Previsões apontam avanço de agentes autônomos, IA física, governança, custos e novas formas de uso da tecnologia
O Gartner, Inc., empresa de insights de negócios e tecnologia, revela suas principais previsões estratégicas para 2027 e além. As principais previsões do Gartner abrangem três categorias: Robôs em Todos os Lugares, Do Custo ao Valor e Fatores Desconhecidos.

“Muitos dos sistemas que hoje consideramos naturais, desde serviços públicos até software, energia e modelos de força de trabalho, serão fundamentalmente transformados pela Inteligência Artificial (IA) ao longo da próxima década. As organizações mais bem-sucedidas serão aquelas que equilibrarem inovação e responsabilidade, desenvolvendo as capacidades necessárias para gerenciar tanto as oportunidades quanto as consequências não intencionais de um mundo orientado pela IA“, diz Daryl Plummer, Vice-Presidente Analista Emérito do Gartner e Gartner Fellow.
Líderes de tecnologia e negócios devem avaliar como as seguintes principais previsões influenciarão suas estratégias e investimentos em 2027 e nos próximos anos:
Principais previsões estratégicas do Gartner para 2027 e além

Até o final de 2030, mais de 10 bilhões de agentes autônomos criados por pessoas, empresas e governos irão sobrecarregar os serviços públicos.
A IA Agêntica aumentará significativamente a demanda por serviços públicos ao permitir que agentes autônomos identifiquem oportunidades, determinem a elegibilidade e façam solicitações em nome dos usuários, com mínima intervenção humana.
Esse aumento no volume de solicitações, reivindicações e transações pressionará os sistemas governamentais e exigirá abordagens mais robustas para identidade, confiança e responsabilização. O Gartner recomenda que os governos se preparem modernizando a infraestrutura digital, fortalecendo os recursos de verificação e planejando volumes maiores de interações mediadas pela Inteligência Artificial.
Até 2030, 80% dos trabalhadores da linha de frente empregados por empresas internacionais serão auxiliados por sistemas de IA física.
A IA física está levando a Inteligência Artificial para o mundo físico por meio de tecnologias como robôs, drones, veículos autônomos e outros sistemas incorporados, capazes de perceber, interagir e influenciar seu entorno.
Muitos setores já utilizam a IA física para aumentar a segurança, automatizar trabalhos repetitivos e perigosos e obter insights operacionais. O Gartner recomenda que as organizações adotem uma abordagem estratégica, priorizando a segurança (safety-first), com investimentos em plataformas escaláveis, estruturas robustas de governança e nas habilidades necessárias para implementar e gerenciar sistemas de IA física de forma eficaz.
Até 2030, 80% das organizações que utilizam Inteligência Artificial voltada ao público terão sofrido um ataque de exaustão de custos, gerando despesas excessivas de IA.
A expansão da IA voltada ao público está criando um novo risco de cibersegurança, chamado de ataques de exaustão de custos (cost exhaustion attacks), nos quais agentes mal-intencionados deliberadamente provocam um uso excessivo de Inteligência Artificial para aumentar os custos operacionais.
À medida que a IA se torna cada vez mais integrada às aplicações voltadas aos clientes, as organizações precisarão tratar o consumo de tokens e os padrões de uso de Inteligência Artificial tanto como questões de gestão de custos quanto de segurança.
O Gartner recomenda que as companhias considerem os custos dos tokens de IA como um indicador de cibersegurança, implementem controles de segurança focados em despesas e ampliem os recursos de monitoramento para todas as tecnologias de Inteligência Artificial.
Até 2029, 80% das novas aplicações serão intencionalmente descartáveis — utilizadas por menos de um ano — revolucionando o ciclo de vida do software.
A IA está tornando o desenvolvimento de aplicações tão acessível que os colaboradores criarão cada vez mais aplicações temporárias para atender a necessidades de negócio de curto prazo. As organizações enfrentarão novos desafios de governança, segurança, conformidade e gestão de registros, especialmente quando essas aplicações influenciarem decisões ou acessarem dados sensíveis.
O Gartner recomenda que as organizações estabeleçam frameworks de governança baseados em risco, monitorem as aplicações criadas pelas áreas de negócio por meio de registros automatizados e atualizem suas políticas de retenção de registros para contemplar aplicações e agentes gerados por IA.
Até 2030, US$ 10 trilhões em energia pertencente a empresas farão com que as companhias do Global 2000 se tornem provedoras de energia inesperadas — vendendo energia para redes elétricas e Data Centers de IA e transformando o setor de utilities.
O aumento da demanda por eletricidade, provocado pela IA e pelos Data Centers, está levando as organizações a investir fortemente em ativos de geração, armazenamento e gestão de energia, tornando menos clara a distinção tradicional entre consumidores e fornecedores de energia.
À medida que a energia se torna um ativo estratégico e definido por software, as organizações precisarão desenvolver novas capacidades para otimizar a produção, o armazenamento e o consumo. O Gartner recomenda que as empresas invistam em plataformas de gestão de energia, integrem dados de energia e operacionais e desenvolvam estruturas de governança e infraestrutura que permitam participar dos mercados de energia emergentes.
