegurança, as prioridades de investimento e o alinhamento entre as áreas de negócios e TI. A pesquisa foi encomendada pela ManageEngine e conduzida pela empresa independente Censuswide.
O estudo entrevistou 1.000 tomadores de decisão de TI e executivos C-level de pequenas e grandes empresas no Brasil, México, Colômbia, Chile e República Dominicana. Entre eles, 250 entrevistados eram especificamente do Brasil, representando setores como bancos, serviços financeiros e seguros (BFSI), varejo, indústria, educação e TI. Os respondentes ocupam cargos de liderança nas áreas de tecnologia e negócios, permitindo comparações entre tomadores de decisão de TI e de negócios.
Sobre a ManageEngine
A ManageEngine é uma divisão da Zoho Corporation e uma fornecedora líder de soluções de gerenciamento e segurança de TI para organizações em todo o mundo. Com uma plataforma de gerenciamento empresarial digital poderosa, flexível e potencializada por IA, ajudamos empresas a realizarem seu trabalho de qualquer lugar e em todos os lugares, da melhor forma, mais seguro e mais rápido. Para saber mais, visite www.manageengine.com/br.
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