Até 2030, as seguradoras — e não os órgãos reguladores — irão orientar a governança de IA, uma vez que serão necessários critérios rigorosos de subscrição para seguros de responsabilidade civil relacionados à IA, visando reduzir os custos dos seguros.
As organizações estão migrando de uma governança de IA baseada em políticas para uma governança operacional, que incorpora controles diretamente aos sistemas e fluxos de trabalho de Inteligência Artificial. À medida que os riscos e as preocupações relacionadas à responsabilidade em torno da IA aumentam, espera-se que as seguradoras influenciem as práticas de governança ao incentivar supervisão, gestão de riscos e controles técnicos mais fortes.
O Gartner recomenda que as organizações implementem tecnologias de governança de IA, testem os controles em ambientes reais e estabeleçam mecanismos de supervisão em tempo de execução para apoiar tanto a inovação quanto a responsabilização.
Até 2029, 25% das empresas do Global 500 inovarão continuamente em ofertas modulares impulsionadas por IA, criando uma vantagem competitiva que tornará obsoletas as estratégias baseadas em seguir rapidamente as inovações dos concorrentes.
À medida que concorrentes nativos de IA introduzem ofertas mais personalizadas, eficientes e escaláveis, as organizações estabelecidas enfrentarão uma pressão crescente para inovar ou correrão o risco de perder clientes, talentos e participação de mercado.
O sucesso dependerá não apenas dos investimentos em Inteligência Artificial, mas também de bases sólidas de dados, governança e talentos que sustentem uma inovação escalável. O Gartner recomenda que as organizações priorizem a inovação voltada aos clientes impulsionada por IA, fortaleçam suas capacidades de dados e analytics e desenvolvam forças de trabalho adaptáveis, capazes de criar continuamente novas fontes de valor.
Até 2029, 60% das organizações que utilizam IA estabelecerão uma função dedicada responsável por mapear o custo total da IA em relação ao valor ou lucro gerado.
Conforme as organizações implementam mais IA agêntica, gerenciar o consumo de tokens está se tornando uma prioridade de negócio, à medida que os custos aumentam rapidamente, dificultando cada vez mais conectar os gastos ao valor gerado para o negócio. As organizações precisam de maior visibilidade sobre os padrões de consumo de Inteligência Artificial e de uma governança mais robusta para equilibrar eficiência de custos e criação de valor.
O Gartner recomenda que elas relacionem diretamente o uso de tokens às métricas de valor para o negócio, implementando, ao mesmo tempo, mecanismos claros de governança, cotas de uso e controles de monitoramento para garantir que os investimentos em IA proporcionem retornos mensuráveis.
Até 2028, 60% das empresas do Global 500 irão incorporar controles de FinOps de IA durante a inferência, transferindo a governança de custos de relatórios reativos para a otimização em tempo real.
Os gastos com IA estão se tornando mais difíceis de prever e controlar à medida que as organizações ampliam o uso de ferramentas de Inteligência Artificial e fluxos de trabalho de IA agêntica, impulsionando uma mudança dos relatórios retrospectivos de custos para uma governança de FinOps de Inteligência Artificial em tempo real.
À medida que a IA se torna uma parcela maior das despesas operacionais, as organizações se concentrarão cada vez mais na mensuração do custo por tarefa e na eficiência dos tokens para preservar margens e maximizar o valor.
O Gartner recomenda que as organizações implementem controles de custos em tempo de execução, adotem telemetria no caminho de inferência e tornem a governança de custos um requisito central das plataformas e aplicações de IA.
Até 2030, 80% das empresas do Global 500 atribuirão contratualmente ao seu CIO (ou CAIO) o papel de “Responsável pelas Custódia de Provas” para a responsabilização em relação à IA.
Conforme a IA é incorporada a processos e decisões críticas de negócio, as organizações enfrentam uma pressão crescente para garantir a responsabilização, a transparência e a supervisão das ações realizadas pela Inteligência Artificial. Isso amplia o papel dos líderes de tecnologia na supervisão da responsabilização relacionada à IA e na garantia de que as diretrizes de governança sejam aplicadas de forma consistente em toda a organização.
O Gartner recomenda que as organizações avaliem suas capacidades de gestão de evidências digitais e estabeleçam responsabilidades claras pelas ações realizadas pela Inteligência Artificial, a fim de apoiar uma governança responsável da IA.
Gartner é a autoridade mundial em IA
O Gartner é o parceiro indispensável para executivos C-Level e fornecedores de tecnologia à medida que implementam estratégias de IA para alcançar suas prioridades de missão crítica. A independência e a objetividade dos insights do Gartner proporcionam aos clientes a confiança necessária para tomar decisões bem fundamentadas e desbloquear todo o potencial da IA. Clientes C-Level estão usando a ferramenta de IA do Gartner AskGartner para definir como aproveitar a IA em seus negócios. Com mais de 2.500 especialistas em negócios e tecnologia, 6.000 insights escritos, além de mais de 1.000 casos de uso e estudos de caso de IA, o Gartner é a autoridade mundial em IA.
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